Friday, June 12, 2026

COREIA DO SUL VIRA EM CIMA DA REPÚBLICA TCHECA

 


Aconteceu no Estádio Akron, em Guadalajara, a segunda partida da copa e do grupo A entre Coreia do Sul e República Tcheca. Apesar de muito movimentado, e com emoção, não foi um grande jogo. Desde o início a  Coreia do Sul esteve no comando da partida com muito mais posse de bola, embora criando poucas oportunidades reais e só em intervalos, na base do esforço, a Tchéquia conseguiu equilibrar um pouco o jogo. Depois da hidratação Son teve as melhores chances que perdeu. Uma delas, a melhor, chutando em cima do goleiro Kovár. O primeiro tempo terminou sem gols. No segundo a Coreia voltou com mais disposição e parecia que a qualquer momento faria o seu gol. Até porque os tchecos tentavam sem muita coordenação e mais pela bola aérea. E, em futebol, normalmente, se cumpre a máxima de que quem não faz leva. O impensável aconteceu: um gol tcheco. E de forma inusitada. s tchecos abrirem o placar num lateral cobrado na área. Coufal, aos 13 minutos, cobrou um lateral e lançou a bola na pequena área. O zagueirão Krejcí veio de frente ganhando da defesa e, numa cabeçada fatal, marcou o primeiro gol da partida.  A seleção coreana não se abateu continuando no mesmo ritmo e, aos 21 minutos, Hwang In-Beom recebeu um ótimo passe de Lee Kang-In, invadiu a área, driblou, com um corte, o zagueiro e o goleiro tchecos, que ficou no chão, e com uma cavadinha tão lenta, que pareceu até que se o zagueiro se jogasse teria tirado, morreu mansamente no fundo das redes. Um belo gol. Os tchecos, que somente conseguiam chegar bem em bolas paradas, numa delas até fizeram um gol, mas em impedimento. E, aos 34 minutos, veio a virada. Seung-Ho fez um lançamento para In-Beom, que cruzou rasteiro para Hyeon-Gyu, assediado por um zagueiro, encostar na bola do jeito que deu, mas entrou. Festa da torcida coreana. A equipe tcheca depois até tentou empatar, mas, em duas oportunidades o goleiro Seung-Gyu salvou a pátria. Assim se encerrou a primeira rodada do Grupo A. Os dois times ganhadores desta primeira rodada, México e Coreia do Sul, vão se enfrentar, neste mesmo estádio, pela liderança da chave, enquanto, os perdedores, a Tchéquia e a África do Sul, jogarão em Atlanta procurando recuperar o prejuízo.

Thursday, June 11, 2026

CASA CHEIA NA FESTA MEXICANA

 


Como tem sido comum no primeiro jogo de copa do mundo o futebol de México e África do Sul não foi lá essas coisas, embora tenha sido uma grande festa para os torcedores que foram para o estádio Azteca. O dono da casa ganhou sem grandes problemas, sem susto nenhum e não precisou nem de sorte nem de esforço para ganhar, o que também não permite que se tenha uma visão do que poderá fazer nesta copa. Não há dúvida que foi uma partida disputada, até acirrada mesmo, com umas faltas claramente desnecessárias. A África do Sul, porém é uma equipe muito frágil defensivamente e, ao que parece, para reforçar sua defesa abriu mão de ser mais ofensiva. A questão é que a sua defesa é muito fraca. E mesmo sem uma pressão tão forte por parte do México entregou a rapadura bem cedo. Com a bola dominada pelo goleiro William este entregou para Sithole que perdeu a bola e Quiñones não perdoou, com um chute forte, aos oito minutos, fez o primeiro gol da copa. O jogo prosseguiu depois sem grandes novidades com o México sendo mais efetivo e dominando as ações sem, contudo, ser muito eficiente. O primeiro tempo terminou com um único chute a gol dos africanos do sul, o que demonstra o domínio mexicano. O segundo tempo não foi muito diferente: um domínio claro mexicano e erros seguidos do time africano. E, logo aos  4 minutos, a expulsão bem feita do Sithole, que fez uma falta próxima da área em Gutiérrez, facilitou tudo ainda mais.  E a forma do jogo indicava ser uma questão de tempo para ser liquidado. E, aos 21 minutos, realmente, isto aconteceu com Raúl Jiménez aproveitando de cabeça um lançamento de Alvarado. Daí para a frente não houve mais muita coisa. A África do Sul ficou com dez jogadores depois de Zwane fazer falta em Alvarado.  Com dois jogadores a menos o restava era impedir o terceiro que o time mexicano buscou até os minutos finais da partida. Nos acréscimos o zagueiro Montes, do México, recebeu cartão vermelho por impedir uma chance de gol da equipe da África do Sul. E foi só: 2x0 ficou de bom tamanho. O juiz brasileiro Wilton Pereira Sampaio fez um bom trabalho. Tranquilo, seguro, fez o que devia fazer com discrição e expulsou quem devia expulsar. Teve uma atuação ativa, é verdade, sem, no entanto, influir no resultado, que, aliás, se deve mais à própria África do Sul. Quiñones foi o nome do jogo. Pelo gol e pela atuação.

