Sunday, July 12, 2026

NOVA REGRA FACILITA O CAMINHO DA ARGENTINA

 


Quando os times entraram em Kansas City, segundo os supercomputadores, a Argentina possuía um forte favoritismo, variando entre 53,6% e 58,1% de probabilidade de vitória no tempo normal, e cerca de 70% de chances de avançar às semifinais da Copa do Mundo 2026. Nos primeiros cinco minutos não foi o que se viu em campo até que, aos 10 minutos, fruto de um escanteio, uma bola parada, Mac Allister tocou de cabeça para fazer 1x0. Depois, mesmo com a Suíça passando a mandar no jogo, de fato, não conseguiu assustar a meta defendida por Dibu Martinez, mas também a Argentina não criou novas oportunidades. Mal começou o segundo tempo, a Suíça teve a sua melhor chance de todo o jogo com Ndove demorando e permitindo uma entrada providencial de Lisandro Martinez. A Suíça mandava em campo sem conseguir o gol de empate até que, aos 22 minutos, numa jogada bem urdida pela esquerda, Ndoye recebeu na lateral do gol e bateu cruzado por baixo das pernas de um vencido Dibu para deixar tudo igual: 1 a 1. Tudo indicava que as dificuldades seriam dobradas para os argentinos, porém numa jogada em que Embolo justificou o nome de “corpo estranho que provoca a embolia”, realmente, conseguiu embolar o jogo. O juiz deu um amarelo para Paredes, mas, depois com a intervenção do VAR, seguindo uma nova regra, trocou o amarelo para Embolo por simulação, seguido do vermelho, pois já tinha um cartão.  A Suíça com 10 em campo, o jogo se converteu em ataque contra defesa.  A vantagem numérica da Argentina tornou a partida uma questão de tempo, e paciência, para quebrar o ferrolho suíço. O que somente aconteceu na prorrogação, aos 7 minutos da segunda etapa, quando Flaco López deu um passepara Julián Alvarez acertar um chute no ângulo: 2 a 1. No final, com os suíços em desespero procurando um empate, num contra-ataque Lautaro Martínez fechou a tampa do caixão. A Argentina, aos trancos e barrancos, vai enfrentar a Inglaterra nas semifinais. Os argentinos, é claro, depois de outro enorme sofrimento comemoraram ruidosamente. No entanto, embora eles não tenham nada a haver com isto, foi mais uma partida em que uma decisão dos árbitros influiu decisivamente no resultado. A partida foi muito prejudicada, e a Suíça também, com uma expulsão que, a meu ver, é meio esdrúxula. Qual o sentido de uma simulação distante da área, numa parte lateral do campo? No mínimo seria preciso considerar a dificuldade de intenção do jogador. Afinal, o que parece razoável, ele vinha caindo ( e já havia levado um toco do jogador anterior) e é bem possível que tenha se desequilibrado. Aproveitou para cavar a falta? Talvez. Só me parece que a interpretação que foi dada, com o amarelo, beneficiou inteiramente o outro time. Não que esteja advogando uma teoria da conspiração, mas sim, o que parece sintomático nesta Copa, há uma falta de critério que prejudicou muito a beleza do futebol.

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