Wednesday, July 01, 2026

O SENHOR KANE É MORTAL

 


O forte da República Democrática do Congo sempre foi a defesa mesmo tendo feito um gol em Portugal e 3x1 no Uzbequistão não se esperava que surpreendesse ofensivamente a Inglaterra, que, para todos, seria a franca favorita. Ocorre que, aos seis minutos. Mbemza avançou pela direita e passou para os pés de Cipenga, que dominou e finalizou forte para marcar: 1 a 0. Um gol histórico de vez que a República Democrática do Congo balançou as redes pela primeira vez em um duelo eliminatória da competição. E os ingleses, mesmo procurando empatar, só foram ter uma boa oportunidade aos 29, num cruzamento de Rice e cabeçada de Bellingham que Mpasi defendeu. Depois, aos 34, Madueke fez uma jogada individual na direita cruzou para Rashford, que teve a finalização salva por Bissaka, em cima da linha. No fim do primeiro tempo o RD Congo começou a incomodar. Bissaka da linha de fundo, pela direita, cruzou para Wissa acertar na trave. No lance seguinte, Kane dividiu com Mpasi e pediu pênalti que o árbitro ignorou. Depois ainda  deu tempo do goleiro congolês salvar as finalizações de Bellingham e Harry Kane para garantir a vantagem na primeira metade do jogo. Na volta do intervalo a Inglaterra, novamente, correu atrás do prejuízo, todavia somente ameaçou, aos 5 minutos, quando Rashford avançou em velocidade, entrou na área e bateu com firmeza. E errado, pois a bola foi na rede pelo lado de fora! E tudo continuou muito parecido com o primeiro tempo com os ingleses encontrando dificuldades de furar o bloqueio e, se conseguiam, as mãos salvadoras de Mpase frustravam suas intenções até que, aos 22 minutos, teve a pausa para hidratação. Precisando empatar Thomas Tuchel adiantou ainda mais a marcação da Inglaterra, colocando Eberichi Eze no lugar de Djed Spence e recuando Declan Rice para a lateral-direita. E foi pelo lado direito que saiu a jogada que chegou em Anthony Gordon, na ponta-esquerda. Gordon recebeu na área, mesmo fechado pela marcação, conseguiu cruzar e Kane se desgarrou de Tuanzebe para cabecear de forma certeira. Mpasi pulou e ainda chegou a tocar na bola, que morreu no fundo das redes: 1 a 1! Com o gol a partida ficou mais tensa e a Inglaterra ficou motivada contiuou a pressionar a seleção africana. O Congo, no entanto, não se limitou apenas a defender também procurando o segundo gol. A grande diferença veio de Kane que se movimentava muito procurando espaços e, aos 40 minutos, mesmo cercado de defensores, conseguiu clarear e acertar um chute no ângulo indefensável. Inglaterra: 2x1. Depois, apesar de muito esforço dos congoleses, a Inglaterra segurou o resultado para desilusão dos adversários. Agora o bicho vai pegar! Inglaterra classificada para as oitavas de final da Copa do Mundo vai pegar pela frente a seleção do México, que, até agora, não levou um gol sequer. É impossível não levar em consideração a periculosidade de Kane na área. Hoje é o mais mortal dos artilheiros em ação no futebol mundial. Ninguém igual a ele acerta tanto nas horas mais necessárias.

Tuesday, June 30, 2026

MÉXICO DESPACHA EQUADOR COM FESTA DA TORCIDA

 


O México, juntamente com a França e a Argentina, foram os três únicos países que conseguiram a liderança de seu grupo com 100% de aproveitamento. E, apesar de entre as três ser a que teve menor saldo positivo de gols, teve a seu favor que também a única que não sofreu gols. Assim, pelo que fez e pela lógica, era favorita para ganhar seu jogo no mata-mata contra o Equador. O que não se contava é que fosse entrar avassaladora no primeiro tempo. Com o estádio Azteca lotado, os mexicanos incentivando seu time, pilhados, nas arquibancadas, os jogadores exerceram uma pressão enorme logo nos seis primeiros minutos do jogo. A intensidade foi persistente, malvada até quando, aos 21 minutos o gol saiu. O Equador tentou subir a marcação na saída de bola e com um desarme a bola ficou com Alvarado que enfiando um belo passe em profundidade para Quiñones, no homem a homem, entrar na área e acertar uma bomba para estufar a rede de Galindez, que nada pode fazer. Depois do gol, o Equador até equilibrou o jogo, acertou mais passes no meio de campo e conseguiu alguns escanteios. Foi uma subida de produção que parecia levar os sul-americanos ao empate, mas o México sempre continuou perigoso e num erro de Ordóñez, entregando a bola para Jiménez, que tabelou   com Quiñones e recebeu de volta livre para acertar um chute indefensável, no ângulo, fazendo 2x0 para os mexicanos, aos 30 minutos. Só aos 38 o Equador, realmente, ameaçou quando Yeboah foi lançado na direita, partiu para cima da marcação, deu três dribles desconcertantes na defesa e bateu da entrada da área. A bola parecia que ia entrar quando o goleiro Tala Rangel, apesar de ter a visão encoberta,  se esticou todo para espalmar e evitar o gol do Equador. E o primeiro tempo foi embora sem modificações. A grande diferença foi esta: o México dominou e deu dois chutes no gol que entraram. O único que o Equador deu, no primeiro tempo, o goleiro pego. E seria difícil, quase impossível, depois o Equador fazer dois gols no México. No segundo tempo os equatorianos tiveram mais posse de bola, se esforçaram muito mais. O problema é que ofensivamente não conseguiam criar efetividade. E foi o México quem quase fez, aos 21 minutos, com uma bola cruzada que Montes subiu sozinho e cabeceou para Galindez salvar. Só aos 29 minutos quando Caicedo lançou uma bola na direção de Kevin Rodriguez, que dominou no peito, cara a cara com Rangel, mas errou na finalização na melhor chance do Equador no segundo tempo. Nos 44 minutos foi o México que andou mais perto do terceiro gol num contra-ataque em que Santi Giménez correu livre com a bola e esperou a ultrapassagem de Pineda fez o passe, mas errou e desperdiça a chance de matar a partida. Pineda, aos 46, teve nova oportunidade com a bola passando raspando a trave. Mesmo com o arbitro dando mais seis minutos a única coisa que aconteceu foi um cartão vermelho para Hincapié, por tapar a boca com as mãos ao bater boca com jogador do México. O árbitro aplicou a Lei Vini Jr., instaurada pela Fifa para evitar ofensas racistas, xenofóbicas e homofóbicas. E o México se classificou bem, apesar de um segundo tempo horroroso. Alvarado e Quiñones fizeram a diferença, porém a festa mesmo foi da torcida. Do começo ao fim. 

