Monday, June 15, 2026

COSTA DO MARFIM VENCE E SUÉCIA GOLEIA

 


Pois é, antes do jogo, na Filadélfia, os torcedores do Equador vestiram a estátua de Rocky Balboa de amarelo, e o Equador se comportou com a resistência do lutador que, segundo contam, Chuck Wepner deu origem ao personagem, caiu no final. Porém, não se pode negar ao time equatoriano que fez um grande jogo, em especial, no primeiro tempo onde poderia ter feito mesmo dois, três gols. Acertaram duas vezes na trave em gols perdidos incríveis. O jogo foi muito equilibrado, embora a Costa do Marfim, no balanço, tenha sido melhor até por ter trocado alguns jogadores com muito sucesso na segunda etapa. Foi um jogo eletrizante com muitos gols perdidos e muita disputa dos dois lados. A diferença foi que o maior atacante equatoriano não marcou e o da Costa do Marfim sim. Um castigo. Singo escapou pelo lado direito e serviu para Amin Diallo, aos 45 minutos, matar o jogo. E futebol é de quem faz. Costa do Marfim 1x0 Equador. O outro jogo aconteceu no Grupo F, onde já havia existido um 2x2, um empate eletrizante entre Holanda e Japão. Desta vez os suecos não tomaram conhecimento da Tunísia e golearam impiedosamente por 5 a 1 neste domingo (14), em Guadalupe, no México. Assim a equipe de Graham Potter assumiu a liderança da chave mostrando muita força ofensiva com Viktor Gyokeres e Alexander Isak, os dois atacantes mais talentosos da atual geração sueca, que participaram diretamente da vitória. Em alguns momentos a Tunísia até ameaçou, é verdade, mas perdeu gols que não se pode perder numa partida importante. O que vale é o resultado e o resultado foi arrasador para a Suécia.  

Sunday, June 14, 2026

UM GRANDE JOGO E UM EMPATE HERÓICO

 

No grupo E não tive como assistir Alemanha 7x1 Curaçao, que, aliás, foi o que se esperava. Uma goleada alemã. A surpresa é Curaçao ter conseguido fazer um gol.  Já no grupo F a Holanda, jogando contra o Japão, começou tendo a primeira grande chance da partida, aos dois minutos, Malen dentro da grande área, girou e bateu para o gol, mas Suzuki espalmar. O time holandês teve mais a posse de bola, mas não conseguiu criar oportunidades. O Japão até melhorou depois da a hidratação, o Japão, porém sem muita efetividade. Foi ainda a Holanda que teve novamente, aos 33, com Malen, numa cabeçada, a melhor jogada ao obrigar Suzuki a fazer uma boa defesa. Depois, Nakamura e Ueda até tiveram chances, mas nada que alterasse o placar na etapa inicial. No segundo tempo a Holanda voltou a ser melhor de novo trocando passes. E logo, aos cinco minutos, depois de um rebote, Gravenberch cruzou a bola na área para Van Dijk, que sozinho cabeceou no canto. A bola ainda bateu na trave antes de rolar para o fundo das redes.  O jogo parecia ser da Holanda que voltou a trocar passes e dar a impressão que iria predominar quando, inesperadamente, uma bola foi recebida por Nakamura, na entrada da área, que arriscou um chute que desviou em Van Hecke enganando o goleiro Verbruggen. A Holanda tentou retomar as rédeas da partida, porém o jogo ficou meio embolado até que, numa jogada holandesa, Summerville recebeu a bola pelo lado direito, cortou para o meio e bateu para o gol bem no cantinho. Holanda na frente de novo: 2x1. O jogo depois disto, com as trocas de jogadores que foram feitas, se transformou num toma lá, dá cá: uma equipe arriscava, depois a outra. Com a partida se aproximando do fim os japoneses se superaram e buscaram freneticamente buscando o empate e conseguiram de forma heroica.  Numa bola parada, um escanteio, nos minutos finais, mesmo com a desvantagem da altura, Ogawa conseguiu cabecear e a bola desviou na cabeça de Kamada antes de ir parar lá dentro. Com o 2 a 2 não houve tempo para mais nada. Justiça aos guerreiros azuis que não desistiram até o fim. Este sim foi um jogo digno de Copa do Mundo.