 

Sunday, December 18, 2022

A ÉPICA E SOFRIDA VITÓRIA DO TANGO

 


A Argentina e a França decidiram, neste domingo, a Copa do Mundo do Catar no Estádio Lusail. E, para alegria de quem assistiu, proporcionaram um jogo épico, um dos grandes jogos que deixarão saudades de uma copa que foi muito disputada e com as equipes muito equiparadas, sem dúvida, graças a internacionalização do futebol. O que vimos, no primeiro tempo, foi o time argentino entrar em campo com a disposição de quem entrou para ganhar, uma garra de final de Libertadores. Aliás, sob um verdadeiro clima de Bombonera com a torcida gritando como se já houvesse ganho. E tudo pareceu confirmar a confiança dela, de vez que a Argentina tomou as rédeas da partida e, aos 21 minutos, numa jogada individual, Di Maria foi derrubado por Dembelé. Pênalti, que, Messi, implacável, transformou no primeiro gol do jogo. A França não conseguia, apesar de tentar, equilibrar o jogo. Os passes não davam certo. Não chutou uma vez sequer ao gol. Mas, tentava. E, numa das tentativas, aos 35 minutos, Messi, com um passe magistral, iniciou um contra-ataque perfeito, que foi parar nos pés de Di Maria para selar o segundo gol da Argentina. E com 2x0 o jogo foi para a segunda fase. O tempo passava da sua metade, no segundo tempo, no mesmo diapasão, de forma que se esperava apenas que o tempo passasse para os argentinos levantassem a taça quando, seu Inesperado de Almeida, incorporou-se por meio de Kolo Muani, que também foi derrubado na área por Otamendi. O tango, de uma hora para a outra, perdeu a harmonia porque Mbappé, frio e mais infalível do que Bruce Lee, balançou as redes e incendiou o time francês. E o drama argentino se configurou, de vez, dois minutos depois, quando Coman tomou a bola de Messi e iniciou a jogada em que Mbappé, depois de tabelar, fez seu segundo gol. O tango parecia morrer com o inesperado 2x2. E assim tudo continuou até o encerramento da segunda fase. E, pasmem, eram os franceses que, agora, faziam festa. E, confesso, nesta altura, xingava o técnico Lionel Scaloni. A razão foi porque visivelmente o time argentino estava mais cansado e, ao contrário, do técnico francês, alterou muito pouco (e tarde) o time. Ainda assim, no primeiro tempo da prorrogação, qualquer um poderia ter tido um lance de sorte e matado a partida. Não aconteceu. Foi acontecer aos 3 minutos do segundo tempo da prorrogação depois que Messi tocou para Enzo Fernández e, este, tocou com açúcar para Lautaro Martinez rebater, uma defesa espetacular, mas, infelizmente, nos pés de Messi: gol!! O tango, no entanto, é uma música sofrida, trágica. E a tragedia voltou a aparecer, aos 10 minutos, quando a bola bateu no braço aberto de Montiel: pênalti. E Mbappé deu números definitivos à partida: 3x3. Veio a roleta russa dos pênaltis. Bateram primeiro, sem perdão, Mbappé e Messi. Coman e Tchouaméni perderam. O que não aconteceu com Dybala, Paredes e Montiel. Acabou a disputa e o tango soou triunfal. Trágico e vitorioso. Uma vitória suada e merecida, que faz justiça ao time argentino. Soube superar as dificuldades e teve, como era de se esperar, em Messi seu maestro. Sem esquecer que Di Maria foi decisivo. Salve a Argentina, a grande campeã da Copa do Mundo do Catar.