COM MBAPPÉ INSPIRADO FRANÇA SOBROU CONTRA A SUÉCIA

 


O favoritismo da França contra a Suécia era flagrante. O desempenho francês tem sido, nesta Copa de 2026, o mais regular entre todas as seleções. Com uma campanha muito sólida no primeiro jogo fez 3x1 no Senegal. Depois fez 3x0 no Iraque e 4x1 na Noruega ficando em primeiro lugar no seu grupo com 100% de aproveitamento. Foi, sem favor nenhum, o melhor desempenho entre os grupos, pois desempenho igual somente tiveram Argentina e México, porém com um saldo de gols menor. E, no campo, que é onde interessa, os franceses entraram com uma enorme disposição tanto que logo nos primeiros minutos, tiveram mais posse de bola e buscaram o ataque. Aos 15 minutos, Digne chutou de fora da área e o goleiro defendeu bem. Depois Mbappé tentou com uma bola rasteira de fora da área. Outra defesa de Zetterstrom. Com 19, Mbappé fez o gol, mas impedido, anularam. Com vontade o artilheiro francês mandou uma bola na trave e Olise, depois, pegou de voleio e mandou outra na trave. O primeiro tempo parecia que iria premiar a defesa sueca. Só parecia. Aos 44 minutos, na cobrança de um escanteio de Dembélé em que Olise recebeu a bola de volta e tocou para Mbappé, este, dentro da área, cortou dois marcadores, batendo do outro lado do gol para abrir o placar. A persistência francesa foi premiada. Na etapa final nada foi muito diferente com a França voltando a pressionar sem descanso. Depois de um chute de Tchouaméni, aos 4 minutos, logo aos sete, Olise lançou com precisão para Barcola, na área, fazer o segundo gol. Foi somente o carimbo de liquidação na medida em que a Suécia não apresentava sinais de que pudesse fazer qualquer coisa para modificar a predominância dos comandados de Didier Deschamps. O jogo ficou fácil. Koundé e Olise tiveram boas oportunidades, que goleiro Zetterstrom impediu. Porém não teve como parar a gana de Mbappé, que apareceu pelo lado esquerdo dentro da grande área, para receber um belo passe de Olise e bater sem apelação para o gol: 3x0.  Doué, que havia entrado no segundo tempo, também teve sua oportunidade e desperdiçou de frente para o gol.  A França sobrou neste jogo. Mostrou consistência, volume de jogo, disposição e criatividade nas jogadas. Como na Bolsa de Valores, no entanto, desempenho do passado não garante o futuro e levaram mais de 40 minutos para enfiar um gol na Suécia. É preciso ver o que farão nas oitavas de final da competição quando irão enfrentar o Paraguai. É verdade que os franceses possuem mais jogadores habilidosos que os alemães e que os EUA meteram 4 gols no Paraguai. Mas, a historicidade paraguaia não autoriza se esperar que, mesmo os franceses jogando bem como estão, consigam fazer os três gols que fizeram até agora, no mínimo, por partida, embora, ao meu ver, sejam francos favoritos novamente. E, pelo andar da carruagem, estejam autorizados a sonhar com o título. Que são fortes candidatos são e até mesmo favoritos, mas, continuo afirmando o que se comprova em campo: favoritismo não ganha jogo.

BOLA PARA HAALAND QUE ELE RESOLVE



O primeiro tempo de Noruega x Costa do Marfim somente provou como o futebol pode ser cruel. Embora a Noruega tenha começado a dominar a posse de bola, sem conseguir criar perigo, com a disposição dos africanos, logo a posse de bola mudou de lado. A Costa do Marfim, que tem como seu lado forte a defesa bem postada, passou a atacar com alguma qualidade pelo lado direito. Não teve tanta qualidade na finalização, mas chegou mais perto do gol norueguês foi Pepé, que ao receber um cruzamento de Diomandé, finalizou sem direção. Ainda assim a zaga afastou para escanteio. A Noruega, com uma defesa estranha, deixando espaços, também sofria para criar qualquer chance. E a crueldade veio que, aos 38 minutos, numa escapada pelo lado esquerdo, Nusa bateu no ângulo, com perfeição, sem chances para Fofana: Noruega 1x0. A Costa do Marfim ainda tentou voltar a atacar, mas sem tanto perigo, e Haaland, em seguida, perdeu uma ótima oportunidade clara dentro da pequena área, aos 49 minutos, e foi tudo que aconteceu no primeiro tempo. Foi um primeiro tempo em que a Noruega esteve meio desequilibrada. No segundo tempo Costa do Marfim se lançou ao ataque e só, aos 8 minutos, Odegaard passou para Nusa, que serviu para Wolfe cruzar para a área sem que ninguém aproveitasse.  No minuto seguinte, um em lance quase inacreditável  Pépé recebeu dentro da área, de frente para o gol, e bateu com força para Nyland para evitar o empate. Aos 13 minutos, na cobrança de um escanteio, numa confusão, quase que o gol sai, porém bateu num zagueiro e no contra-ataque Fofana teve que sair do gol para evitar que Haaland chegasse primeiro na bola lançada. Aos 66 minutos, num escanteio, Heggem desviou para o gol e, em cima da linha, tiraram. Por um fio não aconteceu o segundo gol. Logo depois houve a pausa para hidratação. Na volta, aos 73 minutos, Diallo recebeu na direita, partiu em velocidade, tabelou com Pépé, na entrada da área, deu um drible no zagueiro e empatou. O atacante havia saído do banco de reservas para fazer um golaço.  O jogo ficou mais lá e cá até que, aos 81 minutos, a Noruega fez uma jogada pela direita. Berg invadiu a área e tocou para o meio. Haaland, livre, de frente para o gol mais a bola mais bateu nele que ele empurrou a bola, o que não tem importância nenhuma, porque parou no fundo das redes. A Noruega fez 2x1. No desespero Costa do Marfim tentou empatar. Numa falta perto da área Kessié cobrou no ângulo, e o goleiro da Noruega fez uma ótima defesa. No final até o goleiro Fofana foi para o meio da área da Noruega, onde jogaram a bola sem sucesso: ninguém conseguiu desviar para o gol. Fim de jogo: 2x1. E, agora, a Noruega vai enfrentar o Brasil. E arranjar um jeito de segurar o Haaland para deixar o cometa sem passagem pelas redes brasileiras.




