Sunday, July 19, 2026

ESPANHA É CAMPEÃ DO MUNDO COM TODOS OS MÉRITOS

 


Foi uma grande final de Copa do Mundo? Não, não foi. Foi uma final de um time só. Basta ver que a Argentina passou todo o primeiro tempo sem finalizar no gol da Espanha. E teve mais do que o dobro da posse de bola chegando a ter 20 finalizações sem nenhuma dos argentinos. Em suma: só deu Espanha. E isto ficou claro logo no começo quando ainda não tinha quatro minutos e já Lamine Yamal havia entrado duas vezes na área da Argentina com a bola dominada, embora suas finalizações tenham sido defendidas. Porém, se o controle de bola foi todo da Espanha não ia muito além disto. Paciência, toque de bola sem poder ofensivo, no entanto, a Argentina, não entrava no jogo e terminou a primeira etapa neste marasmo., apesar de, nos minutos finais, a Espanha ameaçar em uma triangulação que terminou com Oyarzabal batendo de primeira para uma defesa de Dibu. O técnico argentino mexeu tentando mudar alguma coisa. Primeiro colocando Otamendi, no final da primeira etapa, e, depois Paredes no intervalo (saíram Lisandro Martínez e Nico González).  Não adiantou muito e até mexeu de novo, antes dos 10 minutos, sem conseguir frear a pressão espanhola, que não cessava. Dibu foi quem apareceu num perigoso chute de Olmo. O time de De La Fuente, trocando de passes, por duas vezes desde o meio de campo até a área, foi parado, uma vez por Otamendi e Montiel em outro lance. Trocaram Oyarzabal por Ferran Torres que cabeceou em cima do goleiro. E o tempo passando sem o gol sair motivou novas trocas entrando, aos 29 minutos, Nico Willian e Merino. Nada se alterava: controle total dos espanhóis, sem chances efetivas de gol, deixando o torcedor inquieto. Até porque veio a única oportunidade da argentina num cruzamento fechado de Simeone, que Unaí Simón pegou. O ritmo do jogo não mudava mesmo com o tempo normal chegando ao fim, mas, nos acréscimos, Enzo Fernández fez uma falta duríssima, recebendo o segundo amarelo e sendo expulso. Houve uma última chance antes da prorrogação numa falta em frente à área. Yamal bateu relativamente bem, com algum perigo, mas Dibu espalmou. E foi só. Se com 11 a situação estava ruim para a Argentina, com 10 somente piorou. A única alternativa foi se segurar para levar para os pênaltis. E, com troca de passes, o ataque espanhol foi sufocando a Argentina sem conseguir fazer o gol. Numa jogada lançaram a bola para Nico Williams, que não cabeceou direito, mas, mesmo assim obrigou Dibu a fazer uma defesa extremamente difícil. Em outro lance o gol saiu com Merino girando em cima de um zagueiro e a bola sobrando para Williams, que marcou.  O árbitro anulou e nem se deu ao trabalho de examinar pelo VAR. Merino tornou o drama mais dramático ao conseguir num cruzamento de Nico Williams cabecear para fora. E lá se foi a primeira parte da prorrogação. No começo do segundo tempo da prorrogação, Lamine Yamal cruzou e a bola com Nico tocando para trás e encontrando Ferran Torres para encher o pé e fazer o gol da partida. A ironia é que Ferran fez seu único gol na Copa se tornou o herói da final. Segundo disse "Hoje o destino estava escrito". Se estava, ou não, não sei, mas que a Espanha mereceu vencer não tenho dúvidas.

Saturday, July 18, 2026

INGLATERRA GANHA BRONZE NUMA BELÍSSIMA PARTIDA

 

