Sunday, July 12, 2026

NOVA REGRA FACILITA O CAMINHO DA ARGENTINA

 


Quando os times entraram em Kansas City, segundo os supercomputadores, a Argentina possuía um forte favoritismo, variando entre 53,6% e 58,1% de probabilidade de vitória no tempo normal, e cerca de 70% de chances de avançar às semifinais da Copa do Mundo 2026. Nos primeiros cinco minutos não foi o que se viu em campo até que, aos 10 minutos, fruto de um escanteio, uma bola parada, Mac Allister tocou de cabeça para fazer 1x0. Depois, mesmo com a Suíça passando a mandar no jogo, de fato, não conseguiu assustar a meta defendida por Dibu Martinez, mas também a Argentina não criou novas oportunidades. Mal começou o segundo tempo, a Suíça teve a sua melhor chance de todo o jogo com Ndove demorando e permitindo uma entrada providencial de Lisandro Martinez. A Suíça mandava em campo sem conseguir o gol de empate até que, aos 22 minutos, numa jogada bem urdida pela esquerda, Ndoye recebeu na lateral do gol e bateu cruzado por baixo das pernas de um vencido Dibu para deixar tudo igual: 1 a 1. Tudo indicava que as dificuldades seriam dobradas para os argentinos, porém numa jogada em que Embolo justificou o nome de “corpo estranho que provoca a embolia”, realmente, conseguiu embolar o jogo. O juiz deu um amarelo para Paredes, mas, depois com a intervenção do VAR, seguindo uma nova regra, trocou o amarelo para Embolo por simulação, seguido do vermelho, pois já tinha um cartão.  A Suíça com 10 em campo, o jogo se converteu em ataque contra defesa.  A vantagem numérica da Argentina tornou a partida uma questão de tempo, e paciência, para quebrar o ferrolho suíço. O que somente aconteceu na prorrogação, aos 7 minutos da segunda etapa, quando Flaco López deu um passepara Julián Alvarez acertar um chute no ângulo: 2 a 1. No final, com os suíços em desespero procurando um empate, num contra-ataque Lautaro Martínez fechou a tampa do caixão. A Argentina, aos trancos e barrancos, vai enfrentar a Inglaterra nas semifinais. Os argentinos, é claro, depois de outro enorme sofrimento comemoraram ruidosamente. No entanto, embora eles não tenham nada a haver com isto, foi mais uma partida em que uma decisão dos árbitros influiu decisivamente no resultado. A partida foi muito prejudicada, e a Suíça também, com uma expulsão que, a meu ver, é meio esdrúxula. Qual o sentido de uma simulação distante da área, numa parte lateral do campo? No mínimo seria preciso considerar a dificuldade de intenção do jogador. Afinal, o que parece razoável, ele vinha caindo ( e já havia levado um toco do jogador anterior) e é bem possível que tenha se desequilibrado. Aproveitou para cavar a falta? Talvez. Só me parece que a interpretação que foi dada, com o amarelo, beneficiou inteiramente o outro time. Não que esteja advogando uma teoria da conspiração, mas sim, o que parece sintomático nesta Copa, há uma falta de critério que prejudicou muito a beleza do futebol.