BRILHA A ESTRELA DE MARROCOS

Sempre tive o sentimento de que Marrocos é um adversário difícil e a sensação de que é um time de chegada. Por isto, apesar de considerar que, no mínimo, ele estaria entre os oito primeiros, quando se anunciava os Países Baixos contra Marrocos, pensando no Brasil, colocava os holandeses como ganhadores, mas sempre com um pé atrás. Sabia que seria uma parada dura. E o jogo começou como era esperado: muita marcação e disputa física. E a Holanda começou mais ameaçadora numa jogada aos 16 minutos, porém, quando, aos 20 minutos, quase Marrocos foi quem abriu o placar com goleiro Bart Verbruggen fazendo uma grande defesa. Pouco depois, o lateral Achraf Hakimi encheu o pé e Verbruggen teve que fazer outra grande intervenção. Só na marca dos 43 minutos Micky van Den Vem, de fora da área, obrigou Bono a se esticar todo para defender. No fim quase que Saibari toca na bola para marcar. Não deu e terminou o primeiro tempo sem gols. Na volta foram novamente os marroquinos que voltaram a assustar. Aos sete minutos, lançado do lado direito no vazio da defesa, Hakimi bateu tirando do goleiro e a bola caprichosa bateu na trave. Os pupilos de Mohamed Ouahbi passaram a posse de bola e maior controle, enquanto a Holanda apostava nos contra-ataques. O lance mais perigoso aconteceu aos 16 minutos com uma nova defesa de Verbruggen. Aos 72 ,minutos, numa subida de Summerville, que passou pela marcação e rolou a bola para Cody Gakpo que marcou colocando seu time em vantagem: Holanda 1x0 Marrocos. O jogo avançou sem grandes mudanças e, nos acréscimos, quando tudo parecia indicar que o jogo estava liquidado, hemsdine Talbi fez um cruzamento perfeito da esquerda, que passou sobre Virgil  e foi encontrar o zagueiro Issa Diop para cabecear de modo inapelável: 1x1. Veio a prorrogação e, aos 6 minutos, o centroavante Soufiane Rahimi pegou a bola de frente para o goleiro Verbruggen, bateu no canto e, pela primeira vez, o Sobrenatural de Almeida apareceu no jogo, pois, milagrosamente, o guarda-metas espalmou e a bola, com tudo para entrar,  realizou um milagre para salvar a Holanda. Saiu pelo lado, de maneira impressionante. A rigor, por mais esforço que fizessem, predominou o cansaço e a precaução, principalmente com Marrocos tocando a bola para manter o domínio do jogo. As cobranças de pênaltis começaram com El Aynaoui e o ponta Justin Kluivert acertando a trave. Depois de uma série de três acertos, o meio-campista Quentin Timber bateu para fora e a disputa continuou empatada em 2 a 2. Hakimi carimbou a trave, mas Sumerville parou na defesa do Bono. Por fim, Saibari converteu sua tentativa e classificou os marroquinos às oitavas. É preciso assinalar que um dos gols teve o Sobrenatural de Almeida contra os holandeses, de vez que Verbruggen, que tanto fez, defendeu uma bola que ele, sem querer, empurrou para dentro. Impossível culpá-lo quando dois dos cobradores de falta conseguiram fazer o mais difícil: não fazer o gol com Bono completamente batido. A estrela de Marrocos brilhou nesta partida e, agora, avançam para encarar o Canadá. 


Monday, June 29, 2026

RETRANCA PARAGUAIA DESPACHA A PODEROSA ALEMANHA

 


