Friday, July 03, 2026

DEU PORTUGAL DE VIRADA COM EMOÇÃO ATÉ O FIM

 

Portugal contra a Croácia entrou cercado de um leve favoritismo. E, mesmo começando a pressionar, encontrou uma defesa bem postada que não deu oportunidade nas jogadas aéreas e cruzamentos de Rafael Leão. Só em um deles, Bruno Fernandes chutou bem, mas Livakovic fez a defesa. Os croatas foram tentar, com Budimir, mas faltou direção na cabeçada por cima do gol. E foi o que aconteceu antes da pausa para a hidratação. Depois dela os croatas começaram a trocar passes buscando mudar os rumos da partida, porém, por  pouco. Tempo, pois Portugal retomou as ações. Cancelo na direita, cruzou sem que Cristiano Ronaldo e Bruno Fernandes, na área, conseguissem tocar para o gol. A pressão continuou sem sucesso e veio o fim do primeiro tempo. No segundo tempo a Croácia voltou melhor e Vlasic passou para Stanisic, que cruzou, a zaga não conseguiu tirar. Perisic pegou a sobra sem marcação alguma para fazer 1 a 0.  Ele recebeu, dominou, teve tempo para ajeitar o corpo e bater para o gol. A bola passou por baixo das pernas de Cancelo e Diogo Costa antes de balançar as redes. Depois a Croácia fez outro em impedimento e, aos 15 minutos, também Cancelo num lançamento para Cristiano Ronaldo, que bateu na saída de Livakovic. O bandeira, porém marcou o impedimento, e o VAR confirmou. Um daqueles tipo de impedimento que é um pecado: um pedaço do ombro na frente do adversário. Apesar da decepção, aos 20 minutos, Renato Veiga foi agarrado por Vlasic na área e o árbitro marcou a penalidade confirmada pelo VAR. Cristiano Ronaldo cobrou terminando seu jejum nas eliminatórias: 1x1. A Croácia não se abateu e foi para cima. Kovacic acertou uma bola na trave de Kovacic, e  Diogo Costa evitou o gol numa finalização de Matanovic. Depois Sucic recebeu e fez. Por ironia o gol, igual ao de RC7 foi anulado pelo VAR por impedimento. Enquanto consultavam o VAR, Roberto Martínez substituiu Cristiano Ronaldo por Rúben Neves aos 36 minutos. O craque saiu visivelmente insatisfeito com a decisão de treinador. Nos acréscimos, Rafael Leão cruzou  para Gonçalo Ramos, que sumiu mais que os dois defensores e cabeceou para a rede. O jogo foi até os 57 minutos, três além do anunciado. No finzinho a Croácia chegou ao empate com um gol contra, que desviou em Renato Veiga. Foi uma festa dos croatas que acabou quando o VAR interviu apontando o impedimento no toque de um dos jogadores da Croácia.  Virou uma festa portuguesa, com certeza. No outro jogo, que não assisti, Embolo e Dan Ndoye fizeram 2x0, em Vancouver, com a Suiça ultrapassando a Argélia com muita facilidade, de vez que dominou o jogo todo. Agora vão esperar a definição do seu próximo adversário no torneio, que sairá do duelo entre Colômbia e Gana. Já Portugal, como já estava definido, irá pegar uma pedreira: a Espanha. 

Thursday, July 02, 2026

ESPANHA NÃO TOMOU CONHECIMENTO DA ÁUSTRIA

 


Se, antes da partida, o prognóstico era de que a Espanha, contra a Áustria, possuía um time melhor e com muito mais possibilidades de ganhar, no campo isto se comprovou por um domínio completo das ações do primeiro ao último minuto do tempo inicial. Nem mesmo a Áustria se fechando conseguiu evitar a criação de espaços. Principalmente em trocas de passes e jogadas individuais de Lamine Yamal, pela direita. E foi ele e Oyarzabal que tiveram as melhores oportunidades, mas pararam em Schlager. Cucurel até balançou as redes em escanteio, mas fizeram falta no goleiro austríaco. Só aos 35 minutos Pedri conduziu pelo meio e acionou Cucurella, que se movimentou na esquerda e cruzou para trás, encontrar Oyarzabal, que não perdoou: 1x0. Na reta final foi a pressão continuou, com Baena carimbando o travessão, e Schlager salvando um chute de Yamal. A Áustria, que só teve duas saídas em velocidade, não soube aproveitar, e, no primeiro tempo, teve uma finalização. O domínio espanhol foi expressivo tanto que o segundo saiu depois de dezenove finalizações! E foi, aos 20 minutos, quando Dani Olmo recebeu na entrada da área sendo travado, na hora do arremate. A bola, caprichosamente, sobrou para Cucurella, que acionou Baena. O atacante vai ao fundo e cruzou para trás, encontrando Porro livre só para cabecear: 2x0. Na base da vontade até que os austríacos tentaram mudar o rumo das coisas indo para cima, no entanto, por mais esforço que fizessem, a diferença de qualidade era muito grande. E não acertavam as jogadas no ataque acabando, quando chegavam ao gol, a fazer sem direção.  Apesar da maior agressividade no final, efetivamente, tudo indicava que era um jogo liquidado e esta impressão se fechou, aos 43 minutos, num contra-ataque com Cucurella caindo pela esquerda servindo um passe primoroso para Oyarzabal, que, de primeira, emendou para as redes fazendo 3x0. A pá de cal no melhor jogo que a Espanha fez neste Mundial. Para completar, sem sofrer gols nos 90 minutos, Unai Simón alcançou um feito ainda maior: estabeleceu a maior invencibilidade da história das Copas do Mundo. Ele passou a marca do italiano Walter Zenga, que ficou cinco jogos sem sofrer gols em 1990 com 517 minutos, agora, o novo recorde subiu para 529 minutos. Por tudo isto a torcida espanhola comemorou festivamente. E ficaram gritando que venha quem vier a Espanha vai ganhar!