Saturday, July 11, 2026

BELLINGHAM BRILHA E FAZ A DIFERENÇA


Já se sabia que o duelo entre Inglaterra e Noruega seria complicado. Nenhuma das duas fez campanhas brilhantes, mas ambas contavam com dois dos maiores artilheiros da atualidade: Kane e Haaland. A Inglaterra vinha com o terceiro ataque mais eficiente da competição -atrás de França e Argentina- com 14 gols marcados contra 10 da Noruega, e sofrera apenas 5 gols, diante dos 9 noruegueses. Números que justificavam o favoritismo inglês. Mas o passado não garante o presente.  Até a pausa para hidratação, nenhuma oportunidade real de gol foi criada. A Inglaterra chegou mais perto aos 22 minutos, quando O'Reilly mandou para fora após cruzamento. Com a Noruega marcando em linhas altas, os ingleses tinham 70% de posse, mas não transformavam o domínio em perigo.  Na volta, a Noruega trabalhou melhor. Aos 34 minutos, Haaland assustou com uma cabeçada defendida por Pickford. Pouco depois, Berg desarmou Kane na intermediária e lançou Schjelderup pela esquerda, que finalizou cruzado com precisão notável: um golaço. Sorloth quase ampliou num contra-ataque, mas demorou para finalizar e acabou travado pela defesa.  Quando a reação inglesa parecia improvável, Antony Gordon avançou pela esquerda aos 46 minutos e serviu Bellingham na entrada da área. Com rapidez fantástica, o meia infiltrou entre os zagueiros noruegueses e desviou do goleiro de canhota: 1x1. Kane ainda balançou as redes, mas estava impedido. Na etapa final, a Noruega voltou pressionando. Após escanteio, Heggem marcou na segunda trave, mas o VAR anulou: Haaland empurrara um adversário sem a bola. O árbitro mandou repetir a cobrança e, na nova tentativa, o próprio camisa 9 norueguês não conseguiu marcar. Os noruegueses só voltaram a ameaçar aos 30 minutos. Num escanteio, Pickford afastou com soco, a bola sobrou para Aursnes, que finalizou com desvio de Ajer na trave. Haaland, no rebote, mandou por cima do travessão. Saka ainda incomodou duas vezes, mas o placar não se alterou. Prorrogação. Logo aos dois minutos do primeiro tempo extra, Kane obrigou Nyland a uma grande defesa em cabeçada. O goleiro não teve a mesma sorte ao dar rebote num chute de longa distância de Rogers. Quem apareceu? Bellingham, de novo, para marcar o segundo gol.  A Noruega buscou reagir e quase conseguiu quando o árbitro assinalou pênalti em Oscar Bobb. Revisado o lance, o VAR apontou que não houve falta. No segundo tempo da prorrogação, apesar das boas chances de ambos os lados, o placar não mudou. A Inglaterra administrou a vantagem até o fim.

 


MERINO MARCA NO FIM E LEVA ESPANHA AS SEMIFINAIS

 


A Espanha contra a Bélgica era a grande favorita com uma probabilidade, segundo os supercomputadores, de 69,5%, quando entrou no SoFi Stadium, em Inglewood, subúrbio de Los Angeles, nos Estados Unidos. Porém, no campo, como pensei, as coisas deveriam ser complicadas na medida em que os espanhóis apresentaram uma campanha extremamente eficiente na defesa e seu ataque deixou a desejar. E as coisas transcorreram dentro do figurino esperado. Com a Espanha com mais posse de bola, trocando passes no campo de ataque sem conseguir ter poder ofensivo.  Por outro lado, o ataque belga também não funcionou bem com a apatia de Jérémy Doku, do qual se esperava mais, de forma que o time belga pouco agrediu em contra-ataques, deixando a situação espanhola bem mais confortável. O técnico Luis de la Fuente, insatisfeito, fez alguns ajustes, na pausa para hidratação, buscando tornar sua equipe mais agressiva. E deu certo. Numa das primeiras jogadas, aos 30 minutos, Pedro Porro tabelou com Lamine Yamal e cruzou para a área. Dani Olmo apareceu para cabecear com Thibaut Courtois fazendo uma grande defesa de Courtois. O problema foi o rebote, Fabián Ruiz aproveitou para completar para o gol fazendo 1x0. Surpreendente foi que, aos 41 minutos, a Bélgica, que não havia feito nada, chegou ao empate pelo lado direito, Castagne cruzou na primeira trave.  Charles De Ketelaere antecipou-se à marcação, testou a bola com firmeza e, pela primeira vez, nesta Copa a defesa espanhola sentiu o amargor de um gol: 1x1.   Com o gol encerrou-se a invencibilidade de 650 minutos de Unai Simon, um recorde que abrangeu todas as partidas anteriores desta Copa. Não sofreu gol em seis partidas consecutivas. O segundo tempo foi mais amarrado ainda. Com as duas equipes, sensivelmente, com receio de levar um gol com as duas equipes controlando mais a bola e arriscando menos passe, definitivamente, a qualidade e a  emoção foram para o brejo. Uma mudança crucial aconteceu antes da pausa da hidratação: Courtois sentiu a parte posterior da coxa. No seu lugar, entrou Senne Lammens. E virou o grande culpado da derrota quando, aos 88 minutos, Pau Cubarsí chutou de fora da área. Lammens bateu roupa e ele, sempre ele, entrando depois e fazendo gol, Mikel Merino, decidiu fazendo o segundo gol. Com a vitória por 2x1 a Espanha, depois de 16 anos estará numa semifinal, tendo como adversário a França. O confronto europeu vai decidir um dos finalistas da Copa do Mundo de 2026. Sendo previsto  para a próxima terça-feira (14), às 16h (horário de Brasília), no AT&T Stadium, em Arlington, subúrbio de Dallas, nos Estados Unidos.