O Estádio de Boston, em Foxborough recebeu o terceiro confronto da segunda fase da Copa do Mundo 2026. Alemanha x Paraguai, onde, as apostas eram claramente favoráveis aos germanos. Até porque o Paraguai não foi muito bem contra a única equipe forte de seu grupo perdendo de 4x1 para os Estados Unidos. Malgrado o primeiro chute da partida ter sido dos paraguaios o que se viu, daí para a frente a posse de bola, o domínio alemão foi indiscutível. Porém, a retranca paraguaia funcionou extremamente bem, pois, efetivamente, o predomínio não se transformava em oportunidades ofensivas reais. Assim, apesar de amassar a equipe sul-americana, os atacantes não conseguiam se infiltrar se limitando a jogadas para o lado, cruzamentos para a área ou chutes de média e longa distância, que não surtiram efeito. E funcionou a famosa lei do futebol quando, depois de um escanteio, Bobadilla ganhou a dividida, a bola sobrou nos pés de Almirón, que passou por dois marcadores dando um passe na linha de fundo para Canale. O lateral cruzou e Enciso completou de cabeça para balançar as redes no 1 a 0. O susto apressou a Alemanha que, ainda assim, não conseguiu fazer nada mais no primeiro tempo. No segundo tempo a pressão alemã continuou seguindo no mesmo ritmo. Pelos lados e com cruzamentos na área e, por menos que parecesse eficiente, aos nove minutos, com uma bola cruzada por Wirtz para Havertz, que com uma "casquinha" desviou para superar o goleiro de Orlando Gill:1x1. Nagelsmann trocou Undav por Musiala e deslocou Kimmich para o meio buscando melhorar a armação e o que se viu foi a equipe rondando a área todo o tempo, porém o gol não saiu. Como tentativa de solução o técnico até colocou em campo o grandalhão Woltemade (1,98 m) para aproveitar os lançamentos, no entanto, o time de Gustavo Alfaro, entre raros chutes, que passaram ao largo, e cabeçadas, segurou o resultado. A prorrogação foi uma repetição do que estava sendo feito no final da partida. Depois que Jonathan Tah, na primeira parte dela, chegou a marcar de cabeça, depois anulado por conta de uma falta de Anton no goleiro, os paraguaios não saíram mais de seu campo numa clara indicação de que o time paraguaio desejava ir para os pênaltis, pois nem os contra-ataques conseguiam encaixar. O jogo ganhou ares de drama e de desespero de ambos os lados, de vez que, cansados, faziam faltas ansiosos para fazer e evitar o gol. Nos minutos finais Anton ainda deu uma cabeçada que Gill pegou e foi só. A primeira cobrança foi de Havertz cobrou primeiro e Gill defendeu. Maurício fez. Kimmich foi impecável. Gustavo Gómez, Musiala e Galarza acertaram sem dar chance. E Woltemade perdeu. Sanabria podia ter acabado com o jogo, mas perdeu. Amiri fez e fiou nos pés de Balbuena a definição. Neuer pegou enchendo a torcida alemã de esperança. Aí veio o balde água fria: Jonathan Tah desperdiçou.  Canales não. Bateu com frieza e fez a festa colorida do Paraguai. Enfim, o Paraguai decretou, efetivamente, a primeira grande zebra desta eliminatória da Copa ao vencer a Alemanha por 4x3 num jogo que, no tempo regulamentar, só teve uma bola para fazer gol e fez. E gol é o único detalhe necessário para se ganhar um jogo, principalmente de pênalti.

DERROTAMOS JOACHIM KLEMENT E O JAPÃO

 

Nós gostamos de oráculos, de videntes, de previsões, apesar de saber que vão errar (e, às vezes, acertam), então devo dizer que estava muito preocupado, a partir do momento que tive certeza que o adversário era o Japão, por conta do economista alemão Joachim Klement, que teve 100% de acerto com o modelo de previsão dele que acertou os campeões do mundo, desde da Copa disputada no Brasil, em 2014. É verdade que, ironicamente, ele desejava provar que previsões estatísticas não eram boas, mas acertou tudo. Até mais do o polvo Paul, que por sinal previa 2x0 para o Brasil contra o Japão. Mas, a profecia estatística de Klement é de que a Holanda irá erguer o troféu de campeão no Estádio MetLife em Nova Jersey, nos Estados Unidos, depois de vencer Portugal na final do torneio, no próximo dia 19 de julho. O pior é que ele havia acertado a previsão da classificação em primeiro lugar no grupo. Mas errou, graças a Deus, na previsão de uma derrota da seleção brasileira para o Japão nesta segunda-feira, mesmo classificando o fato de "Provavelmente, uma das maiores zebras da história da Copa do Mundo". A seu favor, é preciso que conste, ele tem errado nos confrontos e acertado no vencedor final. Devo dizer que estava mais crente no polvo vidente de Porto Belo, que havia previsto 2x0 para o Brasil do que nele. O problema foi que o Brasil dominou o jogo- teve mais de 60% de posse de bola no primeiro tempo- sem nenhum laivo de criatividade, sem, efetivamente, chegar perto do que é essencial: fazer gol. Disseram-o que não concordo- que o primeiro tempo do Brasil foi ruim. Ruim como? O que não houve foi individualidade. Previsível e lento o ritmo brasileiro, mesmo mandando no jogo, não criou o suficiente para superar o bem arrumado selecionado japonês, mas finalizaram duas vezes com Bruno Guimarães e com Matheus Cunha. O problema, como tem sido nas copas do Brasil, foi um erro de passe que nos desclassificou e, desde 2014, não conseguimos reverter os resultados quando algum time faz o primeiro gol contra nós.  Ganhamos do Japão contra tudo isto. Domínio, também no segundo tempo, nós tivemos. O grande problema era furar a defesa japonesa muito bem postada. E isto somente aconteceu quando Gabriel Magalhães fez um cruzamento certeiro para o gol de Casemiro. Entre outras coisas, Gabriel foi o jogador que mais trocou passes na partida, com 126 (acertou 121). A assistência foi apenas um dos mais de 20 cruzamentos do Brasil na partida contra o Japão. Se Casemiro abriu a porteira o grande momento da seleção veio nos momentos finais, decisivo, porém, foi, no final do jogo, aos 49 minutos, quando Rayan roubou a bola no ataque e fez a jogada pela direita. Bruno Guimarães recebeu, girou e rolou para Martinelli. O atacante finalizou, meio sem jeito, no cantinho, matando Suzuki, que não conseguiu chegar na bola: 2x1. O Brasil, de virada, sobreviveu. Que foi um drama foi, porém estamos nas oitavas. Não importa como. O que vale é o resultado. Os heróis foram Casemiro, Bruno Guimarães e Martinelli, mas, como futebol é conjunto temos que brindar a todos. A vitória pertence a todos. A derrota-como prova o Uruguai-é do técnico. No caso o Bielsa. Hoje foi do Hajime Moriyasu-não importa tão bom ele seja. Infelizmente faz parte do jogo ter um vencedor.


