COM MBAPPÉ INSPIRADO FRANÇA SOBROU CONTRA A SUÉCIA
O favoritismo da França
contra a Suécia era flagrante. O desempenho francês tem sido, nesta Copa de
2026, o mais regular entre todas as seleções. Com uma campanha muito sólida no
primeiro jogo fez 3x1 no Senegal. Depois fez 3x0 no Iraque e 4x1 na Noruega ficando
em primeiro lugar no seu grupo com 100% de aproveitamento. Foi, sem favor
nenhum, o melhor desempenho entre os grupos, pois desempenho igual somente
tiveram Argentina e México, porém com um saldo de gols menor. E, no campo, que
é onde interessa, os franceses entraram com uma enorme disposição tanto que
logo nos primeiros minutos, tiveram mais posse de bola e buscaram o ataque. Aos
15 minutos, Digne chutou de fora da área e o goleiro defendeu bem. Depois Mbappé
tentou com uma bola rasteira de fora da área. Outra defesa de Zetterstrom. Com
19, Mbappé fez o gol, mas impedido, anularam. Com vontade o artilheiro francês mandou
uma bola na trave e Olise, depois, pegou de voleio e mandou outra na trave. O
primeiro tempo parecia que iria premiar a defesa sueca. Só parecia. Aos 44
minutos, na cobrança de um escanteio de Dembélé em que Olise recebeu a bola de
volta e tocou para Mbappé, este, dentro da área, cortou dois marcadores, batendo
do outro lado do gol para abrir o placar. A persistência francesa foi premiada.
Na etapa final nada foi muito diferente com a França voltando a pressionar sem
descanso. Depois de um chute de Tchouaméni, aos 4 minutos, logo aos sete, Olise
lançou com precisão para Barcola, na área, fazer o segundo gol. Foi somente o
carimbo de liquidação na medida em que a Suécia não apresentava sinais de que
pudesse fazer qualquer coisa para modificar a predominância dos comandados de Didier
Deschamps. O jogo ficou fácil. Koundé e Olise tiveram boas oportunidades, que goleiro
Zetterstrom impediu. Porém não teve como parar a gana de Mbappé, que apareceu
pelo lado esquerdo dentro da grande área, para receber um belo passe de Olise e
bater sem apelação para o gol: 3x0. Doué, que havia entrado no segundo tempo, também
teve sua oportunidade e desperdiçou de frente para o gol. A França sobrou neste jogo. Mostrou
consistência, volume de jogo, disposição e criatividade nas jogadas. Como na
Bolsa de Valores, no entanto, desempenho do passado não garante o futuro e
levaram mais de 40 minutos para enfiar um gol na Suécia. É preciso ver o que
farão nas oitavas de final da competição quando irão enfrentar o
Paraguai. É verdade que os franceses possuem mais jogadores habilidosos
que os alemães e que os EUA meteram 4 gols no Paraguai. Mas, a historicidade
paraguaia não autoriza se esperar que, mesmo os franceses jogando bem como
estão, consigam fazer os três gols que fizeram até agora, no mínimo, por
partida, embora, ao meu ver, sejam francos favoritos novamente. E, pelo andar
da carruagem, estejam autorizados a sonhar com o título. Que são fortes
candidatos são e até mesmo favoritos, mas, continuo afirmando o que se comprova
em campo: favoritismo não ganha jogo.


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