 

Thursday, July 09, 2026

A FRANÇA PASSEOU CONTRA MARROCOS

 


A França era franca favorita e, para corroborar isto se lançou ao ataque. Marrocos foi só defesa. O domínio francês foi explicito, mas nem tanto na posse de bola (52%) e sim no número de finalizações 13 vezes contra apenas uma finalização dos marroquinos, aos 49 minutos, numa cobrança de falta de Hakimi, aliás, descalibrada. Até Mbappé, que é sua maior estrela, desperdiçou um pênalti, aos 27 minutos. Nem parecia ele, pois cobrou muito mal antes reclamou com o árbitro da demora para a cobrança ser autorizada, enquanto o lance era revisado pelo VAR. Mazraoui havia dado um carrinho e derrubado Mbappé dentro da área, num contra-ataque iniciado por Doué e puxado por Olise. Bono fez a defesa. Marrocos quando teve a bola (44% de posse), tocou mais no seu campo defensivo, tendo pouquíssimas jogadas ofensivas. Como havia apostado numa zebra, a de que Marrocos iria derrubar um dos favoritos quando Mbappé perdeu o jogo pensei, sinceramente, que, o que, de fato, no fundo era mais torcida do que senso de realidade. O problema é que Mbappé repetiu Messi: perdeu pênalti, mas fez o dele em seguida. E foi logo, aos 14 minutos, quando Doué dominou a bola e serviu Mbappé. O atacante dominou e, de frente para a marcação de Diop, chutou de perna direita com efeito, fazendo uma curva, para abrir o placar. Um golaço!  Os marroquinos reclamaram de um toque de mão em momento anterior da jogada, mas o árbitro não considerou. Depois do gol Marrocos não parecia capaz de empatar e, de fato, o golpe definitivo veio, aos 20 minutos, com Dembélé partindo em velocidade pelo meio-campo, ajeitando com a perna direita e chutando rasteiro no lado direito de. Bono, que ainda  tocou na bola sem conseguir salvar: 2x0.  Depois até que a bola ficou bastante com Marrocos, porém mais em trocas de passes que com algum efeito ofensivo, de modo que o placar não foi mais alterado. E a França, pelo terceiro Mundial consecutivo, sobrou para chegar as semifinais provando que, realmente, é um dos grandes favoritos ao título. Festa francesa. Porém, devo assinalar que Marrocos não reeditou suas melhores atuações, pois foi muito pouco efetivo no ataque, bem como, em momento algum, pareceu o time ousado que sempre foi com jogadas pelas pontas. Há a questão da qualidade da França? Sim. O que me incomodou, no entanto, foi a acomodação do time marroquino somente tocando a bola nunca me deu a impressão que partiria para cima para mudar o jogo como fez outras vezes. E, quando levou o gol tive nitidamente a sensação de que a França havia vencido. Mbappé foi a grande figura do jogo. Bono brilhou no primeiro tempo.

