DOIS ARTILHEIROS CRUÉIS: MBAPPÉ E HAALAND
O jogo o entre França e Iraque,
pela 2ª rodada do Grupo I da Copa do Mundo, no Lincoln Financial
Field, na Filadélfia, nos Estados Unidos, não foi um jogo comum. Não só por o 100º
jogo pela seleção francesa de Mbappé, mas também por ter sido paralisado às
18h58 e voltado às 21h, o que totalizou duas horas e dois minutos de suspensão,
devido ao protocolo de segurança dos Estados Unidos com a previsão de
tempestade de raios. As fortes chuvas já haviam impedido muitos torcedores de
chegar ao estádio. Houve um atraso de 52 minutos na abertura dos portões. E a
França começou com tudo e Mbappé seguiu colecionando recordes ao abrir o placar,
aos 13 minutos do primeiro tempo. Olise deixou Mbappé livre, que implacável, chutou de fora da área. O atacante deu uma
pancada de perna esquerda para abrir o placar. Porém depois disto a França não
conseguia furar o bloqueio da defesa. Somente na volta do segundo tempo, muito
tempo depois por causa do protocolo, o zagueiro atrasou mal para o goleiro
iraquiano, que deixou a bola correr, facilitando que Mbappé recebesse sozinho para
fazer o segundo gol francês. Depois Dembelé, em boa jogada do ataque, também
livre fez o terceiro e tudo virou só administração. Mbappé foi o grande nome da
partida completando 16 gols em copas. No outro jogo do dia, pelo mesmo grupo, a Noruega venceu Senegal por 3 a 2 e empataram
em pontos na liderança do Grupo com a França, que
ainda é líder pelo saldo de gols. Mesmo predominando na maior parte do tempo a Noruega
não conseguia abrir o placar. O que só aconteceu aos 42 minutos, com Pedersen,
que entrou no lugar de Ryerson - lesionado. O segundo tempo foi bem mais emocionante,
pois mal começado Haaland ampliou. Senegal se acertou mais e voltou para o jogo
com um gol de Sarr, minutos depois. Mal comemoraram e, logo depois, o
artilheiro Haaland apareceu, como cometa que é, de novo, depois de uma confusão
na área, tocou com maestria para fazer seu segundo gol: 3x1. Os noruegueses pensaram
em administrar a partida sem problemas, mas, isto não aconteceu. No final Sarr
voltou a marcar, diminuiu o placar e tocou fogo no jogo a ponto dos noruegueses
respirarem aliviados com o apito final. Haaland, o segundo e cruel artilheiro
da noite, foi o grande nome do jogo.