Wednesday, July 01, 2026

UM JOGO FÁCIL QUE COMPLICOU

 


Os Estados Unidos eram favoritos contra a Bósnia e Herzegovina, no Bay Stadium, em São Francisco, todavia a Bósnia teve a primeira possibilidade de chegar ao gol com Demirovic obrigando Freese a defender em uma finalização de fora da área. E Alajbegovic cobrando um escanteio não fez um gol olímpico graças a perícia do goleiro dos EUA. Depois do susto os Estados Unidos equilibraram as ações ficando mais com a posse de bola, dominando a partida, buscando fazer um gol pelas laterais para liquidar uma partida em que tinham o controle. Foi pelo meio, entretanto, que Balogun fez, num erro da defesa, que foi anulado. Estava impedido ao receber a bola. O domínio norte-americano não conseguia se transformar em gol por falta de precisão no último terço do campo. O jogo ia para o intervalo quando depois de um passe de Tillman e um corte errado da zaga, o mesmo Folarin Balogun, rápido, finalizou rasteiro para fazer 1x0. Com o gol ainda assim continuaram persistentes no ataque e estiveram a centímetros de ampliar a vantagem, com outro chute de Balogun que acertou a trave. Depois a Bósnia e Herzegovina resistiu à pressão terminando sem mais problemas. Logo depois do retorno sem que houvesse grande mudança o técnico da Bósnia e Herzegovina resolveu mexer com Edin Džeko, Armin Gigović e Ivan Šunjić substituídos por Ermin Mahmić, Esmir Bajraktarević e Benjamin Tahirović com a intenção de buscar reforçar a zona de ataque. Os Estados Unidos continuaram mesmo assim com mais posse de bola e menos poder construtivo até que, por volta dos 60 minutos, os bósnios começaram a controlar um pouco mais a posse de bola e se aventurar mesmo sem gerar grandes oportunidades. Aí aconteceu uma jogada em que Balogun, aos 64 minutos, mudou o jogo de novo, desta feita, de um modo bem ruim. Ele pisou, maldosamente, num zagueiro e não restou ao árbitro brasileiro Raphael Claus, pós revisão do VAR, outra decisão que não a de mostrar o cartão vermelho ao atacante americano pela falta cometida. Com um amais a Bósnia e Herzegovina teve suas melhores oportunidades e chegou a testar o goleiro Matt Freese duas vezes antes da hidratação.  E na volta, mantiveram a pressão ofensiva. Os ianques só incomovam em contra-ataque e, desta forma, tiveram um gol anulado. Por fim, como quem não faz leva, numa cobrança de falta, bem em frente ao gol, o meia Malik Tillman superou o goleiro, que ainda chegou a tocar na bola, mas aceitou: 2x0. Daí em diante minutos foram passando e a Bósnia e a Herzegovina não demonstrava capacidade de fazer um gol. Nem com o acréscimo de 10 minutos conseguiu muito. Os Estados Unidos recuaram para sua própria área, ficaram plantados lá esperando o fim do jogo. E os torcedores fizeram a festa. Agora vão pegar a Bélgica.

UMA VIRADA SOBRENATURAL DA BÉLGICA

 


A Bélgica gozava de um certo favoritismo, por ter se classificado com 5 pontos e ter aplicado uma goleada na Nova Zelandia, o que lhe proporcionou a liderança do grupo G. Já Senegal entrou como um dos terceiros, porém também fez 5x0 no Iraque. E, convenhamos, perdeu para a Noruega dando muito trabalho. Não tanto para a França, que com a Alemanha foram  os ataques mais fortes da fase de grupos. O favoritismo, porém desapareceu quando Senegal começou ditando seu ritmo no campo. Já, aos 12 minutos, Sarr quase marca, num bom lançamento de Gueye, finalizando na trave. Pouco depois Gueye bateu para defesa de Courtois. Aos 23, mais uma vez, Sarr acertou a trave. Desta vez, porém, Diarra pegou a sobra e fez o gol. Depois do gol veio a parada de hidratação, Senegal diminuiu a intensidade e a Bélgica passou a ocupar mais o campo do Senegal criando algumas chances. Na mais perigosa delas, De Cuyper deu um chutaço buscando o ângulo para uma grande defesa de Diaw. A pressão final da Bélgica, no entanto, não apagou o fato de que Senegal fez um jogo melhor no primeiro tempo e sofreu menos na defesa. Na volta do intervalo Senegal voltou se impondo e logo, aos 5 minutos, Sarr recebeu um lançamento de Niakhaté da defesa, dominou a bola, entre dois marcadores, na intermediária, avançou e com uma bomba aumentou a diferença. Um golaço: 2x0. Os belgas se desentendiam em campo irritados com o novo gol. O técnico Rudi Garcia então tirou Doku e De Bruyne colocando em campo Lukaku e Raskin. E a Bélgica partiu para o ataque buscando encurralar os africanos sem sucesso até os 24 minutos da parada técnica. Aí depois teve início um grande problema que foi Senegal recuar, se organizando defensivamente, para poder aproveitar os contra-ataques.  A Bélgica passou a propor o jogo sem, contudo encontrar espaços. Tudo indicava que Senegal ia passar até com Mané obrigando Courtois a fazer uma defesa com a ponta dos dedos. O jogo ia se aproximando do fim quando, aos 40 minutos, De Cuyper foi à linha de fundo cruzou para a pequena área. Nela Lukaku brigou com a defesa e bateu para descontar para a Bélgica: 2x1. Com o gol o animo belga foi para cima e não custou nada. Aos 43 minutos, Trossard lançou a bola na área onde Diaw não saiu bem e Tielemans, de cabeça, empurrou para o gol vazio:2x2. A Bélgica cresceu empurrada por Lukaku, em busca da virada antes da prorrogação, sem sucesso. No primeiro tempo da prorrogação faltou a Senegal a intensidade que teve na partida. Nitidamente abalada pelo que aconteceu, enquanto a Bélgica cresceu e esteve mais próxima de fazer um gol. No segundo tempo da prorrogação primeiro Senegal quase fez, depois foi a vez da Bélgica perder um gol praticamente feito. E nos últimos minutos da prorrogação apareceu assustando todo mundo o Sobrenatural de Almeida. Tielemans sofreu um pênalti involuntário, mas pênalti é pênalti. Ele mesmo assumiu a cobrança. E fez 3x2.


