BELLINGHAM BRILHA E FAZ A DIFERENÇA
Já se sabia que o duelo entre Inglaterra e Noruega seria complicado. Nenhuma das duas fez campanhas brilhantes, mas ambas contavam com dois dos maiores artilheiros da atualidade: Kane e Haaland. A Inglaterra vinha com o terceiro ataque mais eficiente da competição -atrás de França e Argentina- com 14 gols marcados contra 10 da Noruega, e sofrera apenas 5 gols, diante dos 9 noruegueses. Números que justificavam o favoritismo inglês. Mas o passado não garante o presente. Até a pausa para hidratação, nenhuma oportunidade real de gol foi criada. A Inglaterra chegou mais perto aos 22 minutos, quando O'Reilly mandou para fora após cruzamento. Com a Noruega marcando em linhas altas, os ingleses tinham 70% de posse, mas não transformavam o domínio em perigo. Na volta, a Noruega trabalhou melhor. Aos 34 minutos, Haaland assustou com uma cabeçada defendida por Pickford. Pouco depois, Berg desarmou Kane na intermediária e lançou Schjelderup pela esquerda, que finalizou cruzado com precisão notável: um golaço. Sorloth quase ampliou num contra-ataque, mas demorou para finalizar e acabou travado pela defesa. Quando a reação inglesa parecia improvável, Antony Gordon avançou pela esquerda aos 46 minutos e serviu Bellingham na entrada da área. Com rapidez fantástica, o meia infiltrou entre os zagueiros noruegueses e desviou do goleiro de canhota: 1x1. Kane ainda balançou as redes, mas estava impedido. Na etapa final, a Noruega voltou pressionando. Após escanteio, Heggem marcou na segunda trave, mas o VAR anulou: Haaland empurrara um adversário sem a bola. O árbitro mandou repetir a cobrança e, na nova tentativa, o próprio camisa 9 norueguês não conseguiu marcar. Os noruegueses só voltaram a ameaçar aos 30 minutos. Num escanteio, Pickford afastou com soco, a bola sobrou para Aursnes, que finalizou com desvio de Ajer na trave. Haaland, no rebote, mandou por cima do travessão. Saka ainda incomodou duas vezes, mas o placar não se alterou. Prorrogação. Logo aos dois minutos do primeiro tempo extra, Kane obrigou Nyland a uma grande defesa em cabeçada. O goleiro não teve a mesma sorte ao dar rebote num chute de longa distância de Rogers. Quem apareceu? Bellingham, de novo, para marcar o segundo gol. A Noruega buscou reagir e quase conseguiu quando o árbitro assinalou pênalti em Oscar Bobb. Revisado o lance, o VAR apontou que não houve falta. No segundo tempo da prorrogação, apesar das boas chances de ambos os lados, o placar não mudou. A Inglaterra administrou a vantagem até o fim.


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