Wednesday, July 08, 2026

SUIÇA ELIMINA COLÔMBIA NAS PENALIDADES

 


A Colômbia apresentava um retrospecto assustador: desde a última rodada da fase de grupos de 2018, na Rússia, a Colômbia (não disputou em 2022) acumulava seis jogos de invencibilidade no torneio. Mesmo que isto contasse, além dos cinco jogos deste ano, a eliminação para a Inglaterra nas oitavas da Copa de 2018, quando perdeu nos pênaltis depois de um empate em 1 a 1 no tempo normal. Porém, a campanha colombiana fazia, nesta edição,  era das melhores com cinco jogos, três vitórias e dois empates. Líder isolada do Grupo K, com 7 pontos, com o feito de ter empatado quando já havia vencido Uzbequistão e RD Congo. E superaram Gana  na fase de 16 avos, vencendo por 1 a 0 com gol de Arias. Em campo, porém as coisas foram muito complicadas. Apesar dos colombianos procurarem comandar o jogo, em Vancouver, os suíços mostraram qualidade e acabaram tendo momentos de superioridade, principalmente depois de terem voltado para o segundo tempo quando atacaram com perigo por meio de Sow, aos 2 minutos, após bela jogada de Ndoye, e depois aos 7, em cobrança de falta de Rieder. Embora houvesse tentativas não se viu um jogo com muitas chances reais e tudo caminhou para o empate sem gols. E foi a seleção comandada por Murat Yakin que teve a última grande chance dos noventa minutos ao silenciar as arquibancadas repletas de colombianos, aos 45 do segundo tempo, com  Ndoye recebendo pela direita e enchendo o pé, batendo cruzado sem direção, mas assustando os presentes. Na prorrogação o jogo continuou muito estudado e  sem muitas chances. O time de Néstor Lorenzo, de tanto insistir,  quase deu resultado na, talvez, melhor oportunidade de todos os 120 minutos, quando a bola  caiu nos pés de Campaz, na frente do goleiro Kobel.  O colombiano isolou e chutou por cima, desperdiçando o que poderia ser a 'bola do jogo' e levando à Colômbia a encarar os pênaltis novamente.  Na primeira cobrança Quintero fez. E Xhaka igualou. Depois Davinson Sánchez acertou no travessão, a bola foi no chão e não entrou. Já Amdouni deslocou Vargas e fez 2x1 Suiça. Campaz marcou: 2x2.  Depois Akanji isolou. O momento de euforia colimbiana passou logo. Kobel pegou a bola de Cucho Hernández mesmo tendo batido forte no canto direito. Uma grande defesa. Veio Itten e fez: 3x2. Luis Díaz, com frieza, não deixou cair a peteca, mas Vargas classificou os suíços. Invicta a Suíça se garantiu entre os oito melhores e vai pegar como adversário a atual campeã Argentina, em Kansas City. No  sábado (11), programado paras às 22h (de Brasília).


Tuesday, July 07, 2026

UMA VIRADA QUASE NA HORA DO DESESPERO

 