O SENHOR KANE É MORTAL

 


O forte da República Democrática do Congo sempre foi a defesa mesmo tendo feito um gol em Portugal e 3x1 no Uzbequistão não se esperava que surpreendesse ofensivamente a Inglaterra, que, para todos, seria a franca favorita. Ocorre que, aos seis minutos. Mbemza avançou pela direita e passou para os pés de Cipenga, que dominou e finalizou forte para marcar: 1 a 0. Um gol histórico de vez que a República Democrática do Congo balançou as redes pela primeira vez em um duelo eliminatória da competição. E os ingleses, mesmo procurando empatar, só foram ter uma boa oportunidade aos 29, num cruzamento de Rice e cabeçada de Bellingham que Mpasi defendeu. Depois, aos 34, Madueke fez uma jogada individual na direita cruzou para Rashford, que teve a finalização salva por Bissaka, em cima da linha. No fim do primeiro tempo o RD Congo começou a incomodar. Bissaka da linha de fundo, pela direita, cruzou para Wissa acertar na trave. No lance seguinte, Kane dividiu com Mpasi e pediu pênalti que o árbitro ignorou. Depois ainda  deu tempo do goleiro congolês salvar as finalizações de Bellingham e Harry Kane para garantir a vantagem na primeira metade do jogo. Na volta do intervalo a Inglaterra, novamente, correu atrás do prejuízo, todavia somente ameaçou, aos 5 minutos, quando Rashford avançou em velocidade, entrou na área e bateu com firmeza. E errado, pois a bola foi na rede pelo lado de fora! E tudo continuou muito parecido com o primeiro tempo com os ingleses encontrando dificuldades de furar o bloqueio e, se conseguiam, as mãos salvadoras de Mpase frustravam suas intenções até que, aos 22 minutos, teve a pausa para hidratação. Precisando empatar Thomas Tuchel adiantou ainda mais a marcação da Inglaterra, colocando Eberichi Eze no lugar de Djed Spence e recuando Declan Rice para a lateral-direita. E foi pelo lado direito que saiu a jogada que chegou em Anthony Gordon, na ponta-esquerda. Gordon recebeu na área, mesmo fechado pela marcação, conseguiu cruzar e Kane se desgarrou de Tuanzebe para cabecear de forma certeira. Mpasi pulou e ainda chegou a tocar na bola, que morreu no fundo das redes: 1 a 1! Com o gol a partida ficou mais tensa e a Inglaterra ficou motivada contiuou a pressionar a seleção africana. O Congo, no entanto, não se limitou apenas a defender também procurando o segundo gol. A grande diferença veio de Kane que se movimentava muito procurando espaços e, aos 40 minutos, mesmo cercado de defensores, conseguiu clarear e acertar um chute no ângulo indefensável. Inglaterra: 2x1. Depois, apesar de muito esforço dos congoleses, a Inglaterra segurou o resultado para desilusão dos adversários. Agora o bicho vai pegar! Inglaterra classificada para as oitavas de final da Copa do Mundo vai pegar pela frente a seleção do México, que, até agora, não levou um gol sequer. É impossível não levar em consideração a periculosidade de Kane na área. Hoje é o mais mortal dos artilheiros em ação no futebol mundial. Ninguém igual a ele acerta tanto nas horas mais necessárias.

Tuesday, June 30, 2026

MÉXICO DESPACHA EQUADOR COM FESTA DA TORCIDA

 


O México, juntamente com a França e a Argentina, foram os três únicos países que conseguiram a liderança de seu grupo com 100% de aproveitamento. E, apesar de entre as três ser a que teve menor saldo positivo de gols, teve a seu favor que também a única que não sofreu gols. Assim, pelo que fez e pela lógica, era favorita para ganhar seu jogo no mata-mata contra o Equador. O que não se contava é que fosse entrar avassaladora no primeiro tempo. Com o estádio Azteca lotado, os mexicanos incentivando seu time, pilhados, nas arquibancadas, os jogadores exerceram uma pressão enorme logo nos seis primeiros minutos do jogo. A intensidade foi persistente, malvada até quando, aos 21 minutos o gol saiu. O Equador tentou subir a marcação na saída de bola e com um desarme a bola ficou com Alvarado que enfiando um belo passe em profundidade para Quiñones, no homem a homem, entrar na área e acertar uma bomba para estufar a rede de Galindez, que nada pode fazer. Depois do gol, o Equador até equilibrou o jogo, acertou mais passes no meio de campo e conseguiu alguns escanteios. Foi uma subida de produção que parecia levar os sul-americanos ao empate, mas o México sempre continuou perigoso e num erro de Ordóñez, entregando a bola para Jiménez, que tabelou   com Quiñones e recebeu de volta livre para acertar um chute indefensável, no ângulo, fazendo 2x0 para os mexicanos, aos 30 minutos. Só aos 38 o Equador, realmente, ameaçou quando Yeboah foi lançado na direita, partiu para cima da marcação, deu três dribles desconcertantes na defesa e bateu da entrada da área. A bola parecia que ia entrar quando o goleiro Tala Rangel, apesar de ter a visão encoberta,  se esticou todo para espalmar e evitar o gol do Equador. E o primeiro tempo foi embora sem modificações. A grande diferença foi esta: o México dominou e deu dois chutes no gol que entraram. O único que o Equador deu, no primeiro tempo, o goleiro pego. E seria difícil, quase impossível, depois o Equador fazer dois gols no México. No segundo tempo os equatorianos tiveram mais posse de bola, se esforçaram muito mais. O problema é que ofensivamente não conseguiam criar efetividade. E foi o México quem quase fez, aos 21 minutos, com uma bola cruzada que Montes subiu sozinho e cabeceou para Galindez salvar. Só aos 29 minutos quando Caicedo lançou uma bola na direção de Kevin Rodriguez, que dominou no peito, cara a cara com Rangel, mas errou na finalização na melhor chance do Equador no segundo tempo. Nos 44 minutos foi o México que andou mais perto do terceiro gol num contra-ataque em que Santi Giménez correu livre com a bola e esperou a ultrapassagem de Pineda fez o passe, mas errou e desperdiça a chance de matar a partida. Pineda, aos 46, teve nova oportunidade com a bola passando raspando a trave. Mesmo com o arbitro dando mais seis minutos a única coisa que aconteceu foi um cartão vermelho para Hincapié, por tapar a boca com as mãos ao bater boca com jogador do México. O árbitro aplicou a Lei Vini Jr., instaurada pela Fifa para evitar ofensas racistas, xenofóbicas e homofóbicas. E o México se classificou bem, apesar de um segundo tempo horroroso. Alvarado e Quiñones fizeram a diferença, porém a festa mesmo foi da torcida. Do começo ao fim. 

