Wednesday, July 15, 2026

LAUTARO DECIDE E ARGENTINA CARIMBA VAGA NO FINAL

 


Antes da bola rolar, os supercomputadores já discordavam entre si. A Opta Analyst apontava a Inglaterra como favorita, com 39% de chance de vitória no tempo normal contra 31,6% da Argentina. Já o UniScore AI invertia o favoritismo: 39% para os argentinos e 33% para os ingleses. Divergências à parte, o jogo confirmaria que a decisão seria mesmo dentro de campo - e bem mais dramática do que qualquer projeção.  Desde os primeiros minutos, ficou claro que a partida seria disputada na base da entrada dura e da falta tática. Foram sete faltas dos ingleses e 12 dos argentinos, mas o árbitro Ismail Elfath administrou bem os ânimos e usou o cartão amarelo com parcimônia: apenas dois, para Elliot Anderson (falta em Messi) e Lisandro Martínez (falta em Morgan Rogers).  A primeira finalização só surgiu aos 32 minutos, quando Stones apareceu para arrematar após um cruzamento, mandando a bola para fora. Com isso, a etapa inicial- que teve três acréscimos- terminou sem nenhum chute a gol e apenas três finalizações no total (duas argentinas e uma inglesa). Emoção, praticamente nenhuma. A Argentina voltou do intervalo em outro ritmo, mais agressiva, e quase marcou duas vezes em rápida sucessão com Julián Álvarez logo no início do segundo tempo. Mas quem balançou as redes primeiro foi a Inglaterra: aos nove minutos, um lançamento longo de Kane foi desviado por Tagliafico, a bola sobrou para Declan Rice, que tocou para Morgan Rogers cruzar. Gordon se antecipou à zaga argentina para completar de perto: 1 a 0. Com a vantagem no placar, o time de Thomas Tuchel recuou as linhas e passou a jogar por resultado, o que deu à Argentina de Lionel Scaloni ainda mais espaço para pressionar. Os minutos foram passando e as chances de empate se acumulando-muitas delas neutralizadas por grandes defesas de Pickford, decisivo sempre que a defesa inglesa era superada. A resposta argentina veio aos 40 minutos, quando a bola chegou de Messi para Enzo Fernández na entrada da área. Ele não perdoou: um chute preciso, no ângulo, empatou a partida em 1 a 1. Seis minutos depois, mais uma vez foi Messi quem decidiu. O camisa 10 conduziu a bola até a linha de fundo e cruzou com precisão cirúrgica para a cabeça de Lautaro Martínez, que só precisou desviar para ver a bola morrer no fundo da rede, sem chance para Pickford: 2 a 1. Se a Argentina já vibrava com o empate, o gol da virada trouxe a plateia à loucura. Dali em diante, foi administração pura até o apito final. Mais uma vez, a classificação argentina veio com drama- mas isso pouco importa agora. O que fica é a virada espetacular por 2 a 1 sobre a Inglaterra, no Mercedes-Benz Stadium, que coloca a Albiceleste na final da Copa do Mundo, cada vez mais perto do sonho do bicampeonato consecutivo. Os sufocos, as defesas de Pickford e as bolas na trave logo serão esquecidos. O que vai ficar na memória são os dois gols de categoria - de Enzo Fernández e Lautaro Martínez - que seguraram a Argentina de pé quando o jogo parecia escapar. Agora é hora de virar a chave e se preparar para a grande final contra a Espanha.

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