CROÁCIA GANHA O TERCEIRO LUGAR

 


A disputa entre Croácia e Marrocos pelo terceiro lugar nesta Copa do Catar gerou um jogo muito movimentado. Os times vieram a campo com modificações em relação as últimas partidas. E a Croácia, com mais espaço dado pelos marroquinos, que não conseguiram impor uma marcação alta, começaram a trocar muitos passes no meio de campo e pressionar o time adversário. Impressionante é que, como em outras oportunidades, o gol acabou saindo de uma jogada ensaiada. Numa cobrança de falta levantaram a bola para Perisic, livre na área, que escorou de cabeça na medida para Gvardiol subir para estufar a rede aos seis. A alegria, no entanto, durou apenas dois minutos porque, logo em seguida, também de falta, cobrada por Ziyech lançou na área e Dari, diante do vacilo da zaga, tornou tudo igual. Com o empate a equipe de Walid Regragui partiu para cima, cheia de entusiasmo, mas como já havia acontecido contra a França, por mais que Boufal e En-Nesryi procurassem ter poder ofensivo a falta de precisão nos passes prejudicou muito a eficiência nos ataques. Com isto a Croácia foi recuperando-se e tomando conta do jogo tanto que Modric andou dando um chute traiçoeiro que quase dá certo não fosse a competência de Bono que ainda pegou um outro chute depois de ter espalmado. Perisic e Kramaric deram trabalho sem êxito. E, como a persistência acaba dando certo, aos 42 minutos, aproveitando a vulnerabilidade da zaga, depois de uma troca de passes na entrada da área, Kovacic enfiou a bola para Orsic, que bateu com muita força, tocou  no travessão e entrou: 2x1. A Croácia voltou melhor no segundo tempo e Orsic, Kovaric e Kramaric estiveram fazendo jogadas e tornando seu time mais incisivo e, também, sem resultado concreto. Marrocos continuou a só ter alternativas com Ounahi e Boufal. Restritos deram novas oportunidades e Vlasic, tocando na saída de Bono, colocou a bola pertinho da meta. Também existiu um lance duvidoso em cima de Gvardiol, porém, mesmo com a revisão do VAR, o arbitro mandou seguir. Os marroquinos não se entregram. Foram com mais vontade ainda. E quase levam  a partida para prorrogação , quando numa jogada  de Attiat-Allah  e En-Nesryi a bola passou por toda a zaga e Livakovic só observou a bola passar por cima do travessão. O time de Marrocos acabou exausto. Fez o que podia fazer. E a Croácia ficou com o terceiro lugar.