Antes das oitavas começar havia o prognóstico percentual das seleções que ganhariam nas oitavas, que seriam França, 86% de chances matemáticas; Marrocos possui 65,7%; o Brasil 64,7%. Inglaterra com 55,6%; Espanha é favorita com 59,8%; Estados Unidos com 50,3; Argentina com 78,9% e Colômbia 53%. Eram bons prognósticos, embora considerasse altas as percentagens do Brasil e da Argentina, considerava que ambos ganhariam. Em relação ao restante quis palpitar apostando em Portugal e Suíça. Quem me surpreendeu foi a Bélgica, que passeou sobre os EUA. A Noruega ganhar do Brasil era muito possível. A Argentina seria favorita na base de uns 58%. E os “Hermanos”, em Atlanta, tentaram impor seu jogo nos primeiros cinco minutos. Não deu. O Egito equilibrou a posse mantendo   uma marcação agressiva. Além de fechar os espaços, subiu a marcação e passou a explorar os ataques pelos lados. E, aos 14 minutos, com Yasser cabeceando para as redes depois de um cruzamento de Attia fez o gol: 1x0. Seja porque o Egito deu mais espaço para o adversário, seja porque os argentinos começaram a correr mais em campo aconteceram boas oportunidades de empatar. A melhor chance veio com um pênalti, aos 20, que Messi bateu mal, por sinal com muita similaridade ao pênalti batido por Bruno Guimarães.  Foi-se a chance do empate com a defesa de Shobeir.  O goleiro egípcio, depois faria mais duas boas defesas, em cabeceio de Mac Allister e num chute de Álvarez. Messi ainda acertou a trave na cobrança de uma falta. Terminou o primeiro tempo e no segundo novamente voltou a pressão argentina até que, aos 12 minutos, numa recuperação de bola da defesa Hassan saiu jogando, passou por dois marcados, com uma caneta em Tagliafico, e deu um passe para Salah, que lançou Zico na esquerda. O atacante finalizou na saída do goleiro fazendo o segundo. Aí apareceu o anulou o gol por falta na origem. O arbitro Francois Letexier revisou o vídeo assinalando que Attia pisou em Lisandro Martínez ao roubar a bola na linha de fundo. A tentativa de pressão dos argentinos continuou, mas, de novo, depois de Messi cobrar um escanteio no primeiro poste, a defesa tirou, com a bola sendo empurrada para um contra-ataque com Salah. Hassan recebeu na direita e deu um passe rasteiro para Zico bater de forma inapelável: 2x0.  Nem assim a Argentina desistiu e de tanto martelar, com Messi se esbaldando em campo, por fim conseguiu, aos 34 minutos, num ataque em que apostou no cruzamento, Messi levantou no primeiro poste, e Romero cabeceou no canto esquerdo de Shobeir para diminuir: 2x1. E aos 38, veio o empate Messi cruzou na segunda trave, Martínez ajeitou para o meio da área, e Montiel empurrou para Messi, que bateu forte no alto: 2x2. E veio os acréscimos, quase no final Salah tentou driblar na área e perdeu a bola no ataque. Daí partiu um contra-ataque. Onde Lautaro foi lançado na direita e cruzou para a área. Bem postado Enzo Fernández cabeceou no canto esquerdo, tirando de Shobeir. Virada argentina: 3x2. Messi compensou com enorme esforço e determinação o cansaço e o talento que não fluiu em certas ocasiões. Deu o esperado, mas a Turquia assustou muito e vendeu caro sua eliminação.

Monday, July 06, 2026

UMA FESTA BELGA NOS EUA

 


Teoricamente este seria o jogo mais equilibrado das oitavas de final. Como não disseram nada disto para a Bélgica, então aconteceu o que ninguém esperava. Ela começou a tomar conta do jogo cedo criando problemas, enquanto os EUA não conseguiam criar nada no ataque, enquanto na defesa ficaram perdidos sem encaixar uma boa marcação. E o surpreendente porque, como novidades, haviam entrado nos lugares de De Bruyne e Doku, que eram titulares, Lukébakio e nos lugares dos astros De Bruyne e Doku, Raskin e Lukébakio que foram muito bem, A Bélgica desfilou em campo e dominou o primeiro tempo de ponta a ponta. E só bastaram oito minutos para De Ketelaere marcar seu primeiro gol. A jogada começou com Trossard recebendo na linha de fundo e cruzando da esquerda, Freeman afastou mal, Raskin pegou a bola e bateu cruzado para De Ketelaere, livre na pequena área, só empurrar para o gol vazio. 1 a 0. O jogo continuou melhor para os belgas até que fizeram uma falta, aos 30 minutos, em Balogun, na entrada da meia lua. Tilmann bateu a bola desviou na barreira deixando Courtois vencido: 1x1. Logo depois, aos 32, De Ketelare repetiu a dose. Trossard ao receber na esquerda, fez uma grande jogada indo na linha de fundo contra dois e cruzando. De Ketelaere, no alto, ganhou de Ream e fez 2 a 1. Nem deu tempo para a comemoração dos americanos comemorarem direito. O primeiro tempo foi todo belga e só não conseguiu terminar com uma vitória maior porque Castagne, Tielemans e Lukébakio perderam grandes chances. Na volta do segundo tempo um lance, aos 6 minutos, causou muita reclamação da torcida quando Pulisic recebeu na entrada da área, armou o chute, que Pulisic recebe na entrada da área, arma o chute e cai, Tielemans com um biquinho havia tirado a bola e ele chutou foi a perna do outro.  Árbitro próximo não marcou a falta nem deu bolasa para a  revolta a torcida no estádio. Mas foi o americano quem chutou o volante belga no lance. e cai na chegada de Thelemas. Árbitro não marca falta e revolta a torcida no estádio. Claramente nas imagens  foi o americano quem chutou o volante belga no lance. Aos 11 minutos, Freese saiu do gol para cortar um lançamento para De Ketelaere, mas travou o pé no gramado, com De Ketelaere aproveitando para dar um toque para Vanaken, que chegou batendo para o gol vazio. Ream ainda bateu na bola embaixo da trave sem  conseguir desviar o suficiente: 3 a 1. Os EUA tentaram muito sem capacidade de criação enquanto os belgas tocavam a bola passando o tempo até que, nos acréscimos, da defesa dos EUA errou de novo, Vanaken roubou a bola de Richards, com Lukaku recebendo na área para bater no cantinho e consumar a goleada: 4 a 1!