Saturday, June 13, 2026

O BRASIL COMEÇOU BEM

 


Vi uma porção de especialistas afirmando que o Brasil foi mal, que o Brasil é fraco, que a atuação contra o Marrocos foi muito ruim. É uma superestimação do nosso time e uma imensa subestimação de Marrocos. Nem levam em conta que a seleção do Marrocos completou 30 jogos de invencibilidade após empatar com o Brasil nesta estreia, A equipe não sabe o que é perder desde agosto de 2025 e ostenta uma das maiores séries sem derrotas do futebol mundial. Pode-se objetar que a grande maioria das vitórias foram contra seleções africanas, mas não se pode dizer que Marrocos não tem uma ótima defesa nem que não tem um ataque rápido e perigoso, bem como que não seja uma seleção que tenha conjunto. Arrisco dizer que se trata de uma seleção que deve estar entre as oito melhores do mundo. Então, sinceramente, não se trata de uma boa análise considerar que o Brasil poderia ganhar fácil. Se ganhasse o Brasil poderia-isto sim- se considerar favorito para ganhar a copa. Considero que, em face da falta de conjunto, da forma como o Brasil chegou nesta copa, um indício muito bom que empatou com Marrocos e, deve-se dizer isto, em muitos momentos impondo seu futebol e dominando o jogo. É verdade o Brasil tomou um sufoco no início do jogo, mas não levou gol. Levou, aliás quando estava se impondo. E, é fácil dizer o que fazer quando não se está em campo, mas o gol marroquino não foi um erro de defesa. Foi a qualidade do futebol que eles praticam. Um passe maravilhoso, digno de Didi ou de Gerson e o aproveitamento perfeito de Saibari, extremamente rápido. O empate de Vini foi uma jogada individual. Foi, mas, o Brasil, que sofreu muito depois, estava melhor. Poderia ter ganho, poderia ter perdido. Alisson pegou, no fim, uma bola salvadora. Sim, porém, o Brasil poderia ter feito um gol em algumas oportunidades. Foi um jogo difícil, um jogo muito parelho. Eles, os marroquinos, comemoraram o empate. Nós devemos comemorar também. Este time marroquino tem muita qualidade a começar do goleiro Bono, Hakimi, um craque excepcional, Mazraoui, Brahim Diaz, Buaddi, arrassou no meio campo, e Saibari, entre outros sabem jogar muito. Estou mais otimista com o time brasileiro. Passou pelo seu primeiro teste difícil. E este, em qualidade, foi o melhor jogo da Copa até agora.  Antes não tive como assistir, mas, pelo grupo B, Catar e Suíça empataram em 1x1 também. 


Friday, June 12, 2026

EUA DEMONSTRA FORÇA GOLEANDO O PARAGUAI

 


No segundo dia, com a abertura da Copa 2026 nas outras duas sedes, tivemos pelo Grupo B Canadá x Bósnia. Duas seleções que não possuem uma tradição de futebol, mas se esperava que fossem fazer um jogo disputado e fizeram. Logo no começo a Bósnia ditou as ações exercendo um forte abafa, mas os visitantes, mesmo melhores, deixaram a partida se equilibrar. E estavam perdendo controle quando numa cobrança de escanteio, aos 20 minutos, uma bola desviada pelo Kolasinac, de leve, no primeiro poste, para  o atacante Lukic, sem precisar nem pular, fez o que sabe fazer: colocar a bola na rede. O Canadá, a partir daí tentou, tentou no primeiro tempo sem sucesso. No segundo, já aos 33 minutos, numa rápida troca de passes pelo meio, Promise David serviu Larin na área. O camisa 9 girou e no quique da bola finalizou para marcar um gol muito comemorado. E depois, apesar do Canadá tentar mais não se conseguiu ver muita coisa. Uma partida razoável que serviu para, com o 1x1, o país sede comemorar seu primeiro ponto numa Copa. Diferente foi o jogo dos Estados Unidos contra o Paraguai no Grupo D. Nos primeiros movimentos parecia que seria um jogo igual. Não foi. Os norte-americanos se impuseram de uma forma avassaladora e deixaram os paraguaios tontos no primeiro tempo. Talvez porque o primeiro gol, um gol contra de Bobadilla, aconteceu logo aos 6 minutos. O Paraguai não conseguiu se compactar o que facilitava a troca de passes feita com rapidez pelos atacantes comandados por Pulisic que passeou no gramado. Em certos momentos os paraguaios ficaram completamente desorganizados, batendo cabeça do que se aproveitou, principalmente Balogun, que fez dois gols. Os 3x0 do primeiro tempo ficaram barato. No segundo tempo, com trocas, inclusive as saídas de Pulisic e Balungon, depois, já não existia o mesmo ímpeto. Havia o sentimento de que a partida estava ganha. E com a diminuição do ritmo os paraguaios até fizeram um gol de Maurício, mas, sempre estiveram vulneráveis, e acabaram, nos acréscimos, levando outro gol de Reyna: 4X1. Os EUA mostraram conjunto e força. Vão dar trabalho.