Sunday, June 28, 2026

ÁFRICA DO SUL ELIMINADA COM UM GOL DE ÚLTIMA HORA

 


Favoritismo não ganha jogo. O que ganha é bola na rede, então, no primeiro tempo de Canadá contra África do Sul, em Los Angeles, iniciando o mata-mata nenhuma das duas fez o que é essencial no jogo. Se os canadenses foram mais efetivos, e com um pouco mais de posse de bola, somente aos 43 minutos, depois de um escanteio, Bombito cabeceou para o gol com Modiba salvando em cima da linha. A bola ficou no meio de uma confusão, porém Buchanan conseguiu chutar para o gol, e Williams defendeu da forma que pode. Nada de muito significativo houve fora isto até aos 44 minutos, quando Laryea foi derrubado na área por Mudau. A reclamação de pênalti foi imediata. Foi uma questão de interpretação seja pela falta de intenção do beque, que deu uma passada sem tocar na bola impedindo o alcance do atacante, seja por este, efetivamente, não ter mais condições de fazer nada. A decisão do juiz foi dar tiro de metas sem nem chamar o VAR para revisão. Os canadenses reclamaram muito, até mesmo após o apito final. Talvez outro árbitro marcasse pênalti, na minha visão devia ser marcado. Devia? Sei não. Talvez o juiz tenha razão e fosse influir indevidamente na partida. De qualquer forma foi um jogo meio sem grandes emoções, morno mesmo. No segundo tempo os canadenses continuaram um pouco melhor, mas somente, aos 18 minutos, Millar puxou um contra-ataque e acionou Oluwaseyi, que finalizou para defesa de Williams, e Jonathan David tentou aproveitar o rebote e Mokoena apareceu, de forma salvadora, para afastar a bola. Foi o momento mais perigoso do jogo.  A pressão canadense foi ficando maior com o passar do tempo. Aos 30 minutos. Promise arriscou de fora da área, e a bola saiu próxima da trave. A África do Sul, por fim, tentou dar uma resposta,  aos 38 minutos, quando Appollis carregou pelo meio, ajeitou e bateu colocado, para Crépeau fazer a defesa. Apesar das tentativas tudo parecia indicar que o jogo iria para a prorrogação quando, aos 46 minutos, a defesa canadense afastou uma bola que o meio-campista Stephen Eustáquio, aproveitando a sobra, na entrada da área, dominou no peito e acertou um chute certeiro no canto para marcar o gol da vitória canadense. Uma vitória muito comemorada, pois é a terceira participação em Copas do Mundo do Canadá, entretanto, pela primeira vez vai chegar às oitavas de final e conquistou sua primeira vitória em um confronto eliminatório do torneio. Agora, a seleção canadense aguarda o vencedor de Holanda e Marrocos para conhecer seu adversário na próxima fase. Qualquer um dos dois será um adversário bem indigesto. Já a África do Sul pode se orgulhar de uma boa campanha. Foi competitiva e defendeu bem, porém não demonstrou muito poder ofensivo. 


JOGOS FINAIS DA FASE DE GRUPO TIVERAM EMOÇÃO ATÉ O FIM

 


Pelo grupo K Portugal e Colômbia jogaram nesta noite de sábado (27), no Hard Rock Stadium, em Miami. Era a definição do primeiro lugar, pois  já estavam classificados. Antes do jogo, havia um leve favoritismo dos portugueses, mas em campo foi um jogo equilibrado. A Colômbia criou as melhores oportunidades no primeiro tempo, diante de um Portugal muito competitivo. Na etapa final, os times foi muito intenso, porém as finalizações apressadas perto do gol, chutes descalibrados e a grande atuação dos goleiros impediram o gol. Nos acréscimos, Davinson Sánchez até marcou, porém, foi anulado. Uma anulação polêmica. Daquelas onde na frente só a ponta do pé. A Colômbia, que foi um pouco melhor, ficou em primeiro lugar com 7 pontos.Portugal com uma vitória e dois empates (5 pontos) em segundo. No outro jogo do grupo, o Congo ganhou de 3 a 1, com  gols de Wissa (2) e Mayele, depois de Shomurodov ter aberto o placar,  avançou na segunda fase.  Os Leopardos agora enfrentam a Inglaterra. Pelo grupo J, Argélia e Áustria, em Kansas City, tinha previsão de ser um jogo morno, pois, com o empate, ambos se classificavam. Não foi o que se viu. Começaram o jogo lentamente, porém, depois da pausa para hidratação, o jogo mudou, principalmente quando Alaba fez um belo lançamento para Arnautovic, que saiu em velocidade e finalizou titando do goleiro Benbot. A Argélia, precisando do empate, pressionou até que, no fim do primeiro tempo, quando Mahrez sem  desistir de uma jogada no canto do campo, foi agarrado, mas a bola sobrou para o lateral Berghail, que entrou na grande área tirou a marcação e chutou para igualar a partida. O segundo tempo foi morno de novo, embora com a Áustria melhor, até que, aos 10 minutos. Sabitzer recebeu um passe rápido de Laimer e finalizou de primeira. Áustria na frente do placar mais uma vez: 2x1. De novo a Argélia precisava recuperar o prejuízo e, na base da raça, atacou. Aouar, cinco minutos depois, invadiu a área austríaca pela esquerda, cruzou com força para o centro e Mahrez, apareceu para bater e balançar as redes pela Argélia. Com o 2x2 houve um arrefecimento de ambos os lados com as equipes trocando passes laterais e tudo indicando um final entediante.  A plateia não gostou, é claro, começando a vaiar as duas equipes. O tal do Inesperado de Almeida invadiu a partida quando, aos 47minutos, a Argélia foi ao ataque e Mahrez marcou o terceiro gol. Com o 3 a 2, a Áustria seria eliminada. O que fez os austríacos irem para o tudo ou nada e, quando pareceu que não conseguiriam, aos 50 minutos, Sabitzer cruzou da ponta esquerda, Gregoritsch desviou de cabeça na segunda trave e Kalajdzic, que tocou na bola pela primeira vez, deixou tudo igual: 3x3. Emoção até o fim. No outro jogo fechando a fase dos grupos, a Argentina, já classificada, fez 3x1 na Jordânia, com gols marcados por Lo Celso, Lautaro Martínez, de pênalti, e Messi, que entrou no decorrer do jogo, cobrando falta. Tamari fez o gol jordaniano. Definiram-se assim todos os jogos do mata-mata.