NO APAGAR DAS LUZES ESPANHA ELIMINA PORTUGAL

 

O jogo começou disputado, sem qualquer seleção se sobressair. Aos poucos, porém, o talento espanhol começou a fazer a diferença. Com maior posse de bola foi encaixando a sua estratégia de forma mais eficaz, muito embora os portugueses fossem agressivos nas respostas houve um maior domínio espanhol. Aos 15 minutos,  Lamine Yamal, pela esquerda, cortou para o meio e bateu no ângulo. Diogo Costa defendeu. Na sobra, Baena obrigou o goleiro a fazer mais uma defesa muito difícil. Muito depois, já no final da etapa, Portugal entrou no jogo. Bruno Fernandes cruzou na segunda trave para João Félix. O camisa 11 desviou para trás, e Cristiano Ronaldo finalizou para o gol, mas sem muita força. Unai Simón fez a defesa. Depois, Nuno Mendes finalizou no travessão. Apesar das chances para os dois lados, as seleções foram para o intervalo sem marcar. No segundo tempo, o jogo se repetiu com domínio maior para os espanhóis parando numa defesa compacta e segura. O tempo passando e Yamal tentando fazer diferença. Aos 36, recebeu na ponta esquerda, na entrada da área, e não passou por Nuno Mendes. Logo depois passou o passe para a área não encontrou ninguém. Com Yamal cercado e Oyarzabal muito pouco inspirado, então, De La Fuente buscou alternativas para encontrar espaços. Trouxe do banco de reservas para destrancar a muralha portuguesa Mikel Merino e Ferrán Torres que tornaram o ataque espanhol mais intensos mesmo com as chances aparecendo pouco, a Espanha permaneceu com a estratégia de decidir ainda no tempo normal e, no apagar das luzes, Mikel Merino sofreu uma falta na intermediária. Cobrou rapidamente e bola rodou até cair nos pés de Ferrán Torres, que devolveu uma assistência na medida para Merino bater na saída de Diogo Costa, colocando a Espanha nas quartas de finais da Copa do Mundo. Agora a Fúria segue viva no Mundial, a única equipe sem sofrer gols, e aguarda pelo vencedor do confronto entre Estados Unidos x Bélgica. Não importa o adversário nas quartas de finais os espanhóis, mesmo num jogo sem grande brilho, carimbaram seu favoritismo para o próximo jogo e aparecem como um sério candidato a serem os campeões desta Copa de 2026. 


INGLATERRA SUPERA MÉXICO EM JOGO DRAMÁTICO ATÉ O FIM

 