COREIA DO SUL VIRA EM CIMA DA REPÚBLICA TCHECA

 


Aconteceu no Estádio Akron, em Guadalajara, a segunda partida da copa e do grupo A entre Coreia do Sul e República Tcheca. Apesar de muito movimentado, e com emoção, não foi um grande jogo. Desde o início a  Coreia do Sul esteve no comando da partida com muito mais posse de bola, embora criando poucas oportunidades reais e só em intervalos, na base do esforço, a Tchéquia conseguiu equilibrar um pouco o jogo. Depois da hidratação Son teve as melhores chances que perdeu. Uma delas, a melhor, chutando em cima do goleiro Kovár. O primeiro tempo terminou sem gols. No segundo a Coreia voltou com mais disposição e parecia que a qualquer momento faria o seu gol. Até porque os tchecos tentavam sem muita coordenação e mais pela bola aérea. E, em futebol, normalmente, se cumpre a máxima de que quem não faz leva. O impensável aconteceu: um gol tcheco. E de forma inusitada. s tchecos abrirem o placar num lateral cobrado na área. Coufal, aos 13 minutos, cobrou um lateral e lançou a bola na pequena área. O zagueirão Krejcí veio de frente ganhando da defesa e, numa cabeçada fatal, marcou o primeiro gol da partida.  A seleção coreana não se abateu continuando no mesmo ritmo e, aos 21 minutos, Hwang In-Beom recebeu um ótimo passe de Lee Kang-In, invadiu a área, driblou, com um corte, o zagueiro e o goleiro tchecos, que ficou no chão, e com uma cavadinha tão lenta, que pareceu até que se o zagueiro se jogasse teria tirado, morreu mansamente no fundo das redes. Um belo gol. Os tchecos, que somente conseguiam chegar bem em bolas paradas, numa delas até fizeram um gol, mas em impedimento. E, aos 34 minutos, veio a virada. Seung-Ho fez um lançamento para In-Beom, que cruzou rasteiro para Hyeon-Gyu, assediado por um zagueiro, encostar na bola do jeito que deu, mas entrou. Festa da torcida coreana. A equipe tcheca depois até tentou empatar, mas, em duas oportunidades o goleiro Seung-Gyu salvou a pátria. Assim se encerrou a primeira rodada do Grupo A. Os dois times ganhadores desta primeira rodada, México e Coreia do Sul, vão se enfrentar, neste mesmo estádio, pela liderança da chave, enquanto, os perdedores, a Tchéquia e a África do Sul, jogarão em Atlanta procurando recuperar o prejuízo.

Thursday, June 11, 2026

CASA CHEIA NA FESTA MEXICANA

 


Como tem sido comum no primeiro jogo de copa do mundo o futebol de México e África do Sul não foi lá essas coisas, embora tenha sido uma grande festa para os torcedores que foram para o estádio Azteca. O dono da casa ganhou sem grandes problemas, sem susto nenhum e não precisou nem de sorte nem de esforço para ganhar, o que também não permite que se tenha uma visão do que poderá fazer nesta copa. Não há dúvida que foi uma partida disputada, até acirrada mesmo, com umas faltas claramente desnecessárias. A África do Sul, porém é uma equipe muito frágil defensivamente e, ao que parece, para reforçar sua defesa abriu mão de ser mais ofensiva. A questão é que a sua defesa é muito fraca. E mesmo sem uma pressão tão forte por parte do México entregou a rapadura bem cedo. Com a bola dominada pelo goleiro William este entregou para Sithole que perdeu a bola e Quiñones não perdoou, com um chute forte, aos oito minutos, fez o primeiro gol da copa. O jogo prosseguiu depois sem grandes novidades com o México sendo mais efetivo e dominando as ações sem, contudo, ser muito eficiente. O primeiro tempo terminou com um único chute a gol dos africanos do sul, o que demonstra o domínio mexicano. O segundo tempo não foi muito diferente: um domínio claro mexicano e erros seguidos do time africano. E, logo aos  4 minutos, a expulsão bem feita do Sithole, que fez uma falta próxima da área em Gutiérrez, facilitou tudo ainda mais.  E a forma do jogo indicava ser uma questão de tempo para ser liquidado. E, aos 21 minutos, realmente, isto aconteceu com Raúl Jiménez aproveitando de cabeça um lançamento de Alvarado. Daí para a frente não houve mais muita coisa. A África do Sul ficou com dez jogadores depois de Zwane fazer falta em Alvarado.  Com dois jogadores a menos o restava era impedir o terceiro que o time mexicano buscou até os minutos finais da partida. Nos acréscimos o zagueiro Montes, do México, recebeu cartão vermelho por impedir uma chance de gol da equipe da África do Sul. E foi só: 2x0 ficou de bom tamanho. O juiz brasileiro Wilton Pereira Sampaio fez um bom trabalho. Tranquilo, seguro, fez o que devia fazer com discrição e expulsou quem devia expulsar. Teve uma atuação ativa, é verdade, sem, no entanto, influir no resultado, que, aliás, se deve mais à própria África do Sul. Quiñones foi o nome do jogo. Pelo gol e pela atuação.