Era esperado um jogo difícil. Ocorre que logo no início da partida, aos dois minutos, Rice fez um bonito gol que já deixou a França em desvantagem. E o time francês não parecia muito empenhado no jogo, enquanto os ingleses suavam a camisa. O resultado se viu no campo com a Inglaterra dando um passeio. De cabeça num escanteio Konsa fez 2x0 e, depois Saka (duas vezes) marcou em jogadas que pareciam não ter adversários tal a facilidade. O primeiro tempo teve a equipe de Thomas Tuchel totalmente dominante, não tomou conhecimento dos franceses e foi para o vestiário no intervalo com vantagem por 4 x 0. Ainda muito barato para os franceses. Não se sabe o que um Didier Deschamps, visivelmente descontente, falou nos vestiários antes de fazer quatro mudanças, mas, o que se viu foi que a França voltou outra e veio com todo gás. Acuada, a Inglaterra era incapaz de conter o ritmo francês no ataque. Em situação parecida ao que sofreu contra a Argentina, nas semifinais, mostrava incapacidade de se revigorar. Logo aos três minutos de jogo do segundo tempo, Mbappé marcou: 4x1. Os franceses mantiveram o ritmo e, Barcola marcou o segundo, mais cinco minutos depois, aos 65 minutos, Mbappé fez o terceiro: 4x3. Depois da pausa para hidratação o jogo continuou aberto. A Inglaterra colocou Bellingham que quase chegou ao quinto gol com uma defesa do goleiro. E com muitas das estratégias defensivas postas de lado, o jogo partiu para ficar imprevisível até o fim. Com o perigo de sempre sair um gol de qualquer lado. No contra-ataque, Olise perdeu uma chance inacreditável depois de tabelar com Dembelé. Até que aos 84 minutos, Spence foi derrubado por Gusto na área. Pênalti que Saka cobra bem deslocando o goleiro parae marcar o seu hat trick. O placar ficou de 5 a 3 para os ingleses. Quando se pensava que nada mais aconteceria, a 1 minuto do fim do jogo, depois de uma bola roubada e assistência de Upamecano, Dembelé invadiu a área, limpou para a esquerda e chapou bem no canto do goleiro; 5x4. E ainda teria mais, pois Jude Bellingham driblou excepcionalmente dentro da área e meteu a bola no canto com toda classe. Inglaterra 6x4. Fim de papo.  Foi um jogo impressionante repleto de gols, de alternativas, para calar quem diz que o terceiro lugar não vale nada. E, de quebra, garantiu a quebra de uma série de recordes. Primeiro, por ser a partida com mais gols nesta edição da Copa e a com mais gols na história das disputas de terceiro lugar. Também com os dois gols marcados, Mbappé se isolou na artilharia da Copa, se tornou o primeiro jogador a alcançar 10 gols em uma edição desde Gerd Müller, em 1970, e o maior artilheiro da história das Copas. O camisa 10 francês também assumiu o posto de artilheiro isolado desta Copa, com 10. Ele foi o maior goleador do Mundial de 2022. Amanhã, ainda pode ser superado por Messi, mas será uma missão difícil. Por incrível que pareça em quantidade de gols, qualidade do futebol foi a melhor partida desta Copa. Para a Inglaterra o triunfo no clássico europeu serviu como uma despedida positiva do torneio,  lhe valeu também o 3º lugar, o bronze, e sua melhor campanha desde a conquista de seu único título mundial, em 1966.

Wednesday, July 15, 2026

LAUTARO DECIDE E ARGENTINA CARIMBA VAGA NO FINAL

 


