A ALEGRIA DOS BAFANA, BAFANA
Antes da última rodada a
classificação do grupo A apontava para a liderança do México e a Coréia do Sul
em segundo lugar-o que parecia ser o esperado no grupo. E, como os dois jogos
finais eram no mesmo horário, escolhi o África do Sul x Coreia como o mais
complicado e, devo dizer, pensando que o outro jogo fosse ser menos importante
por causa dos mexicanos estarem matematicamente classificados. Não sei se a
escolha foi boa. A verdade é que o jogo foi muito inesperado. O normal, o
previsto seria uma vitória coreana e/ou um empate. A Coreia, no entanto,
frustrou as expectativas. Apesar de conseguir trocar passes não teve meios de jogar
um futebol ofensivo, de modo que as melhores chances do primeiro tempo apareceram
para Maseko, que aos 18 e aos 38 minutos, teve duas oportunidades de fazer o
primeiro gol. Se a Coreia do Sul teve mais posse de bola isto não se traduziu
em poder ofensivo, de vez que Hwang Hee-Chen e Lee Tae-Seok, os que apareceram
com alguma possibilidade foram infelizes na finalização. E logo no início da
segunda etapa, novamente Maseko teve outra chance ao receber em profundidade de
Mofokeng, invadir a área, driblar o zagueiro e, depois, chutar por cima. E foi
Mofokeng, numa jogada individual, que, aos 17 minutos, na esquerda, tocou para
Maseko, que fez um giro do corpo, e bateu de forma inapelável: 1x0. Bem que o
treinador coreano Hong Myung-Bo tentou mudar as coisas tanto que, já no
intervalo, colocou Son Heung-Min para animar o time. Mesmo assim não teve
resultado e, antes mesmo do final da partida, seu posicionamento era visível
mostra do baque que foi dominar uma partida sem conseguir fazer gol e, mais do
que isto, correr o risco de ser eliminado precocemente. Os africanos eram só
alegria por estarem, pela primeira vez, no mata-mata. Confesso que fiquei
surpreso com os 3x0 que os mexicanos aplicaram na República Tcheca mesmo que
jogassem leve, na medida em que já estavam classificados. Ficou tão fácil que
colocaram no final o lendário goleiro Guilermo Ochoa para participar de sua
sexta copa. Decepção tcheca com a
eliminação e festa mexicana que começa a sonhar, enquanto espera saber
contra quem vai jogar, com voos mais altos.

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