Thursday, July 02, 2026

ESPANHA NÃO TOMOU CONHECIMENTO DA ÁUSTRIA

 


Se, antes da partida, o prognóstico era de que a Espanha, contra a Áustria, possuía um time melhor e com muito mais possibilidades de ganhar, no campo isto se comprovou por um domínio completo das ações do primeiro ao último minuto do tempo inicial. Nem mesmo a Áustria se fechando conseguiu evitar a criação de espaços. Principalmente em trocas de passes e jogadas individuais de Lamine Yamal, pela direita. E foi ele e Oyarzabal que tiveram as melhores oportunidades, mas pararam em Schlager. Cucurel até balançou as redes em escanteio, mas fizeram falta no goleiro austríaco. Só aos 35 minutos Pedri conduziu pelo meio e acionou Cucurella, que se movimentou na esquerda e cruzou para trás, encontrar Oyarzabal, que não perdoou: 1x0. Na reta final foi a pressão continuou, com Baena carimbando o travessão, e Schlager salvando um chute de Yamal. A Áustria, que só teve duas saídas em velocidade, não soube aproveitar, e, no primeiro tempo, teve uma finalização. O domínio espanhol foi expressivo tanto que o segundo saiu depois de dezenove finalizações! E foi, aos 20 minutos, quando Dani Olmo recebeu na entrada da área sendo travado, na hora do arremate. A bola, caprichosamente, sobrou para Cucurella, que acionou Baena. O atacante vai ao fundo e cruzou para trás, encontrando Porro livre só para cabecear: 2x0. Na base da vontade até que os austríacos tentaram mudar o rumo das coisas indo para cima, no entanto, por mais esforço que fizessem, a diferença de qualidade era muito grande. E não acertavam as jogadas no ataque acabando, quando chegavam ao gol, a fazer sem direção.  Apesar da maior agressividade no final, efetivamente, tudo indicava que era um jogo liquidado e esta impressão se fechou, aos 43 minutos, num contra-ataque com Cucurella caindo pela esquerda servindo um passe primoroso para Oyarzabal, que, de primeira, emendou para as redes fazendo 3x0. A pá de cal no melhor jogo que a Espanha fez neste Mundial. Para completar, sem sofrer gols nos 90 minutos, Unai Simón alcançou um feito ainda maior: estabeleceu a maior invencibilidade da história das Copas do Mundo. Ele passou a marca do italiano Walter Zenga, que ficou cinco jogos sem sofrer gols em 1990 com 517 minutos, agora, o novo recorde subiu para 529 minutos. Por tudo isto a torcida espanhola comemorou festivamente. E ficaram gritando que venha quem vier a Espanha vai ganhar!

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