Antes da bola rolar, os supercomputadores já discordavam entre si. A Opta Analyst apontava a Inglaterra como favorita, com 39% de chance de vitória no tempo normal contra 31,6% da Argentina. Já o UniScore AI invertia o favoritismo: 39% para os argentinos e 33% para os ingleses. Divergências à parte, o jogo confirmaria que a decisão seria mesmo dentro de campo - e bem mais dramática do que qualquer projeção.  Desde os primeiros minutos, ficou claro que a partida seria disputada na base da entrada dura e da falta tática. Foram sete faltas dos ingleses e 12 dos argentinos, mas o árbitro Ismail Elfath administrou bem os ânimos e usou o cartão amarelo com parcimônia: apenas dois, para Elliot Anderson (falta em Messi) e Lisandro Martínez (falta em Morgan Rogers).  A primeira finalização só surgiu aos 32 minutos, quando Stones apareceu para arrematar após um cruzamento, mandando a bola para fora. Com isso, a etapa inicial- que teve três acréscimos- terminou sem nenhum chute a gol e apenas três finalizações no total (duas argentinas e uma inglesa). Emoção, praticamente nenhuma. A Argentina voltou do intervalo em outro ritmo, mais agressiva, e quase marcou duas vezes em rápida sucessão com Julián Álvarez logo no início do segundo tempo. Mas quem balançou as redes primeiro foi a Inglaterra: aos nove minutos, um lançamento longo de Kane foi desviado por Tagliafico, a bola sobrou para Declan Rice, que tocou para Morgan Rogers cruzar. Gordon se antecipou à zaga argentina para completar de perto: 1 a 0. Com a vantagem no placar, o time de Thomas Tuchel recuou as linhas e passou a jogar por resultado, o que deu à Argentina de Lionel Scaloni ainda mais espaço para pressionar. Os minutos foram passando e as chances de empate se acumulando-muitas delas neutralizadas por grandes defesas de Pickford, decisivo sempre que a defesa inglesa era superada. A resposta argentina veio aos 40 minutos, quando a bola chegou de Messi para Enzo Fernández na entrada da área. Ele não perdoou: um chute preciso, no ângulo, empatou a partida em 1 a 1. Seis minutos depois, mais uma vez foi Messi quem decidiu. O camisa 10 conduziu a bola até a linha de fundo e cruzou com precisão cirúrgica para a cabeça de Lautaro Martínez, que só precisou desviar para ver a bola morrer no fundo da rede, sem chance para Pickford: 2 a 1. Se a Argentina já vibrava com o empate, o gol da virada trouxe a plateia à loucura. Dali em diante, foi administração pura até o apito final. Mais uma vez, a classificação argentina veio com drama- mas isso pouco importa agora. O que fica é a virada espetacular por 2 a 1 sobre a Inglaterra, no Mercedes-Benz Stadium, que coloca a Albiceleste na final da Copa do Mundo, cada vez mais perto do sonho do bicampeonato consecutivo. Os sufocos, as defesas de Pickford e as bolas na trave logo serão esquecidos. O que vai ficar na memória são os dois gols de categoria - de Enzo Fernández e Lautaro Martínez - que seguraram a Argentina de pé quando o jogo parecia escapar. Agora é hora de virar a chave e se preparar para a grande final contra a Espanha.

Tuesday, July 14, 2026

DEU ESPANHA NO DIA DA QUEDA DA BASTILHA

 


Embora o jogo, em que os franceses eram favoritos, tivesse um certo equilíbrio na etapa inicial ainda assim foram os espanhóis estiveram ligeiramente melhor e criaram as principais oportunidades da etapa inicial. E, ainda por cima, contaram com a sorte, de vez que, aos 19 minutos, Lucas Digne tentou afastar a bola, rápido Lamine Yamal se aproximou sem que percebesse, e o defensor lhe acertou um chute dentro da área. Pênalti indiscutível.  Oyarzabal cobrou no canto esquerdo, um pouco alto, Maignan caiu, no lado certo, sem conseguir fazer a defesa. Para piorar as coisas, aos 28 minutos, o zagueiro Saliba, com problema físico, caiu no gramado e foi substituído por Lacroix. O primeiro tempo, com a França mostrando dificuldades para pressionar e tirar a desvantagem no placar terminou sem maiores problemas para a meta espanhola. Na etapa final, mesmo correndo atrás do prejuízo, os franceses voltaram sem conseguir aumentar o ritmo e, em certos momentos, até mesmo apáticos. Com isto o time francês começou a gostar do jogo e se impor, de tal forma que, aos 13 minutos, Porro fez uma ótima boa tabela com Olmo, e recebeu de frente para o goleiro e não teve perdão: 2 a 0. O técnico francês Deschamps fez trocas na equipe para tentar dar maior capacidade de pressão, o que não aconteceu em campo. Apesar da posse de bola equilibrada foi tão nítido o domínio dos espanhóis que o primeiro chute na meta dos franceses somente foi ocorrer aos 35 minutos depois de uma lambança de Unai Simón. O goleiro saiu da área para tentar afastar, errou a bola, e Doué arriscou de fora da área, Unai se recuperou e impediu que o ataque francês funcionasse. Num dia em que Mbappé não fez gol, Dembélé também, bem marcados, sumiram a movimentação rápida da equipe e a capacidade de fazer gols, de forma que a Espanha se transformou na única equipe desta Copa em que a França não fez gol. Sem uma ofensiva forte francesa, aliás, o time de Luis de la Fuente se aproveitando do desespero do rival partiu para cima e quase chegou ao terceiro com Yamal, porém o gol foi anulado por impedimento do atacante. A Seleção francesa até tentou, só que de forma desorganizada, nervosa, e Mbappé foi o único a conseguir finalizar de fora da área. Ficou a impressão geral- não tão verdadeira assim- de que a Espanha não sofreu, principalmente no segundo tempo, quando aumentou o placar e a segurança, aplicação tática, e com a troca de passes segurou o resultado para ir disputar uma final dezesseis anos depois. De quebra, com a vitória sobre os franceses no dia da Queda da Bastilha, superou o prognóstico dos supercomputadores que apontavam a França como favorita com 57,7% para ganhar o jogo e colocaram para fora a equipe tida como mais provável campeão apontada pela imprensa e pelos supercomputadores (por esses a Espanha era a 2ª opção). Agora isto é passado. A Espanha, que me pareceu muito boa na defesa, mas sem capacidade ofensiva, está na final esperando quem vem de Inglaterra x Argentina.

