NOVA REGRA FACILITA O CAMINHO DA ARGENTINA
Quando os times entraram
em Kansas City, segundo os supercomputadores, a Argentina possuía um forte
favoritismo, variando entre 53,6% e 58,1% de probabilidade de vitória no tempo
normal, e cerca de 70% de chances de avançar às semifinais da Copa do Mundo
2026. Nos primeiros cinco minutos não foi o que se viu em campo até que, aos 10
minutos, fruto de um escanteio, uma bola parada, Mac Allister tocou de cabeça
para fazer 1x0. Depois, mesmo com a Suíça passando a mandar no jogo, de fato,
não conseguiu assustar a meta defendida por Dibu Martinez, mas também a
Argentina não criou novas oportunidades. Mal começou o segundo tempo, a Suíça
teve a sua melhor chance de todo o jogo com Ndove demorando e permitindo uma
entrada providencial de Lisandro Martinez. A Suíça mandava em campo sem
conseguir o gol de empate até que, aos 22 minutos, numa jogada bem
urdida pela esquerda, Ndoye recebeu na lateral do gol e bateu cruzado por baixo
das pernas de um vencido Dibu para deixar tudo igual: 1 a 1. Tudo indicava que
as dificuldades seriam dobradas para os argentinos, porém numa jogada em que Embolo
justificou o nome de “corpo estranho que provoca a embolia”, realmente,
conseguiu embolar o jogo. O juiz deu um amarelo para Paredes, mas, depois com a
intervenção do VAR, seguindo uma nova regra, trocou o amarelo para Embolo por
simulação, seguido do vermelho, pois já tinha um cartão. A Suíça com 10 em campo, o jogo se converteu
em ataque contra defesa. A vantagem numérica
da Argentina tornou a partida uma questão de tempo, e paciência, para quebrar o
ferrolho suíço. O que somente aconteceu na prorrogação, aos 7 minutos da
segunda etapa, quando Flaco López deu um passepara Julián Alvarez acertar um
chute no ângulo: 2 a 1. No final, com os suíços em desespero procurando um
empate, num contra-ataque Lautaro Martínez fechou a tampa do caixão. A
Argentina, aos trancos e barrancos, vai enfrentar a Inglaterra nas semifinais. Os
argentinos, é claro, depois de outro enorme sofrimento comemoraram ruidosamente.
No entanto, embora eles não tenham nada a haver com isto, foi mais uma partida
em que uma decisão dos árbitros influiu decisivamente no resultado. A partida
foi muito prejudicada, e a Suíça também, com uma expulsão que, a meu ver, é
meio esdrúxula. Qual o sentido de uma simulação distante da área, numa parte
lateral do campo? No mínimo seria preciso considerar a dificuldade de intenção
do jogador. Afinal, o que parece razoável, ele vinha caindo ( e já havia levado
um toco do jogador anterior) e é bem possível que tenha se desequilibrado.
Aproveitou para cavar a falta? Talvez. Só me parece que a interpretação que foi
dada, com o amarelo, beneficiou inteiramente o outro time. Não que esteja
advogando uma teoria da conspiração, mas sim, o que parece sintomático nesta
Copa, há uma falta de critério que prejudicou muito a beleza do futebol.
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