Saturday, June 27, 2026

MODRIC SUOU A CAMISA PARA IR ADIANTE NA SUA ÚLTIMA COPA

 

No grupo L, a Croácia entrou, no estádio da Filadélfia, pressionada, com três pontos e saldo negativo de gols, ainda poderia, dependendo dos resultados, ficar fora do mata-mata. E o jogo não começou muito pegado sem que se conseguisse gerar situações ofensivas por falta de criatividade de ambas as equipes. Só, aos 15 minutos, Vlasic recebeu a bola e de fora da área arriscou um chute que explodiu na trave. E depois, aos 23, a Croácia, pediu pênalti de Luckassen em Budimir, mas a arbitragem ignorou. Nem mesmo com a pausa para hidratação cessou a vantagem que os croatas tinham ao se aproveitar do espaço na frente da área. E Sucic, de longe, acertou um chute rasteiro, para abrir o placar aos 30 minutos. Com o gol Gana buscou reagir, porém somente com uma chance real no primeiro tempo: Semenyo riscou pela direita, entrou na área no meio a três croatas e finalizou com perigo, para fora. Depois do intervalo Gana fez duas mudanças, uma a entrada de Fatawu, que, muito rápido, começou a dar trabalho. Logo no primeiro minuto deu um chute perigoso e, depois, quase serviu Semenyo no minuto seguinte. Gana procurou o gol com insistência e, aos 28 minutos, o zagueiro Luckassen, aproveitou cobrança de falta cobrada para a área aparecendo para empatar. A Croácia reagiu e pressionou. Pasalic obrigou Asare a fazer uma grande defesa de mão trocada. E, no lance seguinte, num escanteio cobrado por Modric Vlasic cabeceou para o fundo do gol. Os africanos ainda tentaram pressionar sem sucesso e, no penúltimo minuto de jogo, Fatawu fez uma bela jogada, mas chutou muito alto ao pegar mal na bola. A vitória assegurou aos croatas a segunda colocação do Grupo L. A Inglaterra, que fez 2x0 no Panamá, no outro jogo do grupo, terminou em primeiro. Apesar da derrota Gana, pelo critério dos terceiros colocados, vai encarar o primeiro do Grupo K. A Croácia melhorou muito seu desempenho, porém, malgrado o empenho de Modric, que se “matou” em campo, ainda não chegou a repetir as boas atuações de copas passadas, mas ganhou uma partida disputada e cheia de emoção. 

EGITO PASSA SUSTO, MAS OBTÉM VAGA INÉDITA

 

Muito embora um modelo estatístico da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que simulou 100 mil partidas entre Egito e Irã, tenha apontado que o Irã com 36,7% de chance de vitória contra 35,1% do Egito, teria mais possibilidades de ganhar, para mim, pelo que vi jogarem, o Egito tinha um leve favoritismo em relação ao Irã, mas, se podia pensar que qualquer resultado não seria inesperado. O inesperado mesmo foi o jogo ter sido disputado num clima dramático e surpreendente do começo ao fim, um jogo que se pode taxar mesmo de inusitado, de incomum por tudo o que aconteceu em campo. Primeiro, querendo me dar razão, logo, aos 4 minutos, Mahmoud Saber abriu o placar para o Egito. Mal saboreado o gol o Irã teve um pênalti a seu favor que o goleiro Shoubir impediu que Taremi convertesse! Este nem estava sendo louvado pela defesa quando, aos 13 minutos, Rezaelan, quase sem ângulo, conseguiu empatar. O jogo continuou frenético, porém com poucas chances reais de gol seja pelas defesas aparecerem para salvar, seja pela falta de uma boa finalização. E passou o intervalo e o segundo tempo não modificou muito as coisas até que chegou, nos acréscimos, a marcar o gol da vitória já aos 47 minutos. O gol, porém, foi anulado por impedimento.  Isto quando, antes, já reclamavam de um pênalti do goleiro egípcio. Aos 52, Ezatolahi ainda meteu uma bola na trave para encerrar uma noite em que o Irã quase se classifica. Fim de jogo Egito e Irã empataram por 1 a 1, em Seattle, pelo grupo G, justamente, a menor probabilidade prevista pelo modelo estatístico da FGV (28,2%). O resultado classificou os egípcios que garantiram o segundo lugar, com 5 pontos se igualhando ao primeiro colocado, a Bélgica, que no outro jogo aplicou 5x1 na Nova Zelândia, ficando com 4 gols de saldo contra 2 do Egito, O Irã, acabou no 3º lugar, o que lhe permite ainda sonhar com a classificação. Vai depender dos resultados para poder avançar entre uma das oito melhores terceiras colocadas. Agora vão torcer contra Argélia, Croácia e RD Congo para garantir sua vaga. Copa, no entanto, é emoção e um gol, mesmo que anulado, no último minuto faz valer a pena ficar acordado. 


Friday, June 26, 2026

ESPANHA VENCE URUGUAI PARA A GLÓRIA DE CABO VERDE

 


Na última rodada do grupo H da Copa do Mundo, a Espanha enfrentou o Uruguai em Guadalajara.  Embora com algum favoritismo para os espanhóis, o começo do jogo foi equilibrado. Ainda que a Espanha controlasse a bola buscando espaços na defesa do Uruguai, que marcava forte apostando no contra-ataque. E a Celeste criou a primeira grande chance, aos 20 minutos. Com Valverde aproveitando o espaço nas costas de Cucurella e cruzando rasteiro para Darwin Núñez, na pequena área, tentar de calcanhar e furar. O jogo seguiu no mesmo ritmo e, quando o Uruguai era ligeiramente melhor, a Espanha abriu o placar, aos 41 minutos, com Baena, chutando fraco, depois de receber de Lorente na área, para, surpreendentemente, Muslera. aceitar. O goleiro, depois, passou a ser vaiado pelos uruguaios. Já nos acréscimos do primeiro tempo, Darwin Núñez desviou cruzamento de Maxi Araújo e Unai Simón fez boa defesa. Na volta, Bielsa trocou.  para o segundo tempo, Muslera por Rochet. No entanto, por mais que tentasse o Uruguai não conseguiu ameaçar o gol de Unai Simón. E o treinador surpreendeu mais uma vez, tirando Valverde, que saiu irritado, para a entrada de Viñas. Nada parecia mudar e a partida ficou com espaços para a Espanha sacramentar suasvitória. Também sem muita eficiência ofensiva somente, aos 40 minutos, Ferran Torres tabelou com Fabián Ruiz e, de frente para Rochet, conseguiu acertar no travessão. Depois, apesar dos esforços dos jogadores nos acréscimos, só deu tempo mesmo de Cannobio ser expulso após uma solada em Cubarsí.  No outro jogo do grupo houve um empate entre Cabo Verde e Arábia Saudita sem gols. Com a derrota do Uruguai, os Tubarões Azuis assumiram o segundo lugar, ultrapassando os uruguaios e garantindo vaga direta na segunda fase.  O Uruguai, com apenas 2 pontos, foi eliminado, sem conseguir se classificar entre os terceiros melhores. Cabo Verde empatou com todos do seu grupo. Não é pouca coisa considerando que empatou também com a Espanha e o Uruguai. Ninguém apostaria em que, neste grupo, fosse o segundo colocado. É a glória! Pela primeira vez na Copa do Mundo e já avança para a segunda fase.