COM MBAPPÉ INSPIRADO FRANÇA SOBROU CONTRA A SUÉCIA

 


O favoritismo da França contra a Suécia era flagrante. O desempenho francês tem sido, nesta Copa de 2026, o mais regular entre todas as seleções. Com uma campanha muito sólida no primeiro jogo fez 3x1 no Senegal. Depois fez 3x0 no Iraque e 4x1 na Noruega ficando em primeiro lugar no seu grupo com 100% de aproveitamento. Foi, sem favor nenhum, o melhor desempenho entre os grupos, pois desempenho igual somente tiveram Argentina e México, porém com um saldo de gols menor. E, no campo, que é onde interessa, os franceses entraram com uma enorme disposição tanto que logo nos primeiros minutos, tiveram mais posse de bola e buscaram o ataque. Aos 15 minutos, Digne chutou de fora da área e o goleiro defendeu bem. Depois Mbappé tentou com uma bola rasteira de fora da área. Outra defesa de Zetterstrom. Com 19, Mbappé fez o gol, mas impedido, anularam. Com vontade o artilheiro francês mandou uma bola na trave e Olise, depois, pegou de voleio e mandou outra na trave. O primeiro tempo parecia que iria premiar a defesa sueca. Só parecia. Aos 44 minutos, na cobrança de um escanteio de Dembélé em que Olise recebeu a bola de volta e tocou para Mbappé, este, dentro da área, cortou dois marcadores, batendo do outro lado do gol para abrir o placar. A persistência francesa foi premiada. Na etapa final nada foi muito diferente com a França voltando a pressionar sem descanso. Depois de um chute de Tchouaméni, aos 4 minutos, logo aos sete, Olise lançou com precisão para Barcola, na área, fazer o segundo gol. Foi somente o carimbo de liquidação na medida em que a Suécia não apresentava sinais de que pudesse fazer qualquer coisa para modificar a predominância dos comandados de Didier Deschamps. O jogo ficou fácil. Koundé e Olise tiveram boas oportunidades, que goleiro Zetterstrom impediu. Porém não teve como parar a gana de Mbappé, que apareceu pelo lado esquerdo dentro da grande área, para receber um belo passe de Olise e bater sem apelação para o gol: 3x0.  Doué, que havia entrado no segundo tempo, também teve sua oportunidade e desperdiçou de frente para o gol.  A França sobrou neste jogo. Mostrou consistência, volume de jogo, disposição e criatividade nas jogadas. Como na Bolsa de Valores, no entanto, desempenho do passado não garante o futuro e levaram mais de 40 minutos para enfiar um gol na Suécia. É preciso ver o que farão nas oitavas de final da competição quando irão enfrentar o Paraguai. É verdade que os franceses possuem mais jogadores habilidosos que os alemães e que os EUA meteram 4 gols no Paraguai. Mas, a historicidade paraguaia não autoriza se esperar que, mesmo os franceses jogando bem como estão, consigam fazer os três gols que fizeram até agora, no mínimo, por partida, embora, ao meu ver, sejam francos favoritos novamente. E, pelo andar da carruagem, estejam autorizados a sonhar com o título. Que são fortes candidatos são e até mesmo favoritos, mas, continuo afirmando o que se comprova em campo: favoritismo não ganha jogo.

