LAUTARO DECIDE E ARGENTINA CARIMBA VAGA NO FINAL
Antes da bola rolar, os
supercomputadores já discordavam entre si. A Opta Analyst apontava a Inglaterra
como favorita, com 39% de chance de vitória no tempo normal contra 31,6% da
Argentina. Já o UniScore AI invertia o favoritismo: 39% para os argentinos e
33% para os ingleses. Divergências à parte, o jogo confirmaria que a decisão
seria mesmo dentro de campo - e bem mais dramática do que qualquer projeção. Desde os primeiros minutos, ficou claro que a
partida seria disputada na base da entrada dura e da falta tática. Foram sete
faltas dos ingleses e 12 dos argentinos, mas o árbitro Ismail Elfath
administrou bem os ânimos e usou o cartão amarelo com parcimônia: apenas dois,
para Elliot Anderson (falta em Messi) e Lisandro Martínez (falta em Morgan
Rogers). A primeira finalização só
surgiu aos 32 minutos, quando Stones apareceu para arrematar após um
cruzamento, mandando a bola para fora. Com isso, a etapa inicial- que teve três
acréscimos- terminou sem nenhum chute a gol e apenas três finalizações no total
(duas argentinas e uma inglesa). Emoção, praticamente nenhuma. A Argentina
voltou do intervalo em outro ritmo, mais agressiva, e quase marcou duas vezes
em rápida sucessão com Julián Álvarez logo no início do segundo tempo. Mas quem
balançou as redes primeiro foi a Inglaterra: aos nove minutos, um lançamento
longo de Kane foi desviado por Tagliafico, a bola sobrou para Declan Rice, que
tocou para Morgan Rogers cruzar. Gordon se antecipou à zaga argentina para
completar de perto: 1 a 0. Com a vantagem no placar, o time de Thomas Tuchel
recuou as linhas e passou a jogar por resultado, o que deu à Argentina de
Lionel Scaloni ainda mais espaço para pressionar. Os minutos foram passando e
as chances de empate se acumulando-muitas delas neutralizadas por grandes
defesas de Pickford, decisivo sempre que a defesa inglesa era superada. A
resposta argentina veio aos 40 minutos, quando a bola chegou de Messi para Enzo
Fernández na entrada da área. Ele não perdoou: um chute preciso, no ângulo,
empatou a partida em 1 a 1. Seis minutos depois, mais uma vez foi Messi quem
decidiu. O camisa 10 conduziu a bola até a linha de fundo e cruzou com precisão
cirúrgica para a cabeça de Lautaro Martínez, que só precisou desviar para ver a
bola morrer no fundo da rede, sem chance para Pickford: 2 a 1. Se a Argentina
já vibrava com o empate, o gol da virada trouxe a plateia à loucura. Dali em
diante, foi administração pura até o apito final. Mais uma vez, a classificação
argentina veio com drama- mas isso pouco importa agora. O que fica é a virada
espetacular por 2 a 1 sobre a Inglaterra, no Mercedes-Benz Stadium, que coloca
a Albiceleste na final da Copa do Mundo, cada vez mais perto do sonho do
bicampeonato consecutivo. Os sufocos, as defesas de Pickford e as bolas na
trave logo serão esquecidos. O que vai ficar na memória são os dois gols de
categoria - de Enzo Fernández e Lautaro Martínez - que seguraram a Argentina de
pé quando o jogo parecia escapar. Agora é hora de virar a chave e se preparar
para a grande final contra a Espanha.


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