D DE DIA DE DEMBELÉ

 


A Noruega foi jogar com o regulamento na mão tanto que colocou boa parte dos seus reservas. A França não quis saber de conversa: já começou num ritmo tão forte que Mbappé, com trinta segundos, acertou o travessão, e logo depois, aos três minutos, o goleiro foi obrigado a fazer uma boa defesa num chute de Koné. No entanto, aos seis, Dembélé recebeu do jeito que gosta, fez seu carnaval e chutou forte de pé direito, para abrir o placar. Larsen quase empatou aos 13, mas perdeu. Veio o castigo de quem não faz:  Dembélé, de novo, puxou para o meio e bateu no canto; 2 a 0. O gol deixou a França se desligar, e a Noruega descontou logo na saída de bola, com gol de Aasgaard. O jogo ficou meio embolado, mas sempre melhor para os franceses e acabou, aos 31 minutos, saindo o terceiro gol. De quem?  Dele mesmo, Dembélé, de novo à sua feição com um belo chute. No segundo tempo até que os nórdicos poderiam ter criado mais problemas, de vez tiveram um pênalti a seu favor. Na cobrança Strand Larsen bateu tão mal que pareceu ser um zagueiro “atrasando” a bola para o goleiro Maignan que, sem ter nada o que fazer senão defender, fez o que se esperava dele. E, nos acréscimos, para encerrar Doué numa cabeçada transformou a vitória francesa em goleada: 4x1. Com o resultado, os franceses ganharam todos os seus jogos na Copa e a liderança garantem grupo I. Agora, eles terão pela frente um 3º colocado dos grupos D, F ou G – com grande chance enorme de ser a Suécia. Os "Vikings", por sua vez, vão encarar a Costa do Marfim nos 16-avos de final, na próxima terça (30), às 14h (de Brasília), no AT&T Stadium, no Texas. Detalhe importante: se vencer os "Elefantes" e o Brasil passar pelo Japão, o confronto das oitavas será entre os nórdicos e a Seleção Brasileira. Evidentemente foi uma noite de Dembélé. No outro jogo do grupo I, Senegal fez 5 a 0 no Iraque, com gols de Gueye (duas vezes), além de Diarra, Sarr e Ndiaye. Os senegaleses agora secam os próximos grupos para continuar como um dos oito melhores na terceira posição da competição e ir para o mata-mata.

TURQUIA GANHA NO FIM, MAS NÃO MUDA NADA

 

Em Los Angeles, os Estados Unidos entraram em campo em ritmo de festa  contra a Turquia, mesmo com um elenco alternativo. E vieram com tudo tanto que rapidamente chegaram ao gol, de autoria do lateral-esquerdo Trusty. O jogador recebeu o cruzamento do escanteio e só teve que bater para o fundo das redes. Então, depois de tantas tentativas sem êxito, Arda Guler deixou tudo igual marcando o primeiro gol turco na Copa. E olha que os turcos se notabilizaram por chutar mais a gols sem conseguir marcar nas duas primeiras rodadas. Mckenzie, depois, fez um gol, que foi anulado por impedimento. Os EUA baixaram o ritmo  e a Turquia ocupou os espaços, trocando passes no ataque e virando o placar com Orkun Kökçü, que num cruzamento, na pequena área, só escorou para o gol:2x1. Arriscando de fora da área Berhalter deixou tudo igual e os anfitriões voltaram ao jogo. O chute foi tão forte e feliz que afundou a rede do arqueiro turco. Tudo parecia indicar que não era de se esperar mais nada, porém no último minuto da partida Ayhan recebeu um cruzamento na área para escorar a bola para o gol dando a primeira vitória turca na despedida do Mundial. No outro jogo do grupo D, no Levi's Stadium, em Santa Clara, não houve muita emoção. Paraguai e Austrália, precavidos e, de certa forma, na base da malemolência, sabendo dos riscos que corriam se perdessem jogaram na base da camaradagem de amigo da onça: não vamos nos esforçar muito, mas se derem sopa...Por isto foi um jogo arrastado, com as seleções arriscando muito pouco. Estava muito confortável para pensarem em colocar fogo na partida. Volpato ainda ensaiou algum esforço pela Austrália sem nem por isto ser tão intenso a ponto de mudar alguma coisa. E ficou como se esperava: EUA em primeiro, Austrália em segundo e o Paraguai se classificando entre os melhores terceiros.

 