 

Sunday, December 18, 2022

A ÉPICA E SOFRIDA VITÓRIA DO TANGO

 


A Argentina e a França decidiram, neste domingo, a Copa do Mundo do Catar no Estádio Lusail. E, para alegria de quem assistiu, proporcionaram um jogo épico, um dos grandes jogos que deixarão saudades de uma copa que foi muito disputada e com as equipes muito equiparadas, sem dúvida, graças a internacionalização do futebol. O que vimos, no primeiro tempo, foi o time argentino entrar em campo com a disposição de quem entrou para ganhar, uma garra de final de Libertadores. Aliás, sob um verdadeiro clima de Bombonera com a torcida gritando como se já houvesse ganho. E tudo pareceu confirmar a confiança dela, de vez que a Argentina tomou as rédeas da partida e, aos 21 minutos, numa jogada individual, Di Maria foi derrubado por Dembelé. Pênalti, que, Messi, implacável, transformou no primeiro gol do jogo. A França não conseguia, apesar de tentar, equilibrar o jogo. Os passes não davam certo. Não chutou uma vez sequer ao gol. Mas, tentava. E, numa das tentativas, aos 35 minutos, Messi, com um passe magistral, iniciou um contra-ataque perfeito, que foi parar nos pés de Di Maria para selar o segundo gol da Argentina. E com 2x0 o jogo foi para a segunda fase. O tempo passava da sua metade, no segundo tempo, no mesmo diapasão, de forma que se esperava apenas que o tempo passasse para os argentinos levantassem a taça quando, seu Inesperado de Almeida, incorporou-se por meio de Kolo Muani, que também foi derrubado na área por Otamendi. O tango, de uma hora para a outra, perdeu a harmonia porque Mbappé, frio e mais infalível do que Bruce Lee, balançou as redes e incendiou o time francês. E o drama argentino se configurou, de vez, dois minutos depois, quando Coman tomou a bola de Messi e iniciou a jogada em que Mbappé, depois de tabelar, fez seu segundo gol. O tango parecia morrer com o inesperado 2x2. E assim tudo continuou até o encerramento da segunda fase. E, pasmem, eram os franceses que, agora, faziam festa. E, confesso, nesta altura, xingava o técnico Lionel Scaloni. A razão foi porque visivelmente o time argentino estava mais cansado e, ao contrário, do técnico francês, alterou muito pouco (e tarde) o time. Ainda assim, no primeiro tempo da prorrogação, qualquer um poderia ter tido um lance de sorte e matado a partida. Não aconteceu. Foi acontecer aos 3 minutos do segundo tempo da prorrogação depois que Messi tocou para Enzo Fernández e, este, tocou com açúcar para Lautaro Martinez rebater, uma defesa espetacular, mas, infelizmente, nos pés de Messi: gol!! O tango, no entanto, é uma música sofrida, trágica. E a tragedia voltou a aparecer, aos 10 minutos, quando a bola bateu no braço aberto de Montiel: pênalti. E Mbappé deu números definitivos à partida: 3x3. Veio a roleta russa dos pênaltis. Bateram primeiro, sem perdão, Mbappé e Messi. Coman e Tchouaméni perderam. O que não aconteceu com Dybala, Paredes e Montiel. Acabou a disputa e o tango soou triunfal. Trágico e vitorioso. Uma vitória suada e merecida, que faz justiça ao time argentino. Soube superar as dificuldades e teve, como era de se esperar, em Messi seu maestro. Sem esquecer que Di Maria foi decisivo. Salve a Argentina, a grande campeã da Copa do Mundo do Catar.