O México jamais havia perdido uma partida no seu estádio. E com o apoio de 80 mil torcedores partiu para cima da Inglaterra de forma compacta e massacrante que somente não deu certo porque os ingleses se defenderam como podiam e quando a defesa foi ultrapassada Pickford fez uma defesa milagrosa. Tudo parecia indicar que uma hora a casa iria cair. O inesperado foi que, aos 36 minutos, Saka recebeu na ponta direita, passou por Gallardo e cruzou para a área. A bola passou por todo mundo, inclusive Kane, indo parar na segunda trave onde Bellingham de peixinho fez 1x0. Não se teve tempo de ver a capacidade de reagir do México porque, aos 37 minutos, Anderson roubou a bola serviu a Kane, que invadiu a área e lançou rasteiro para Bellingham, que se antecipou a que e mandou para fundo das redes: 2x0. Surpreendentemente os mexicanos não se entregaram com uma resistência forte para aceitar o resultado forma para cima e, aos 42 minutos, uma bola lançada na área inglesa bateu em Konsa e sobrou livre para Quiñones com um chute forte e alto estufar as redes de Pickford: 2x1. Aos 47 minutos foi Jiménez quem recebeu um cruzamento pelo alto. Ele subiu sozinho e cabeceou no ângulo direito. Pickford voou na bola mandando para escanteio. No minuto seguinte, cobrado o escanteio, Jiménez ajeitou de cabeça. Montes recebeu livre, mas, Bellingham afastou o perigo novamente. Novo escanteio para o México e foi a vez do Konsa afastar. E terminou o primeiro tempo com o México com um pouco mais de posse de bola, 56% a 44%, o que não refletia a pressão que deram nos ingleses. O segundo tempo foi de uma batalha épica. Mesmo com os mexicanos tentando pressionar em busca do empate foi O’Reilly que, aos cinco minutos, acertou a trave. Três minutos começou o drama maior da partida quando Quansah foi expulso pelo VAR por uma entrada violenta em Gallardo. Com um a menos faltanto tanto tempo os ventos pareciam soprar uma mudança dos rumos da partida. A vantagem numérica, no entanto, não impediu que, logo, aos 15 minutos,  Rangel derrubasse Gordon dentro da área. O árbitro de vídeo marcou o pênalti. Harry Kane bateu, impiedosamente, no canto direito para fazer 3 a 1, O drama voltaria a ficar com tons mais negros seis minutos depois com Kane defendendo uma bola e atingindo Gutiérrez dentro da área. O árbitro marcou pênalti e Raúl Jiménez, aos 23 minutos, converteu; 3x2. Empurrados pela Empurrados pela torcida, com um a mais, a seleção mexicana foi, na base do esforço e raça, tentar reverter o placar diante de uma defesa desesperada dos ingleses que, quando foi superada, teve o placar mantido pelo goleiro Pickford. Assim, com todo o tempero de uma disputa de Copa, o México amargou uma eliminação dolorosa que premiou a equipe inglesa por sua determinação,

 

Sunday, July 05, 2026

COM DOIS GOLS DE HAALAND BRASIL DÁ ADEUS À COPA

 


Foi um primeiro tempo de muito equilíbrio no primeiro tempo em Nova Jersey. Mas a Noruega teve 64% da posse de bola porque o Brasil ficou esperando na maior parte do tempo para um poder ter um contra-ataque em em velocidade. Os noruegueses balançaram a rede com Berg, que foi anulado por impedimento de Sorloth. Aos 9 minutos, Matheus Cunha foi derrubado na área, e o árbitro marcou penalidade com apoio do VAR. Bruno Guimarães não bateu bem e o goleiro Nyland, que foi o grande nome da partida junto com Haaland, fez a defesa. Inclusive aos 40 minutos Nyland voltou a salvar a Noruega aos 40, em grande defesa em chute de Vini Jr. Aos 47, Alisson fez ótima defesa em finalização de Odegaard, mantendo o placar zerado. Na volta do segundo tempo o jogo continuo amarrado. Carlo Ancelotti tentou mudar o rumo com Endrick, que substituiu Matheus Cunha, aos 12 minutos, que teve  uma ótima oportunidade logo com um minuto quando entrou. Vini Jr. deu um passe para Endrick na velocidade. Ele conduziu e tocou na saída de Nyland, a bola para fora. Aos 18, Rayan serviu Bruno Guimarães e Nyland fez uma ótima intervenção, porém estava em impedimento no lance. Neymar, e Danilo Santos substituiram Rayan e Gabriel Martinelli, mas  a inspiração ofensiva não esperava, Depois, aos 30 minutos, a Noruega teve uma boa chance, com Schjelderup, que arriscou bom chute e fez Alisson defender. Ancelotti colocou no meio de campo aos 33 minutos Ederson em lugar de tBruno Guimarães tentando melhorar o meio de campo. Logo depois, num cruzamento de Schjleuderup pela esquerda, na ´primeira bola que chegou para ele Haaland mostrou, ao cabecear forte e certeiro, sem chances para Alisson porque é o maior artilheiro em atividade no futebol atual. E foi ele, novamente, que selou a sorte do jogo quando, nos acréscimos, quando já se sentia o nervosismo da eliminação pelo desespero  como o Brasil tentou atacar que, ao receber na quina da área e, com espaço, deu um chutou rasteiro e cruzado, superando as pernas de um zagueiro e deixando o goleiro brasileiro vencido. Depois Neymar ainda diminuiu, no final, cobrando um pênalti já sem a menor possibilidade de mudar a eliminação. A Noruega segue na Copa do Mundo e vai esperar o vencedor de México x Inglaterra, para saber quem será seu adversário.  O Brasil, por sua vez, completa o quinto jogo sem conseguir vencer a Noruega e, agora, chega ao maior período sem títulos na sua história da  Copa do Mundo, com 28 anos desde que foi pentacampeã em 2002, mesmo intervalo entre 1930 e 1958, que teve menos edições. Foi também a pior campanha brasileira desde 1990, quando o Brasil perdeu, nas oitavas de final, para a Argentina. A verdade é que não se pode perder pênalti em jogo de mundial. E o grande mérito da Noruega é o do que o Brasil sempre considerou ser o essencial no futebol: jogar bonito e ser eficiente. Foi o que a Noruega fez. E precisamos bater palmas, principalmente para Haaland e o goleiro Nyland, difícil dizer qual foi o melhor dos dois.