BOLA PARA HAALAND QUE ELE RESOLVE



O primeiro tempo de Noruega x Costa do Marfim somente provou como o futebol pode ser cruel. Embora a Noruega tenha começado a dominar a posse de bola, sem conseguir criar perigo, com a disposição dos africanos, logo a posse de bola mudou de lado. A Costa do Marfim, que tem como seu lado forte a defesa bem postada, passou a atacar com alguma qualidade pelo lado direito. Não teve tanta qualidade na finalização, mas chegou mais perto do gol norueguês foi Pepé, que ao receber um cruzamento de Diomandé, finalizou sem direção. Ainda assim a zaga afastou para escanteio. A Noruega, com uma defesa estranha, deixando espaços, também sofria para criar qualquer chance. E a crueldade veio que, aos 38 minutos, numa escapada pelo lado esquerdo, Nusa bateu no ângulo, com perfeição, sem chances para Fofana: Noruega 1x0. A Costa do Marfim ainda tentou voltar a atacar, mas sem tanto perigo, e Haaland, em seguida, perdeu uma ótima oportunidade clara dentro da pequena área, aos 49 minutos, e foi tudo que aconteceu no primeiro tempo. Foi um primeiro tempo em que a Noruega esteve meio desequilibrada. No segundo tempo Costa do Marfim se lançou ao ataque e só, aos 8 minutos, Odegaard passou para Nusa, que serviu para Wolfe cruzar para a área sem que ninguém aproveitasse.  No minuto seguinte, um em lance quase inacreditável  Pépé recebeu dentro da área, de frente para o gol, e bateu com força para Nyland para evitar o empate. Aos 13 minutos, na cobrança de um escanteio, numa confusão, quase que o gol sai, porém bateu num zagueiro e no contra-ataque Fofana teve que sair do gol para evitar que Haaland chegasse primeiro na bola lançada. Aos 66 minutos, num escanteio, Heggem desviou para o gol e, em cima da linha, tiraram. Por um fio não aconteceu o segundo gol. Logo depois houve a pausa para hidratação. Na volta, aos 73 minutos, Diallo recebeu na direita, partiu em velocidade, tabelou com Pépé, na entrada da área, deu um drible no zagueiro e empatou. O atacante havia saído do banco de reservas para fazer um golaço.  O jogo ficou mais lá e cá até que, aos 81 minutos, a Noruega fez uma jogada pela direita. Berg invadiu a área e tocou para o meio. Haaland, livre, de frente para o gol mais a bola mais bateu nele que ele empurrou a bola, o que não tem importância nenhuma, porque parou no fundo das redes. A Noruega fez 2x1. No desespero Costa do Marfim tentou empatar. Numa falta perto da área Kessié cobrou no ângulo, e o goleiro da Noruega fez uma ótima defesa. No final até o goleiro Fofana foi para o meio da área da Noruega, onde jogaram a bola sem sucesso: ninguém conseguiu desviar para o gol. Fim de jogo: 2x1. E, agora, a Noruega vai enfrentar o Brasil. E arranjar um jeito de segurar o Haaland para deixar o cometa sem passagem pelas redes brasileiras.




BRILHA A ESTRELA DE MARROCOS

Sempre tive o sentimento de que Marrocos é um adversário difícil e a sensação de que é um time de chegada. Por isto, apesar de considerar que, no mínimo, ele estaria entre os oito primeiros, quando se anunciava os Países Baixos contra Marrocos, pensando no Brasil, colocava os holandeses como ganhadores, mas sempre com um pé atrás. Sabia que seria uma parada dura. E o jogo começou como era esperado: muita marcação e disputa física. E a Holanda começou mais ameaçadora numa jogada aos 16 minutos, porém, quando, aos 20 minutos, quase Marrocos foi quem abriu o placar com goleiro Bart Verbruggen fazendo uma grande defesa. Pouco depois, o lateral Achraf Hakimi encheu o pé e Verbruggen teve que fazer outra grande intervenção. Só na marca dos 43 minutos Micky van Den Vem, de fora da área, obrigou Bono a se esticar todo para defender. No fim quase que Saibari toca na bola para marcar. Não deu e terminou o primeiro tempo sem gols. Na volta foram novamente os marroquinos que voltaram a assustar. Aos sete minutos, lançado do lado direito no vazio da defesa, Hakimi bateu tirando do goleiro e a bola caprichosa bateu na trave. Os pupilos de Mohamed Ouahbi passaram a posse de bola e maior controle, enquanto a Holanda apostava nos contra-ataques. O lance mais perigoso aconteceu aos 16 minutos com uma nova defesa de Verbruggen. Aos 72 ,minutos, numa subida de Summerville, que passou pela marcação e rolou a bola para Cody Gakpo que marcou colocando seu time em vantagem: Holanda 1x0 Marrocos. O jogo avançou sem grandes mudanças e, nos acréscimos, quando tudo parecia indicar que o jogo estava liquidado, hemsdine Talbi fez um cruzamento perfeito da esquerda, que passou sobre Virgil  e foi encontrar o zagueiro Issa Diop para cabecear de modo inapelável: 1x1. Veio a prorrogação e, aos 6 minutos, o centroavante Soufiane Rahimi pegou a bola de frente para o goleiro Verbruggen, bateu no canto e, pela primeira vez, o Sobrenatural de Almeida apareceu no jogo, pois, milagrosamente, o guarda-metas espalmou e a bola, com tudo para entrar,  realizou um milagre para salvar a Holanda. Saiu pelo lado, de maneira impressionante. A rigor, por mais esforço que fizessem, predominou o cansaço e a precaução, principalmente com Marrocos tocando a bola para manter o domínio do jogo. As cobranças de pênaltis começaram com El Aynaoui e o ponta Justin Kluivert acertando a trave. Depois de uma série de três acertos, o meio-campista Quentin Timber bateu para fora e a disputa continuou empatada em 2 a 2. Hakimi carimbou a trave, mas Sumerville parou na defesa do Bono. Por fim, Saibari converteu sua tentativa e classificou os marroquinos às oitavas. É preciso assinalar que um dos gols teve o Sobrenatural de Almeida contra os holandeses, de vez que Verbruggen, que tanto fez, defendeu uma bola que ele, sem querer, empurrou para dentro. Impossível culpá-lo quando dois dos cobradores de falta conseguiram fazer o mais difícil: não fazer o gol com Bono completamente batido. A estrela de Marrocos brilhou nesta partida e, agora, avançam para encarar o Canadá. 