Thursday, June 25, 2026

COM EMPATE JAPÃO SERÁ O PRÓXIMO ADVERSÁRIO DO BRASIL


Principalmente no primeiro tempo, apesar de Nakamura ter se destacado como o melhor em campo no solo texano, o jogo, pelo grupo F da Copa, o jogo não foi muito agradável de ver e teve muito poucas chances tanto para o Japão quanto Suécia. A rigor a primeira boa oportunidade foi somente, aos 44 minutos, quando Nakamura forçou o goleiro sueco Zetterstrom a fazer uma boa defesa. É verdade que, depois, a Suécia respondeu com Gyokeres batendo da entrada da área, porém resvalando na zaga e saindo para escanteio após finalização. O zagueiro Hien saiu com para dar lugar a Bergvall com um problema na perna esquerda. No segundo tempo o Japão começou com mais vontade e chegou perto do gol com Kamada, que parou em nova defesa de Zetterström, mesmo depois anulado por impedimento. Em outro ataque, aos 11 minutos, com grande jogada coletiva, Daizen Maeda recebeu um passe na medida de Ueda e abriu o placar para os japoneses em Dallas. A comemoração efusiva dos japoneses não abateu os adversários. Com o gol, a Suécia não teve jeito senão ir ao ataque e, poucos minutos depois, conseguiu chegar ao empate com golaço de Anthony Elanga, que, da entrada da área, bateu colocado para deixar tudo igual: 1 a 1. Depois foi a melhor parte que tornou o jogo emocionante. Seja pela entrada do lateral veterano Negatomo de 39 anos, participando oficialmente da sua quinta Copa da carreira, seja porque os suecos seguiram no campo de ataque e quase viraram com Isak, mas o goleiro Suzuki defendeu.  Os japoneses buscaram os contra-ataques, levando perigo com Koki Ogawa completando cruzamento rasteiro, mas isolando. Nos minutos finais, a seleção europeia pressionou, mas o empate se manteve até o apito final com grandes defesas de Zion Suzuki. O resultado assegurou o segundo lugar do grupo ao país asiático e uma vaga no mata-mata, onde irão encarar o Brasil. Os Samurais Azuis terminaram  com a marca de cinco pontos, dois a menos que a Holanda, que bateu a Tunísia pelo placar de 3 a 1. A Suécia, por sua vez, mesmo perdendo segue adiante como um dos melhores terceiros colocados do torneio. O time europeu deve encarar o primeira colocado do grupo I, que hoje é a França.

(*) Um Estranho no Ninho (https://spersivo.blogspot.com/

EQUADOR APRONTA EM CIMA DA ALEMANHA

 


Era muito previsível que Costa do Marfim ganhasse sem grandes problemas de Curaçao. De modo que, como os dois jogos eram no mesmo horário, a opção pelo melhor jogo teria que ser para o da Alemanha x Equador. Porém, não somente por já estar classificada, com a liderança garantida, a expectativa seria de que a Alemanha, pelo grupo E, tivesse uma certa facilidade para ganhar. Nada foi tão simples como se esperava. Ainda mais pela Alemanha ter iniciado a partida pressionando fortemente o Equador. E nem havia começado, os alemães abriram o placar com Sané, num lance polêmico. Pavlovic, com o pé alto, na entrada da área, levou a bola e serviu a Sané que marcou de primeira chutando no canto direito. Depois diminuiu o ritmo, e os equatorianos, num lance rápido, empataram com Angulo, aproveitando certa indecisão da defesa. Principalmente depois da hidratação, o jogo perdeu intensidade com o tempo passando sem que surgisse mais lances perigosos. Depois do intervalo surgiu uma situação no ataque com Nmecha, que recebeu no meio, e tocou para Havertz dentro da área. O camisa 7 alemão caiu e a árbitra marcou o pênalti para a Alemanha. A reclamação em massa dos equatorianos fez com que Tori Penso fosse ver o VAR e anulasse o pênalti por uma falta de Sané no início da jogada. Depois tudo se tornou possível com possibilidades para ambos os lados. E não faltaram chances de por leve toque alguém marcar. Até que, por ironia do destino, na cobrança de um escanteio Rodríguez subiu mais alto do que a defesa da Alemanha e desviou para o meio da área. Plata antecipou-se ao goleiro alemão, Neuer, e faz o segundo gol do Equador. Foi a tão sonhada virada equatoriana no Metlife! Por mais que os alemães tentassem depois não conseguiram se impor e, por pouco, muito pouco mesmo, não fizeram o terceiro de contra-ataque. Foi um sufoco no fim, mas o Equador se defendeu da forma que pode e terminou 2x1. Incrível: empatar com Curaçao e ganhar da Alemanha num jogo de pura emoção.

A ALEGRIA DOS BAFANA, BAFANA

 


Antes da última rodada a classificação do grupo A apontava para a liderança do México e a Coréia do Sul em segundo lugar-o que parecia ser o esperado no grupo. E, como os dois jogos finais eram no mesmo horário, escolhi o África do Sul x Coreia como o mais complicado e, devo dizer, pensando que o outro jogo fosse ser menos importante por causa dos mexicanos estarem matematicamente classificados. Não sei se a escolha foi boa. A verdade é que o jogo foi muito inesperado. O normal, o previsto seria uma vitória coreana e/ou um empate. A Coreia, no entanto, frustrou as expectativas. Apesar de conseguir trocar passes não teve meios de jogar um futebol ofensivo, de modo que as melhores chances do primeiro tempo apareceram para Maseko, que aos 18 e aos 38 minutos, teve duas oportunidades de fazer o primeiro gol. Se a Coreia do Sul teve mais posse de bola isto não se traduziu em poder ofensivo, de vez que Hwang Hee-Chen e Lee Tae-Seok, os que apareceram com alguma possibilidade foram infelizes na finalização. E logo no início da segunda etapa, novamente Maseko teve outra chance ao receber em profundidade de Mofokeng, invadir a área, driblar o zagueiro e, depois, chutar por cima. E foi Mofokeng, numa jogada individual, que, aos 17 minutos, na esquerda, tocou para Maseko, que fez um giro do corpo, e bateu de forma inapelável: 1x0. Bem que o treinador coreano Hong Myung-Bo tentou mudar as coisas tanto que, já no intervalo, colocou Son Heung-Min para animar o time. Mesmo assim não teve resultado e, antes mesmo do final da partida, seu posicionamento era visível mostra do baque que foi dominar uma partida sem conseguir fazer gol e, mais do que isto, correr o risco de ser eliminado precocemente. Os africanos eram só alegria por estarem, pela primeira vez, no mata-mata. Confesso que fiquei surpreso com os 3x0 que os mexicanos aplicaram na República Tcheca mesmo que jogassem leve, na medida em que já estavam classificados. Ficou tão fácil que colocaram no final o lendário goleiro Guilermo Ochoa para participar de sua sexta copa. Decepção tcheca com a  eliminação e festa mexicana que começa a sonhar, enquanto espera saber contra quem vai jogar, com voos mais altos.