FRANÇA SOFRE PARA SUPERAR MARROCOS E CHEGAR NA FINAL

 


Não se pode dizer que não foi uma boa semifinal. A verdade é que foi mesmo que, em alguns momentos, tenha faltado, principalmente a Marrocos ser mais incisivo nas jogadas de ataque, mas provou que não tem apenas uma boa defesa. E olhe que sofreu um baque terrível, de vez que, quase aos cinco minutos, num erro de sua zaga, Mbappé foi travado duas vezes, porém a bola sobrou para Theo Hernández, de voleio, fazer 1x0. Marrocos. Não restou alternativa para o time de Walid Regragui senão ir para cima. E foi com vontade. Logo, aos 9 minutos, Ouhani tentou de fora da área. Hakimi e Ziyech foram para cima e deram trabalho aos franceses. Faltava mais precisão mesmo assim, aos 43 minutos, El Yamiq, de bicicleta, obrigou o goleiro Lloris a fazer uma grande defesa para evitar o gol. É claro que a França, com mais espaço, também teve seus momentos, graças a rapidez de Mbappé e Dembelé. Giroud foi quem andou mais perto acertando a trave e desperdiçando uma outra oportunidade. Não esteve num bom dia e foi substituído. No segundo tempo, Marrocos aumentou ainda mais a pressão. Efetivamente começou a trocar passes melhores e a gostar do jogo pressionando, e sobrecarregando o lado esquerdo da defesa francesa- lado de Mbappé, que não voltava para marcar. Os liderados por Regragui tomaram conta do jogo, começaram a forçar e levar perigo. Impressionante foi que, ao final, tiveram 61% da posse do bola, o que não seria de se esperar contra o time francês, bem como chutaram 13 vezes, enquanto os franceses chutaram 14, mas tiveram igualdade nos chutes que atingiram a meta: apenas 3  de cada lado. Mas, como esta copa provou sobejamente, ter a bola não significa nada se  não se faz o que é necessário, o gol. E, quando mais Marrocos parecia próximo de conseguir fazer, aos 34 minutos, numa  tabela de Mbappé com Thuram, que fez uma grande jogada no meio da zaga marroquina, acabou por bater e a bola desviada  sobrou limpa para o atacante Kolo Muani, que havia acabado de entrar para fazer o segundo gol. Foi a pá de cal nos marroquinos. A França não fez um grande jogo. Fez o suficiente para vencer e foi merecido pela falta de eficiência de Marrocos, que sai com a melhor campanha de uma equipe africana nas copas. Não é pouco. Destaque para Antoine Griezmann, o melhor da partida, e para Mbappé, que não fez gol, no entanto, é sempre um jogador rápido, de visão de jogo e que incomoda muito qualquer defesa. E também merece destaque Lloris, pois, nas três vezes que o time precisou dele conseguiu impedir que Marrocos chegasse nas suas redes. Agora a França vai enfrentar a Argentina na final. É um duelo de gigantes onde não existe favoritismo. Alias, chegam à final duas das seleções que sempre foram consideradas favoritas. Mbappé terá, agora, a chance de provar que o futebol europeu está em outro patamar. Pode estar sim. Mas, deve considerar também que, do outro lado, está seu companheiro de equipe, Messi, um jogador, que igual a ele, pode fazer muita diferença. Será o último e mais difícil jogo desta Copa. Reúne, sem favor algum, as duas equipes que conseguiram superar melhor os seus problemas , qualquer uma que ganhar, terá merecido.

 

Tuesday, December 13, 2022

A ARGENTINA ESTÁ NA FINAL DA COPA DO CATAR

 