Monday, June 29, 2026

RETRANCA PARAGUAIA DESPACHA A PODEROSA ALEMANHA

 


O Estádio de Boston, em Foxborough recebeu o terceiro confronto da segunda fase da Copa do Mundo 2026. Alemanha x Paraguai, onde, as apostas eram claramente favoráveis aos germanos. Até porque o Paraguai não foi muito bem contra a única equipe forte de seu grupo perdendo de 4x1 para os Estados Unidos. Malgrado o primeiro chute da partida ter sido dos paraguaios o que se viu, daí para a frente a posse de bola, o domínio alemão foi indiscutível. Porém, a retranca paraguaia funcionou extremamente bem, pois, efetivamente, o predomínio não se transformava em oportunidades ofensivas reais. Assim, apesar de amassar a equipe sul-americana, os atacantes não conseguiam se infiltrar se limitando a jogadas para o lado, cruzamentos para a área ou chutes de média e longa distância, que não surtiram efeito. E funcionou a famosa lei do futebol quando, depois de um escanteio, Bobadilla ganhou a dividida, a bola sobrou nos pés de Almirón, que passou por dois marcadores dando um passe na linha de fundo para Canale. O lateral cruzou e Enciso completou de cabeça para balançar as redes no 1 a 0. O susto apressou a Alemanha que, ainda assim, não conseguiu fazer nada mais no primeiro tempo. No segundo tempo a pressão alemã continuou seguindo no mesmo ritmo. Pelos lados e com cruzamentos na área e, por menos que parecesse eficiente, aos nove minutos, com uma bola cruzada por Wirtz para Havertz, que com uma "casquinha" desviou para superar o goleiro de Orlando Gill:1x1. Nagelsmann trocou Undav por Musiala e deslocou Kimmich para o meio buscando melhorar a armação e o que se viu foi a equipe rondando a área todo o tempo, porém o gol não saiu. Como tentativa de solução o técnico até colocou em campo o grandalhão Woltemade (1,98 m) para aproveitar os lançamentos, no entanto, o time de Gustavo Alfaro, entre raros chutes, que passaram ao largo, e cabeçadas, segurou o resultado. A prorrogação foi uma repetição do que estava sendo feito no final da partida. Depois que Jonathan Tah, na primeira parte dela, chegou a marcar de cabeça, depois anulado por conta de uma falta de Anton no goleiro, os paraguaios não saíram mais de seu campo numa clara indicação de que o time paraguaio desejava ir para os pênaltis, pois nem os contra-ataques conseguiam encaixar. O jogo ganhou ares de drama e de desespero de ambos os lados, de vez que, cansados, faziam faltas ansiosos para fazer e evitar o gol. Nos minutos finais Anton ainda deu uma cabeçada que Gill pegou e foi só. A primeira cobrança foi de Havertz cobrou primeiro e Gill defendeu. Maurício fez. Kimmich foi impecável. Gustavo Gómez, Musiala e Galarza acertaram sem dar chance. E Woltemade perdeu. Sanabria podia ter acabado com o jogo, mas perdeu. Amiri fez e fiou nos pés de Balbuena a definição. Neuer pegou enchendo a torcida alemã de esperança. Aí veio o balde água fria: Jonathan Tah desperdiçou.  Canales não. Bateu com frieza e fez a festa colorida do Paraguai. Enfim, o Paraguai decretou, efetivamente, a primeira grande zebra desta eliminatória da Copa ao vencer a Alemanha por 4x3 num jogo que, no tempo regulamentar, só teve uma bola para fazer gol e fez. E gol é o único detalhe necessário para se ganhar um jogo, principalmente de pênalti.

DERROTAMOS JOACHIM KLEMENT E O JAPÃO

 

Nós gostamos de oráculos, de videntes, de previsões, apesar de saber que vão errar (e, às vezes, acertam), então devo dizer que estava muito preocupado, a partir do momento que tive certeza que o adversário era o Japão, por conta do economista alemão Joachim Klement, que teve 100% de acerto com o modelo de previsão dele que acertou os campeões do mundo, desde da Copa disputada no Brasil, em 2014. É verdade que, ironicamente, ele desejava provar que previsões estatísticas não eram boas, mas acertou tudo. Até mais do o polvo Paul, que por sinal previa 2x0 para o Brasil contra o Japão. Mas, a profecia estatística de Klement é de que a Holanda irá erguer o troféu de campeão no Estádio MetLife em Nova Jersey, nos Estados Unidos, depois de vencer Portugal na final do torneio, no próximo dia 19 de julho. O pior é que ele havia acertado a previsão da classificação em primeiro lugar no grupo. Mas errou, graças a Deus, na previsão de uma derrota da seleção brasileira para o Japão nesta segunda-feira, mesmo classificando o fato de "Provavelmente, uma das maiores zebras da história da Copa do Mundo". A seu favor, é preciso que conste, ele tem errado nos confrontos e acertado no vencedor final. Devo dizer que estava mais crente no polvo vidente de Porto Belo, que havia previsto 2x0 para o Brasil do que nele. O problema foi que o Brasil dominou o jogo- teve mais de 60% de posse de bola no primeiro tempo- sem nenhum laivo de criatividade, sem, efetivamente, chegar perto do que é essencial: fazer gol. Disseram-o que não concordo- que o primeiro tempo do Brasil foi ruim. Ruim como? O que não houve foi individualidade. Previsível e lento o ritmo brasileiro, mesmo mandando no jogo, não criou o suficiente para superar o bem arrumado selecionado japonês, mas finalizaram duas vezes com Bruno Guimarães e com Matheus Cunha. O problema, como tem sido nas copas do Brasil, foi um erro de passe que nos desclassificou e, desde 2014, não conseguimos reverter os resultados quando algum time faz o primeiro gol contra nós.  Ganhamos do Japão contra tudo isto. Domínio, também no segundo tempo, nós tivemos. O grande problema era furar a defesa japonesa muito bem postada. E isto somente aconteceu quando Gabriel Magalhães fez um cruzamento certeiro para o gol de Casemiro. Entre outras coisas, Gabriel foi o jogador que mais trocou passes na partida, com 126 (acertou 121). A assistência foi apenas um dos mais de 20 cruzamentos do Brasil na partida contra o Japão. Se Casemiro abriu a porteira o grande momento da seleção veio nos momentos finais, decisivo, porém, foi, no final do jogo, aos 49 minutos, quando Rayan roubou a bola no ataque e fez a jogada pela direita. Bruno Guimarães recebeu, girou e rolou para Martinelli. O atacante finalizou, meio sem jeito, no cantinho, matando Suzuki, que não conseguiu chegar na bola: 2x1. O Brasil, de virada, sobreviveu. Que foi um drama foi, porém estamos nas oitavas. Não importa como. O que vale é o resultado. Os heróis foram Casemiro, Bruno Guimarães e Martinelli, mas, como futebol é conjunto temos que brindar a todos. A vitória pertence a todos. A derrota-como prova o Uruguai-é do técnico. No caso o Bielsa. Hoje foi do Hajime Moriyasu-não importa tão bom ele seja. Infelizmente faz parte do jogo ter um vencedor.