CROÁCIA GANHA O TERCEIRO LUGAR

 


A disputa entre Croácia e Marrocos pelo terceiro lugar nesta Copa do Catar gerou um jogo muito movimentado. Os times vieram a campo com modificações em relação as últimas partidas. E a Croácia, com mais espaço dado pelos marroquinos, que não conseguiram impor uma marcação alta, começaram a trocar muitos passes no meio de campo e pressionar o time adversário. Impressionante é que, como em outras oportunidades, o gol acabou saindo de uma jogada ensaiada. Numa cobrança de falta levantaram a bola para Perisic, livre na área, que escorou de cabeça na medida para Gvardiol subir para estufar a rede aos seis. A alegria, no entanto, durou apenas dois minutos porque, logo em seguida, também de falta, cobrada por Ziyech lançou na área e Dari, diante do vacilo da zaga, tornou tudo igual. Com o empate a equipe de Walid Regragui partiu para cima, cheia de entusiasmo, mas como já havia acontecido contra a França, por mais que Boufal e En-Nesryi procurassem ter poder ofensivo a falta de precisão nos passes prejudicou muito a eficiência nos ataques. Com isto a Croácia foi recuperando-se e tomando conta do jogo tanto que Modric andou dando um chute traiçoeiro que quase dá certo não fosse a competência de Bono que ainda pegou um outro chute depois de ter espalmado. Perisic e Kramaric deram trabalho sem êxito. E, como a persistência acaba dando certo, aos 42 minutos, aproveitando a vulnerabilidade da zaga, depois de uma troca de passes na entrada da área, Kovacic enfiou a bola para Orsic, que bateu com muita força, tocou  no travessão e entrou: 2x1. A Croácia voltou melhor no segundo tempo e Orsic, Kovaric e Kramaric estiveram fazendo jogadas e tornando seu time mais incisivo e, também, sem resultado concreto. Marrocos continuou a só ter alternativas com Ounahi e Boufal. Restritos deram novas oportunidades e Vlasic, tocando na saída de Bono, colocou a bola pertinho da meta. Também existiu um lance duvidoso em cima de Gvardiol, porém, mesmo com a revisão do VAR, o arbitro mandou seguir. Os marroquinos não se entregram. Foram com mais vontade ainda. E quase levam  a partida para prorrogação , quando numa jogada  de Attiat-Allah  e En-Nesryi a bola passou por toda a zaga e Livakovic só observou a bola passar por cima do travessão. O time de Marrocos acabou exausto. Fez o que podia fazer. E a Croácia ficou com o terceiro lugar.

FRANÇA SOFRE PARA SUPERAR MARROCOS E CHEGAR NA FINAL

 


Não se pode dizer que não foi uma boa semifinal. A verdade é que foi mesmo que, em alguns momentos, tenha faltado, principalmente a Marrocos ser mais incisivo nas jogadas de ataque, mas provou que não tem apenas uma boa defesa. E olhe que sofreu um baque terrível, de vez que, quase aos cinco minutos, num erro de sua zaga, Mbappé foi travado duas vezes, porém a bola sobrou para Theo Hernández, de voleio, fazer 1x0. Marrocos. Não restou alternativa para o time de Walid Regragui senão ir para cima. E foi com vontade. Logo, aos 9 minutos, Ouhani tentou de fora da área. Hakimi e Ziyech foram para cima e deram trabalho aos franceses. Faltava mais precisão mesmo assim, aos 43 minutos, El Yamiq, de bicicleta, obrigou o goleiro Lloris a fazer uma grande defesa para evitar o gol. É claro que a França, com mais espaço, também teve seus momentos, graças a rapidez de Mbappé e Dembelé. Giroud foi quem andou mais perto acertando a trave e desperdiçando uma outra oportunidade. Não esteve num bom dia e foi substituído. No segundo tempo, Marrocos aumentou ainda mais a pressão. Efetivamente começou a trocar passes melhores e a gostar do jogo pressionando, e sobrecarregando o lado esquerdo da defesa francesa- lado de Mbappé, que não voltava para marcar. Os liderados por Regragui tomaram conta do jogo, começaram a forçar e levar perigo. Impressionante foi que, ao final, tiveram 61% da posse do bola, o que não seria de se esperar contra o time francês, bem como chutaram 13 vezes, enquanto os franceses chutaram 14, mas tiveram igualdade nos chutes que atingiram a meta: apenas 3  de cada lado. Mas, como esta copa provou sobejamente, ter a bola não significa nada se  não se faz o que é necessário, o gol. E, quando mais Marrocos parecia próximo de conseguir fazer, aos 34 minutos, numa  tabela de Mbappé com Thuram, que fez uma grande jogada no meio da zaga marroquina, acabou por bater e a bola desviada  sobrou limpa para o atacante Kolo Muani, que havia acabado de entrar para fazer o segundo gol. Foi a pá de cal nos marroquinos. A França não fez um grande jogo. Fez o suficiente para vencer e foi merecido pela falta de eficiência de Marrocos, que sai com a melhor campanha de uma equipe africana nas copas. Não é pouco. Destaque para Antoine Griezmann, o melhor da partida, e para Mbappé, que não fez gol, no entanto, é sempre um jogador rápido, de visão de jogo e que incomoda muito qualquer defesa. E também merece destaque Lloris, pois, nas três vezes que o time precisou dele conseguiu impedir que Marrocos chegasse nas suas redes. Agora a França vai enfrentar a Argentina na final. É um duelo de gigantes onde não existe favoritismo. Alias, chegam à final duas das seleções que sempre foram consideradas favoritas. Mbappé terá, agora, a chance de provar que o futebol europeu está em outro patamar. Pode estar sim. Mas, deve considerar também que, do outro lado, está seu companheiro de equipe, Messi, um jogador, que igual a ele, pode fazer muita diferença. Será o último e mais difícil jogo desta Copa. Reúne, sem favor algum, as duas equipes que conseguiram superar melhor os seus problemas , qualquer uma que ganhar, terá merecido.