Quando a bola rolou no Lusail, entre Argentina e Croácia, a partida parecia muito equilibrada. Com a estratégia de controlar a posse de bola, a Croácia com a marcação adiantada, em certos momentos, até mesmo pareceu controlar o jogo, pelo menos, um pouco depois da metade do 1ª tempo. A igualdade se desvaneceu, por encanto, quando, aos 31 minutos, Enzo Fernández fez um lançamento para Álvarez, que conseguiu se desvencilhar dos zagueiros Lovren e Gvardiol, tocou para fora, porém foi derrubado por Livakovic. Pênalti apontado na hora. Coube a Messi a cobrança que foi uma paulada no alto e no meio do gol. Placar aberto sem piedade e campo aberto para a Argentina se impor com uma facilidade que não se esperava. Já, aos 38 minutos, Álvarez, depois de um desafogo de um ataque croata, recebeu de Messi, na altura do meio-campo, disparou em alta velocidade, ganhando as divididas de Juranovic e Sosa, contando com um pouco de sorte, para ficar diante de Livakovic e desviar para fazer o segundo. Virou festa. Quase que a Argentina amplia, aos 41, numa cabeçada de Mac Allister, que o goleiro defendeu por instinto. Só, aos 44 minutos, tiveram algum perigo, com Juranovic cruzando para Martínez espalmar e Pasalic mandar por cima. No segundo tempo, a esperança de que houvesse qualquer reação foi se dissipar quando, logo, aos 12 minutos, Messi fez uma tabela com Enzo Fernández, chutou e Livakovic teve que se esticar para espalmar. Era o sinal de que estava com fome de bola e quando está assim, em seus dias de brilho, Messi sempre apronta. E, desta vez, não foi diferente, pois, aos 24 minutos, pegou a bola na lateral e avançou sobre os zagueiros até ao lado da área e lá, quase sem espaço, fez uma jogada espetacular pela direita, passando sem ter espaço por Gvardiol, no fim do campo, para servir  a  Julian Álvarez, que marcou o terceiro gol. Um gol e uma assistência de mestre bastaram para fazer a diferença nesta partida. Há quem discuta, e Modric foi um deles, o pênalti. Discussão inútil. A Croácia perdeu  o jogo no meio do campo. E aí, houve um outro grande jogador, quase invisível nesta partida, que deu uma aula tática no jogo: Lionel Scaloni. Ao contrário do Brasil, que deixou Modric, Brozovic e Kovacic jogarem, ele escalou Enzo Fernandes para marcar o primeiro e empurrou três outros meias em campo, de forma que jogaram com quatro volantes contra três, tendo sempre na sobra MacAllister ou Paredes impedindo os croatas de ter tanta posse de bola e oportunidades como tiveram contra o Brasil. A constatação é de que a Argentina sobrou e, com todos os méritos, vai disputar a final da Copa do Catar.

Monday, December 12, 2022

O FAVORITISMO E AS PROBABILIDADES MUDAM COM A BOLA ROLANDO

 


Antes da Copa do Mundo do Catar haviam 8(oito) equipes que eram consideradas favoritas. O Brasil, a Argentina, a França, a Bélgica, a Espanha, a Alemanha, a Inglaterra e a Holanda. Muitos sites até retiravam a Holanda e apostavam somente em sete. Nas oitavas de finais, no entanto, desta lista já haviam saído a Alemanha e a Bélgica. E nas quartas não chegou a Espanha. Depois foram embora também o Brasil, a Holanda e a Inglaterra, ou seja, dos considerados favoritos, e eram os melhores colocados no ranking a Fifa, só a Argentina e a França chegam as semifinais. E, hoje, continuam como favoritos para chegar a final. Tanto a França quanto a Argentina são considerados, não sem sólidas razões, os times mais fortes. O problema é que, num torneio rápido, de apenas sete partidas, uma partida ruim ou a incapacidade de fazer gols pode ser o diferencial entre a vitória e a derrota. Nesta Copa assistimos muitas partidas onde o domínio sobre o adversário, a quantidade maior, muitas vezes abissalmente maior, de passes e de posse de bola não deram o resultado esperado. E, aqui ressalto um detalhe importante, muito importante mesmo: a Croácia e o Marrocos são os únicos invictos entre os finalistas. A França é favorita? É, ao meu ver. Mas, não se pode subestimar o time de Marrocos, que, nos cinco jogos até aqui, tomou apenas um gol e contra! E fez 6! E enfrentando grandes equipes tanto que empatou com a Croácia sem gols, venceu a Bélgica por 2x0 e nos pênaltis derrotou a Espanha e ganhou de Portugal por 1x0. A França terá que jogar muito e contar com seus talentos como Mbappé, Griezman, Dembelé e Giroud num bom dia. Também, do outro lado, a Argentina é favorita? Tem Messi, que, se estiver num bom dia, pode mudar o jogo todo, mas a Croácia também, no máximo, leva um gol por partida e faz, pelo menos, um. Nas duas vezes que não fez também não levou nenhum contra a Bélgica e Marrocos. Empatou com o Japão e o Brasil de 1x1, mas eliminou os dois nos pênaltis. Ou seja, chegou até aqui com bom futebol e indiscutíveis méritos. Que não se espere que vá se entregar fácil para os argentinos. E, convenhamos, se trata de um jogo mais parelho, mais difícil do que o enfrentado pelos franceses (teoricamente, é claro). No entanto, há controvérsias. Por exemplo, a Bola de Cristal da Copa do Mundo é uma ferramenta preditiva desenvolvida pelo O Globo, em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais, que analisa as chances das seleções após cada jogo do Mundial, considera que para ganhar a Copa a Argentina (28,2%), seguida da França (27,2%) e, em terceiro lugar a surpreendente Marrocos (24%) e, por fim a Croácia (20,7%). Como se vê a distância entre as probabilidades é bem pequena. O risível é que, antes do jogo contra a Croácia, se apontava 77% de probabilidades do Brasil vencer!!! A questão é que, quando a bola rolar, vamos ver o que acontece. Não vejo favoritismo nenhum, embora veja a equipe croata como a mais madura e consciente desta competição. E Marrocos, para mim, a mais difícil de vencer. Mas, só quando a bola rolar iremos ver quem são os finalistas.

