BRILHA A ESTRELA DE MARROCOS
Sempre tive o sentimento
de que Marrocos é um adversário difícil e a sensação de que é um time de
chegada. Por isto, apesar de considerar que, no mínimo, ele estaria entre os
oito primeiros, quando se anunciava os Países Baixos contra Marrocos, pensando no
Brasil, colocava os holandeses como ganhadores, mas sempre com um pé atrás.
Sabia que seria uma parada dura. E o jogo começou como era esperado: muita
marcação e disputa física. E a Holanda começou mais ameaçadora numa jogada aos
16 minutos, porém, quando, aos 20 minutos, quase Marrocos foi quem abriu o
placar com goleiro Bart Verbruggen fazendo uma grande defesa. Pouco depois, o
lateral Achraf Hakimi encheu o pé e Verbruggen teve que fazer outra grande
intervenção. Só na marca dos 43 minutos Micky van Den Vem, de fora da área,
obrigou Bono a se esticar todo para defender. No fim quase que Saibari toca na
bola para marcar. Não deu e terminou o primeiro tempo sem gols. Na volta foram
novamente os marroquinos que voltaram a assustar. Aos sete minutos, lançado do
lado direito no vazio da defesa, Hakimi bateu tirando do goleiro e a bola
caprichosa bateu na trave. Os pupilos de Mohamed Ouahbi passaram a posse de
bola e maior controle, enquanto a Holanda apostava nos contra-ataques. O lance
mais perigoso aconteceu aos 16 minutos com uma nova defesa de Verbruggen. Aos
72 ,minutos, numa subida de Summerville, que passou pela marcação e rolou a
bola para Cody Gakpo que marcou colocando seu time em vantagem: Holanda 1x0
Marrocos. O jogo avançou sem grandes mudanças e, nos acréscimos, quando tudo
parecia indicar que o jogo estava liquidado, hemsdine Talbi fez um cruzamento
perfeito da esquerda, que passou sobre Virgil e foi encontrar o zagueiro Issa Diop para
cabecear de modo inapelável: 1x1. Veio a prorrogação e, aos 6 minutos, o
centroavante Soufiane Rahimi pegou a bola de frente para o goleiro Verbruggen,
bateu no canto e, pela primeira vez, o Sobrenatural de Almeida apareceu no
jogo, pois, milagrosamente, o guarda-metas espalmou e a bola, com tudo para
entrar, realizou um milagre para salvar
a Holanda. Saiu pelo lado, de maneira impressionante. A rigor, por mais esforço
que fizessem, predominou o cansaço e a precaução, principalmente com Marrocos
tocando a bola para manter o domínio do jogo. As cobranças de pênaltis começaram
com El Aynaoui e o ponta Justin Kluivert acertando a trave. Depois de uma série
de três acertos, o meio-campista Quentin Timber bateu para fora e a disputa
continuou empatada em 2 a 2. Hakimi carimbou a trave, mas Sumerville parou na
defesa do Bono. Por fim, Saibari converteu sua tentativa e classificou os
marroquinos às oitavas. É preciso assinalar que um dos gols teve o Sobrenatural
de Almeida contra os holandeses, de vez que Verbruggen, que tanto fez, defendeu
uma bola que ele, sem querer, empurrou para dentro. Impossível culpá-lo quando
dois dos cobradores de falta conseguiram fazer o mais difícil: não fazer o gol
com Bono completamente batido. A estrela de Marrocos brilhou nesta partida e,
agora, avançam para encarar o Canadá.

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