DEU ESPANHA NO DIA DA QUEDA DA BASTILHA
Embora o jogo, em que os
franceses eram favoritos, tivesse um certo equilíbrio na etapa inicial ainda
assim foram os espanhóis estiveram ligeiramente melhor e criaram as principais
oportunidades da etapa inicial. E, ainda por cima, contaram com a sorte, de vez
que, aos 19 minutos, Lucas Digne tentou afastar a bola, rápido Lamine Yamal se
aproximou sem que percebesse, e o defensor lhe acertou um chute dentro da área.
Pênalti indiscutível. Oyarzabal cobrou
no canto esquerdo, um pouco alto, Maignan caiu, no lado certo, sem conseguir
fazer a defesa. Para piorar as coisas, aos 28 minutos, o zagueiro Saliba, com
problema físico, caiu no gramado e foi substituído por Lacroix. O primeiro
tempo, com a França mostrando dificuldades para pressionar e tirar a desvantagem
no placar terminou sem maiores problemas para a meta espanhola. Na etapa final,
mesmo correndo atrás do prejuízo, os franceses voltaram sem conseguir aumentar
o ritmo e, em certos momentos, até mesmo apáticos. Com isto o time francês começou
a gostar do jogo e se impor, de tal forma que, aos 13 minutos, Porro fez uma
ótima boa tabela com Olmo, e recebeu de frente para o goleiro e não teve
perdão: 2 a 0. O técnico francês Deschamps fez trocas na equipe para tentar dar
maior capacidade de pressão, o que não aconteceu em campo. Apesar da posse de
bola equilibrada foi tão nítido o domínio dos espanhóis que o primeiro chute na
meta dos franceses somente foi ocorrer aos 35 minutos depois de uma lambança de
Unai Simón. O goleiro saiu da área para tentar afastar, errou a bola, e Doué
arriscou de fora da área, Unai se recuperou e impediu que o ataque francês
funcionasse. Num dia em que Mbappé não fez gol, Dembélé também, bem marcados,
sumiram a movimentação rápida da equipe e a capacidade de fazer gols, de forma
que a Espanha se transformou na única equipe desta Copa em que a França não fez
gol. Sem uma ofensiva forte francesa, aliás, o time de Luis de la Fuente se aproveitando
do desespero do rival partiu para cima e quase chegou ao terceiro com Yamal, porém
o gol foi anulado por impedimento do atacante. A Seleção francesa até tentou,
só que de forma desorganizada, nervosa, e Mbappé foi o único a conseguir
finalizar de fora da área. Ficou a impressão geral- não tão verdadeira assim-
de que a Espanha não sofreu, principalmente no segundo tempo, quando aumentou o
placar e a segurança, aplicação tática, e com a troca de passes segurou o
resultado para ir disputar uma final dezesseis anos depois. De quebra, com a
vitória sobre os franceses no dia da Queda da Bastilha, superou o prognóstico
dos supercomputadores que apontavam a França como favorita com 57,7% para
ganhar o jogo e colocaram para fora a equipe tida como mais provável campeão
apontada pela imprensa e pelos supercomputadores (por esses a Espanha era a 2ª
opção). Agora isto é passado. A Espanha, que me pareceu muito boa na defesa,
mas sem capacidade ofensiva, está na final esperando quem vem de Inglaterra x
Argentina.

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