Sunday, July 12, 2026

NOVA REGRA FACILITA O CAMINHO DA ARGENTINA

 


Quando os times entraram em Kansas City, segundo os supercomputadores, a Argentina possuía um forte favoritismo, variando entre 53,6% e 58,1% de probabilidade de vitória no tempo normal, e cerca de 70% de chances de avançar às semifinais da Copa do Mundo 2026. Nos primeiros cinco minutos não foi o que se viu em campo até que, aos 10 minutos, fruto de um escanteio, uma bola parada, Mac Allister tocou de cabeça para fazer 1x0. Depois, mesmo com a Suíça passando a mandar no jogo, de fato, não conseguiu assustar a meta defendida por Dibu Martinez, mas também a Argentina não criou novas oportunidades. Mal começou o segundo tempo, a Suíça teve a sua melhor chance de todo o jogo com Ndove demorando e permitindo uma entrada providencial de Lisandro Martinez. A Suíça mandava em campo sem conseguir o gol de empate até que, aos 22 minutos, numa jogada bem urdida pela esquerda, Ndoye recebeu na lateral do gol e bateu cruzado por baixo das pernas de um vencido Dibu para deixar tudo igual: 1 a 1. Tudo indicava que as dificuldades seriam dobradas para os argentinos, porém numa jogada em que Embolo justificou o nome de “corpo estranho que provoca a embolia”, realmente, conseguiu embolar o jogo. O juiz deu um amarelo para Paredes, mas, depois com a intervenção do VAR, seguindo uma nova regra, trocou o amarelo para Embolo por simulação, seguido do vermelho, pois já tinha um cartão.  A Suíça com 10 em campo, o jogo se converteu em ataque contra defesa.  A vantagem numérica da Argentina tornou a partida uma questão de tempo, e paciência, para quebrar o ferrolho suíço. O que somente aconteceu na prorrogação, aos 7 minutos da segunda etapa, quando Flaco López deu um passepara Julián Alvarez acertar um chute no ângulo: 2 a 1. No final, com os suíços em desespero procurando um empate, num contra-ataque Lautaro Martínez fechou a tampa do caixão. A Argentina, aos trancos e barrancos, vai enfrentar a Inglaterra nas semifinais. Os argentinos, é claro, depois de outro enorme sofrimento comemoraram ruidosamente. No entanto, embora eles não tenham nada a haver com isto, foi mais uma partida em que uma decisão dos árbitros influiu decisivamente no resultado. A partida foi muito prejudicada, e a Suíça também, com uma expulsão que, a meu ver, é meio esdrúxula. Qual o sentido de uma simulação distante da área, numa parte lateral do campo? No mínimo seria preciso considerar a dificuldade de intenção do jogador. Afinal, o que parece razoável, ele vinha caindo ( e já havia levado um toco do jogador anterior) e é bem possível que tenha se desequilibrado. Aproveitou para cavar a falta? Talvez. Só me parece que a interpretação que foi dada, com o amarelo, beneficiou inteiramente o outro time. Não que esteja advogando uma teoria da conspiração, mas sim, o que parece sintomático nesta Copa, há uma falta de critério que prejudicou muito a beleza do futebol.