Sunday, June 28, 2026

ÁFRICA DO SUL ELIMINADA COM UM GOL DE ÚLTIMA HORA

 


Favoritismo não ganha jogo. O que ganha é bola na rede, então, no primeiro tempo de Canadá contra África do Sul, em Los Angeles, iniciando o mata-mata nenhuma das duas fez o que é essencial no jogo. Se os canadenses foram mais efetivos, e com um pouco mais de posse de bola, somente aos 43 minutos, depois de um escanteio, Bombito cabeceou para o gol com Modiba salvando em cima da linha. A bola ficou no meio de uma confusão, porém Buchanan conseguiu chutar para o gol, e Williams defendeu da forma que pode. Nada de muito significativo houve fora isto até aos 44 minutos, quando Laryea foi derrubado na área por Mudau. A reclamação de pênalti foi imediata. Foi uma questão de interpretação seja pela falta de intenção do beque, que deu uma passada sem tocar na bola impedindo o alcance do atacante, seja por este, efetivamente, não ter mais condições de fazer nada. A decisão do juiz foi dar tiro de metas sem nem chamar o VAR para revisão. Os canadenses reclamaram muito, até mesmo após o apito final. Talvez outro árbitro marcasse pênalti, na minha visão devia ser marcado. Devia? Sei não. Talvez o juiz tenha razão e fosse influir indevidamente na partida. De qualquer forma foi um jogo meio sem grandes emoções, morno mesmo. No segundo tempo os canadenses continuaram um pouco melhor, mas somente, aos 18 minutos, Millar puxou um contra-ataque e acionou Oluwaseyi, que finalizou para defesa de Williams, e Jonathan David tentou aproveitar o rebote e Mokoena apareceu, de forma salvadora, para afastar a bola. Foi o momento mais perigoso do jogo.  A pressão canadense foi ficando maior com o passar do tempo. Aos 30 minutos. Promise arriscou de fora da área, e a bola saiu próxima da trave. A África do Sul, por fim, tentou dar uma resposta,  aos 38 minutos, quando Appollis carregou pelo meio, ajeitou e bateu colocado, para Crépeau fazer a defesa. Apesar das tentativas tudo parecia indicar que o jogo iria para a prorrogação quando, aos 46 minutos, a defesa canadense afastou uma bola que o meio-campista Stephen Eustáquio, aproveitando a sobra, na entrada da área, dominou no peito e acertou um chute certeiro no canto para marcar o gol da vitória canadense. Uma vitória muito comemorada, pois é a terceira participação em Copas do Mundo do Canadá, entretanto, pela primeira vez vai chegar às oitavas de final e conquistou sua primeira vitória em um confronto eliminatório do torneio. Agora, a seleção canadense aguarda o vencedor de Holanda e Marrocos para conhecer seu adversário na próxima fase. Qualquer um dos dois será um adversário bem indigesto. Já a África do Sul pode se orgulhar de uma boa campanha. Foi competitiva e defendeu bem, porém não demonstrou muito poder ofensivo. 


JOGOS FINAIS DA FASE DE GRUPO TIVERAM EMOÇÃO ATÉ O FIM

 


Pelo grupo K Portugal e Colômbia jogaram nesta noite de sábado (27), no Hard Rock Stadium, em Miami. Era a definição do primeiro lugar, pois  já estavam classificados. Antes do jogo, havia um leve favoritismo dos portugueses, mas em campo foi um jogo equilibrado. A Colômbia criou as melhores oportunidades no primeiro tempo, diante de um Portugal muito competitivo. Na etapa final, os times foi muito intenso, porém as finalizações apressadas perto do gol, chutes descalibrados e a grande atuação dos goleiros impediram o gol. Nos acréscimos, Davinson Sánchez até marcou, porém, foi anulado. Uma anulação polêmica. Daquelas onde na frente só a ponta do pé. A Colômbia, que foi um pouco melhor, ficou em primeiro lugar com 7 pontos.Portugal com uma vitória e dois empates (5 pontos) em segundo. No outro jogo do grupo, o Congo ganhou de 3 a 1, com  gols de Wissa (2) e Mayele, depois de Shomurodov ter aberto o placar,  avançou na segunda fase.  Os Leopardos agora enfrentam a Inglaterra. Pelo grupo J, Argélia e Áustria, em Kansas City, tinha previsão de ser um jogo morno, pois, com o empate, ambos se classificavam. Não foi o que se viu. Começaram o jogo lentamente, porém, depois da pausa para hidratação, o jogo mudou, principalmente quando Alaba fez um belo lançamento para Arnautovic, que saiu em velocidade e finalizou titando do goleiro Benbot. A Argélia, precisando do empate, pressionou até que, no fim do primeiro tempo, quando Mahrez sem  desistir de uma jogada no canto do campo, foi agarrado, mas a bola sobrou para o lateral Berghail, que entrou na grande área tirou a marcação e chutou para igualar a partida. O segundo tempo foi morno de novo, embora com a Áustria melhor, até que, aos 10 minutos. Sabitzer recebeu um passe rápido de Laimer e finalizou de primeira. Áustria na frente do placar mais uma vez: 2x1. De novo a Argélia precisava recuperar o prejuízo e, na base da raça, atacou. Aouar, cinco minutos depois, invadiu a área austríaca pela esquerda, cruzou com força para o centro e Mahrez, apareceu para bater e balançar as redes pela Argélia. Com o 2x2 houve um arrefecimento de ambos os lados com as equipes trocando passes laterais e tudo indicando um final entediante.  A plateia não gostou, é claro, começando a vaiar as duas equipes. O tal do Inesperado de Almeida invadiu a partida quando, aos 47minutos, a Argélia foi ao ataque e Mahrez marcou o terceiro gol. Com o 3 a 2, a Áustria seria eliminada. O que fez os austríacos irem para o tudo ou nada e, quando pareceu que não conseguiriam, aos 50 minutos, Sabitzer cruzou da ponta esquerda, Gregoritsch desviou de cabeça na segunda trave e Kalajdzic, que tocou na bola pela primeira vez, deixou tudo igual: 3x3. Emoção até o fim. No outro jogo fechando a fase dos grupos, a Argentina, já classificada, fez 3x1 na Jordânia, com gols marcados por Lo Celso, Lautaro Martínez, de pênalti, e Messi, que entrou no decorrer do jogo, cobrando falta. Tamari fez o gol jordaniano. Definiram-se assim todos os jogos do mata-mata.