SÓ COM PÊNALTI FRANÇA SUPERA RETRANCA PARAGUAIA

 


A França venceu o Paraguai por 1 a 0 neste sábado (4), no Lincoln Financial Field, na Filadélfia, e, agora, nas quartas de final da Copa do Mundo de 2026, irá enfrentar Marrocos. Apesar de muita pressão sobre o adversário, os franceses tiveram o gostinho de vivenciar um pouco o clima de Libertadores, principalmente no primeiro tempo com muita catimba e faltas nem sempre necessárias para parar o jogo. O Paraguai montou uma linha de cinco defensores e fechou os espaços de seu campo. Assim a imensa posse de bola (74%) não se transformou em chances reais de gol. Tanto que, somente aos   21 minutos, com um chute de fora da área de Koné, que foi desviado, houve algum perigo. O time de Didier Deschamps, sem conseguir penetrar na área nem finalizar, se irritou com as chegadas do Paraguai. O sorriso de Mbappé desapareceu e ele iniciou uma confusão com Cubas, reclamou de Galarza sem repercussão até porque levou um toque que o tirou da jogada e enfeitou muito indo ao chão. E foi tudo o que aconteceu no tempo inicial que terminou com o empate sem gols. Na volta a França rodou a bola, e o Paraguai continuou fechando os espaços numa repetição do primeiro tempo. Apenas aos nove minutos, Koné encheu o pé de longa distância para Gill realizar uma boa defesa. A pressão da França permaneceu sem sucesso até queDoué entrou na área driblando e caiu depois do contato com Diego Gómez, O árbitro mandou o jogo seguir com os franceses pedindo pênalti, Depois do fim de um contra-ataque do Paraguai, no entanto, o árbitro  f Ilgiz Tantashev foi chamado ao VAR. Mbappé bateu, com a frieza que costuma:1x0..  A bola no canto esquerdo rasteira, enquanto Gill ia para o outro lado. Em busca do empate o Uruguai passou a correr contra o tempo e tentar pressionar mais o time europeu que deu o troco: passou a usar o tempo a seu favor catimbando também. De forma que, com pouca criação, só, aos 42 minutos, Junior Alonso chutou da entrada da área para fora. Mbappé, em seguida, obrigou Gill a fazer uma boa intervenção. Aos 45, Maurício bateu cruzado para o goleiro Mike Maignan fez a defesa. Porém foi Kylian Mbappé quem teve a melhor chance de gol, nos acréscimos, com Gill fazendo duas defesas  milagrosas para evitar o segundo gol francês. E ficou no 1 a 0.  Os jornais franceses exaltaram a vitória afirmando que os “bleus” superaram a muralha, apesar do desgaste. O fato marcante é que faltou velocidade (o que o técnico francês atribuiu ao calor) e sem brilho. O jogo foi muito duro, com o estilo malicioso próprio dos uruguaios. No fim, como o que vale é o resultado, a França passou para a fase seguinte.