 

Tuesday, December 13, 2022

A ARGENTINA ESTÁ NA FINAL DA COPA DO CATAR

 


Quando a bola rolou no Lusail, entre Argentina e Croácia, a partida parecia muito equilibrada. Com a estratégia de controlar a posse de bola, a Croácia com a marcação adiantada, em certos momentos, até mesmo pareceu controlar o jogo, pelo menos, um pouco depois da metade do 1ª tempo. A igualdade se desvaneceu, por encanto, quando, aos 31 minutos, Enzo Fernández fez um lançamento para Álvarez, que conseguiu se desvencilhar dos zagueiros Lovren e Gvardiol, tocou para fora, porém foi derrubado por Livakovic. Pênalti apontado na hora. Coube a Messi a cobrança que foi uma paulada no alto e no meio do gol. Placar aberto sem piedade e campo aberto para a Argentina se impor com uma facilidade que não se esperava. Já, aos 38 minutos, Álvarez, depois de um desafogo de um ataque croata, recebeu de Messi, na altura do meio-campo, disparou em alta velocidade, ganhando as divididas de Juranovic e Sosa, contando com um pouco de sorte, para ficar diante de Livakovic e desviar para fazer o segundo. Virou festa. Quase que a Argentina amplia, aos 41, numa cabeçada de Mac Allister, que o goleiro defendeu por instinto. Só, aos 44 minutos, tiveram algum perigo, com Juranovic cruzando para Martínez espalmar e Pasalic mandar por cima. No segundo tempo, a esperança de que houvesse qualquer reação foi se dissipar quando, logo, aos 12 minutos, Messi fez uma tabela com Enzo Fernández, chutou e Livakovic teve que se esticar para espalmar. Era o sinal de que estava com fome de bola e quando está assim, em seus dias de brilho, Messi sempre apronta. E, desta vez, não foi diferente, pois, aos 24 minutos, pegou a bola na lateral e avançou sobre os zagueiros até ao lado da área e lá, quase sem espaço, fez uma jogada espetacular pela direita, passando sem ter espaço por Gvardiol, no fim do campo, para servir  a  Julian Álvarez, que marcou o terceiro gol. Um gol e uma assistência de mestre bastaram para fazer a diferença nesta partida. Há quem discuta, e Modric foi um deles, o pênalti. Discussão inútil. A Croácia perdeu  o jogo no meio do campo. E aí, houve um outro grande jogador, quase invisível nesta partida, que deu uma aula tática no jogo: Lionel Scaloni. Ao contrário do Brasil, que deixou Modric, Brozovic e Kovacic jogarem, ele escalou Enzo Fernandes para marcar o primeiro e empurrou três outros meias em campo, de forma que jogaram com quatro volantes contra três, tendo sempre na sobra MacAllister ou Paredes impedindo os croatas de ter tanta posse de bola e oportunidades como tiveram contra o Brasil. A constatação é de que a Argentina sobrou e, com todos os méritos, vai disputar a final da Copa do Catar.