Saturday, June 27, 2026

MODRIC SUOU A CAMISA PARA IR ADIANTE NA SUA ÚLTIMA COPA

 

No grupo L, a Croácia entrou, no estádio da Filadélfia, pressionada, com três pontos e saldo negativo de gols, ainda poderia, dependendo dos resultados, ficar fora do mata-mata. E o jogo não começou muito pegado sem que se conseguisse gerar situações ofensivas por falta de criatividade de ambas as equipes. Só, aos 15 minutos, Vlasic recebeu a bola e de fora da área arriscou um chute que explodiu na trave. E depois, aos 23, a Croácia, pediu pênalti de Luckassen em Budimir, mas a arbitragem ignorou. Nem mesmo com a pausa para hidratação cessou a vantagem que os croatas tinham ao se aproveitar do espaço na frente da área. E Sucic, de longe, acertou um chute rasteiro, para abrir o placar aos 30 minutos. Com o gol Gana buscou reagir, porém somente com uma chance real no primeiro tempo: Semenyo riscou pela direita, entrou na área no meio a três croatas e finalizou com perigo, para fora. Depois do intervalo Gana fez duas mudanças, uma a entrada de Fatawu, que, muito rápido, começou a dar trabalho. Logo no primeiro minuto deu um chute perigoso e, depois, quase serviu Semenyo no minuto seguinte. Gana procurou o gol com insistência e, aos 28 minutos, o zagueiro Luckassen, aproveitou cobrança de falta cobrada para a área aparecendo para empatar. A Croácia reagiu e pressionou. Pasalic obrigou Asare a fazer uma grande defesa de mão trocada. E, no lance seguinte, num escanteio cobrado por Modric Vlasic cabeceou para o fundo do gol. Os africanos ainda tentaram pressionar sem sucesso e, no penúltimo minuto de jogo, Fatawu fez uma bela jogada, mas chutou muito alto ao pegar mal na bola. A vitória assegurou aos croatas a segunda colocação do Grupo L. A Inglaterra, que fez 2x0 no Panamá, no outro jogo do grupo, terminou em primeiro. Apesar da derrota Gana, pelo critério dos terceiros colocados, vai encarar o primeiro do Grupo K. A Croácia melhorou muito seu desempenho, porém, malgrado o empenho de Modric, que se “matou” em campo, ainda não chegou a repetir as boas atuações de copas passadas, mas ganhou uma partida disputada e cheia de emoção. 

EGITO PASSA SUSTO, MAS OBTÉM VAGA INÉDITA

 

Muito embora um modelo estatístico da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que simulou 100 mil partidas entre Egito e Irã, tenha apontado que o Irã com 36,7% de chance de vitória contra 35,1% do Egito, teria mais possibilidades de ganhar, para mim, pelo que vi jogarem, o Egito tinha um leve favoritismo em relação ao Irã, mas, se podia pensar que qualquer resultado não seria inesperado. O inesperado mesmo foi o jogo ter sido disputado num clima dramático e surpreendente do começo ao fim, um jogo que se pode taxar mesmo de inusitado, de incomum por tudo o que aconteceu em campo. Primeiro, querendo me dar razão, logo, aos 4 minutos, Mahmoud Saber abriu o placar para o Egito. Mal saboreado o gol o Irã teve um pênalti a seu favor que o goleiro Shoubir impediu que Taremi convertesse! Este nem estava sendo louvado pela defesa quando, aos 13 minutos, Rezaelan, quase sem ângulo, conseguiu empatar. O jogo continuou frenético, porém com poucas chances reais de gol seja pelas defesas aparecerem para salvar, seja pela falta de uma boa finalização. E passou o intervalo e o segundo tempo não modificou muito as coisas até que chegou, nos acréscimos, a marcar o gol da vitória já aos 47 minutos. O gol, porém, foi anulado por impedimento.  Isto quando, antes, já reclamavam de um pênalti do goleiro egípcio. Aos 52, Ezatolahi ainda meteu uma bola na trave para encerrar uma noite em que o Irã quase se classifica. Fim de jogo Egito e Irã empataram por 1 a 1, em Seattle, pelo grupo G, justamente, a menor probabilidade prevista pelo modelo estatístico da FGV (28,2%). O resultado classificou os egípcios que garantiram o segundo lugar, com 5 pontos se igualhando ao primeiro colocado, a Bélgica, que no outro jogo aplicou 5x1 na Nova Zelândia, ficando com 4 gols de saldo contra 2 do Egito, O Irã, acabou no 3º lugar, o que lhe permite ainda sonhar com a classificação. Vai depender dos resultados para poder avançar entre uma das oito melhores terceiras colocadas. Agora vão torcer contra Argélia, Croácia e RD Congo para garantir sua vaga. Copa, no entanto, é emoção e um gol, mesmo que anulado, no último minuto faz valer a pena ficar acordado.