Saturday, July 11, 2026

BELLINGHAM BRILHA E FAZ A DIFERENÇA


Já se sabia que o duelo entre Inglaterra e Noruega seria complicado. Nenhuma das duas fez campanhas brilhantes, mas ambas contavam com dois dos maiores artilheiros da atualidade: Kane e Haaland. A Inglaterra vinha com o terceiro ataque mais eficiente da competição -atrás de França e Argentina- com 14 gols marcados contra 10 da Noruega, e sofrera apenas 5 gols, diante dos 9 noruegueses. Números que justificavam o favoritismo inglês. Mas o passado não garante o presente.  Até a pausa para hidratação, nenhuma oportunidade real de gol foi criada. A Inglaterra chegou mais perto aos 22 minutos, quando O'Reilly mandou para fora após cruzamento. Com a Noruega marcando em linhas altas, os ingleses tinham 70% de posse, mas não transformavam o domínio em perigo.  Na volta, a Noruega trabalhou melhor. Aos 34 minutos, Haaland assustou com uma cabeçada defendida por Pickford. Pouco depois, Berg desarmou Kane na intermediária e lançou Schjelderup pela esquerda, que finalizou cruzado com precisão notável: um golaço. Sorloth quase ampliou num contra-ataque, mas demorou para finalizar e acabou travado pela defesa.  Quando a reação inglesa parecia improvável, Antony Gordon avançou pela esquerda aos 46 minutos e serviu Bellingham na entrada da área. Com rapidez fantástica, o meia infiltrou entre os zagueiros noruegueses e desviou do goleiro de canhota: 1x1. Kane ainda balançou as redes, mas estava impedido. Na etapa final, a Noruega voltou pressionando. Após escanteio, Heggem marcou na segunda trave, mas o VAR anulou: Haaland empurrara um adversário sem a bola. O árbitro mandou repetir a cobrança e, na nova tentativa, o próprio camisa 9 norueguês não conseguiu marcar. Os noruegueses só voltaram a ameaçar aos 30 minutos. Num escanteio, Pickford afastou com soco, a bola sobrou para Aursnes, que finalizou com desvio de Ajer na trave. Haaland, no rebote, mandou por cima do travessão. Saka ainda incomodou duas vezes, mas o placar não se alterou. Prorrogação. Logo aos dois minutos do primeiro tempo extra, Kane obrigou Nyland a uma grande defesa em cabeçada. O goleiro não teve a mesma sorte ao dar rebote num chute de longa distância de Rogers. Quem apareceu? Bellingham, de novo, para marcar o segundo gol.  A Noruega buscou reagir e quase conseguiu quando o árbitro assinalou pênalti em Oscar Bobb. Revisado o lance, o VAR apontou que não houve falta. No segundo tempo da prorrogação, apesar das boas chances de ambos os lados, o placar não mudou. A Inglaterra administrou a vantagem até o fim.

 


MERINO MARCA NO FIM E LEVA ESPANHA AS SEMIFINAIS

 


A Espanha contra a Bélgica era a grande favorita com uma probabilidade, segundo os supercomputadores, de 69,5%, quando entrou no SoFi Stadium, em Inglewood, subúrbio de Los Angeles, nos Estados Unidos. Porém, no campo, como pensei, as coisas deveriam ser complicadas na medida em que os espanhóis apresentaram uma campanha extremamente eficiente na defesa e seu ataque deixou a desejar. E as coisas transcorreram dentro do figurino esperado. Com a Espanha com mais posse de bola, trocando passes no campo de ataque sem conseguir ter poder ofensivo.  Por outro lado, o ataque belga também não funcionou bem com a apatia de Jérémy Doku, do qual se esperava mais, de forma que o time belga pouco agrediu em contra-ataques, deixando a situação espanhola bem mais confortável. O técnico Luis de la Fuente, insatisfeito, fez alguns ajustes, na pausa para hidratação, buscando tornar sua equipe mais agressiva. E deu certo. Numa das primeiras jogadas, aos 30 minutos, Pedro Porro tabelou com Lamine Yamal e cruzou para a área. Dani Olmo apareceu para cabecear com Thibaut Courtois fazendo uma grande defesa de Courtois. O problema foi o rebote, Fabián Ruiz aproveitou para completar para o gol fazendo 1x0. Surpreendente foi que, aos 41 minutos, a Bélgica, que não havia feito nada, chegou ao empate pelo lado direito, Castagne cruzou na primeira trave.  Charles De Ketelaere antecipou-se à marcação, testou a bola com firmeza e, pela primeira vez, nesta Copa a defesa espanhola sentiu o amargor de um gol: 1x1.   Com o gol encerrou-se a invencibilidade de 650 minutos de Unai Simon, um recorde que abrangeu todas as partidas anteriores desta Copa. Não sofreu gol em seis partidas consecutivas. O segundo tempo foi mais amarrado ainda. Com as duas equipes, sensivelmente, com receio de levar um gol com as duas equipes controlando mais a bola e arriscando menos passe, definitivamente, a qualidade e a  emoção foram para o brejo. Uma mudança crucial aconteceu antes da pausa da hidratação: Courtois sentiu a parte posterior da coxa. No seu lugar, entrou Senne Lammens. E virou o grande culpado da derrota quando, aos 88 minutos, Pau Cubarsí chutou de fora da área. Lammens bateu roupa e ele, sempre ele, entrando depois e fazendo gol, Mikel Merino, decidiu fazendo o segundo gol. Com a vitória por 2x1 a Espanha, depois de 16 anos estará numa semifinal, tendo como adversário a França. O confronto europeu vai decidir um dos finalistas da Copa do Mundo de 2026. Sendo previsto  para a próxima terça-feira (14), às 16h (horário de Brasília), no AT&T Stadium, em Arlington, subúrbio de Dallas, nos Estados Unidos.