Saturday, December 10, 2022

A FRANÇA DÁ IMPORTANTE PASSO PARA SER BICAMPEÃ

 


No estádio Estádio Al Thumama, em Doha, no Catar, Marrocos, que tem sido a sensação desta Copa, enfrentou Portugal pelas quartas de finais, depois de haver, surpreendentemente, ter eliminado a Espanha. Marrocos é um time que tem um sistema defensivo muito consistente tanto que, até agora, somente levou um gol em todas as partidas e havia comprovado que seria um adversário duro de roer. Portugal dominou a partida. Se dominar significa ter muito mais posse de bola (68%) e trocar 561 passes contra apenas 172 do adversário. O problema das estatísticas é que o que resolve as partidas é o gol. E, para fazer gol, é preciso finalizações. Não faltaram ao time português com 11 finalizações, mas Marrocos, que joga sempre por uma bola teve 10! Ou seja, deram muita chance para o azar. E ele veio com o centroavante En-Nesyri, de 1,89, vencendo uma disputa no alto, com o atrapalhado Rubén Dias e o goleiro Diogo Costa, tocando para o gol vazio e fazendo história ao colocar, pela primeira vez, uma equipe africana numa semifinal. O outro jogo, entre França e Inglaterra foi muito mais interessante e com um nível de futebol muito melhor. Os dois times fizeram um primeiro tempo muito movimentado, mas, com poucas oportunidades efetivas. No início a Inglaterra teve mais posse ocupando melhor os espaços, todavia sem ameaçar o gol de Lloris. Os franceses apostaram na velocidade de seus jogadores e em Mbappé, que, criou algumas jogadas, porém não esteve nos seus melhores dias. Quem incomodou,  aos 10 minutos, com um cabeceio na altura de um chute, foi Giroud que parou no goleiro Pickford. Os franceses iriam abrir o placar aos 16 minutos, numa tabela que terminou com um passe de Griezmann para o volante Tchouamení, que chutou seco e forte para no do goleiro, que voou sem alcançar a bola. No Estádio Al Bayt a França fazia 1x0. Os ingleses insistiram tanto numa falta de Shaw, defendida por Lloris, como com Kane num chute forte de fora da área sem sucesso. Os ingleses voltaram bem melhor e começaram a pressionar até que, aos 7 minutos, numa arrancada, Saka foi derrubado por Tchouamení. Marcado o  pênalti, Harry Kane converteu e empatou para a Inglaterra.  E confiantes no bom momento partiram para cima e criaram boas oportunidades que não conseguiram finalizar bem. Então, os franceses, sentindo a pressão, tentaram equilibrar o jogo e começaram a incomodar novamente. E, aos 32 minutos, Olivier Giroud, com o faro e o senso de colocação dos grandes artilheiros, aparou um cruzamento da esquerda e cabeceou sem chances para marcar o segundo gol da França. Os ingleses não se renderam e tentaram de todas as formas, até fazendo faltas grosseiras, comandar novamente o jogo. A tensão tornava o jogo eletrizante. E seu auge chegou aos 36 minutos quando Théo Hernandez cometeu uma falta desnecessária dentro da área. No princípio o arbitro brasileiro Wilton Pereira Sampaio se negou a marcar, porém avisado pelo VAR voltou atrás. Kane, desta vez, isolou a bola cobrando pelo alto com muita força. Depois os esforços foram inúteis. A França está na semifinal contra Marrocos. Ganha quem faz. Quem fez foi a França.