 

Thursday, July 09, 2026

A FRANÇA PASSEOU CONTRA MARROCOS

 


A França era franca favorita e, para corroborar isto se lançou ao ataque. Marrocos foi só defesa. O domínio francês foi explicito, mas nem tanto na posse de bola (52%) e sim no número de finalizações 13 vezes contra apenas uma finalização dos marroquinos, aos 49 minutos, numa cobrança de falta de Hakimi, aliás, descalibrada. Até Mbappé, que é sua maior estrela, desperdiçou um pênalti, aos 27 minutos. Nem parecia ele, pois cobrou muito mal antes reclamou com o árbitro da demora para a cobrança ser autorizada, enquanto o lance era revisado pelo VAR. Mazraoui havia dado um carrinho e derrubado Mbappé dentro da área, num contra-ataque iniciado por Doué e puxado por Olise. Bono fez a defesa. Marrocos quando teve a bola (44% de posse), tocou mais no seu campo defensivo, tendo pouquíssimas jogadas ofensivas. Como havia apostado numa zebra, a de que Marrocos iria derrubar um dos favoritos quando Mbappé perdeu o jogo pensei, sinceramente, que, o que, de fato, no fundo era mais torcida do que senso de realidade. O problema é que Mbappé repetiu Messi: perdeu pênalti, mas fez o dele em seguida. E foi logo, aos 14 minutos, quando Doué dominou a bola e serviu Mbappé. O atacante dominou e, de frente para a marcação de Diop, chutou de perna direita com efeito, fazendo uma curva, para abrir o placar. Um golaço!  Os marroquinos reclamaram de um toque de mão em momento anterior da jogada, mas o árbitro não considerou. Depois do gol Marrocos não parecia capaz de empatar e, de fato, o golpe definitivo veio, aos 20 minutos, com Dembélé partindo em velocidade pelo meio-campo, ajeitando com a perna direita e chutando rasteiro no lado direito de. Bono, que ainda  tocou na bola sem conseguir salvar: 2x0.  Depois até que a bola ficou bastante com Marrocos, porém mais em trocas de passes que com algum efeito ofensivo, de modo que o placar não foi mais alterado. E a França, pelo terceiro Mundial consecutivo, sobrou para chegar as semifinais provando que, realmente, é um dos grandes favoritos ao título. Festa francesa. Porém, devo assinalar que Marrocos não reeditou suas melhores atuações, pois foi muito pouco efetivo no ataque, bem como, em momento algum, pareceu o time ousado que sempre foi com jogadas pelas pontas. Há a questão da qualidade da França? Sim. O que me incomodou, no entanto, foi a acomodação do time marroquino somente tocando a bola nunca me deu a impressão que partiria para cima para mudar o jogo como fez outras vezes. E, quando levou o gol tive nitidamente a sensação de que a França havia vencido. Mbappé foi a grande figura do jogo. Bono brilhou no primeiro tempo.