MARTÍNEZ E MESSI LEVAM ARGENTINA PARA A SEMI-FINAL

 


Embora não se possa dizer que não houve emoção o jogo entre Holanda e Argentina foi apenas regular. Teve um primeiro tempo morno, quase sem criatividade, com bolas esparsas de perigos e os dois times brigando pelas bolas, principalmente no meu de campo. Até quiseram fazer marcações altas, de uma forma muito pouco eficaz. O jogo foi mesmo embolado e só quando foi se aproximando do intervalo começaram aos poucos, as aparecendo oportunidades. Mas, Messi, que puxava o jogo para si, não estava acertando, embora fosse quem mais se movimentava e tivesse chutado sem a capacidade habitual de acertar. Messi, porém faz diferença mesmo sem jogar o que sabe. E foi de um passe milimétrico dele que, aos 34 minutos, Molina aproveitou e com categoria, na saída do goleiro, deu apenas um leve toque para abrir o placar. No restante do tempo a Holanda não encontrou um meio de incomodar a meta de Martínez. Na volta do segundo tempo o jogo voltou a ficar igual com ambas as equipes procurando criar oportunidades. De efetivo uma cobrança de falta de Messi, que passou raspando a trave. Numa jogada, aos 25 minutos, de Acuña, Dumfries, infantilmente, o derrubou na área. Pênalti. Messi cobrou e converteu: 2x0. Neste momento a partida parecia liquidada. Futebol, no entanto, é uma caixinha de surpresas. Como se diz, normalmente, nas melhores peladas, só termina quando acaba. E o jogo continuou disputado e modorrento até que faltando sete minutos para o seu fim, depois de um cruzamento da direita para a área, Weghorst, bem colocado, numa ilha que a defesa argentina criou, de cabeça diminuiu e a Holanda voltou para o jogo. O acirramento levou a que Paredes, quase no fim do segundo tempo, chutasse a bola no banco dos reservas holandeses, que partiram para cima dele criando a maior confusão. O árbitro, sabiamente, não expulsou ninguém e somente deu um cartão amarelo para o meia argentino. Quando tudo estava para ser concluído, no último minuto, numa jogada ensaiada, em uma falta frontal, os holandeses mostraram sua malícia passando a bola na área para Weghorst empatar e  levar a partida para prorrogação. E nela, sem dúvida, a Argentina esteve melhor e quase conseguiu, em duas oportunidades, vencer o goleiro da Holanda com Lautaro Martínez, que desperdiçou, se assim que se pode dizer, porque as bolas pararam Van Dijk e Noppert. E, por ironia,  no último lance, Enzo Fernández foi acionado deu um chutaço que carimbou a trave. Messi, que  bateu o primeiro pênalti pela Argentina o fez com frieza, pela segunda vez, provando que é um jogador que, em qualquer ocasião faz diferença,  e, para a festa da empolgada torcida albiceleste, Emiliano Martínez defendeu as duas primeiras da Holanda, de Virgil van DIjk e Steven Berghuis. A Argentina converteu suas três primeiras e bastava Enzo Fernández fazer para acabar com o jogo. Não conseguiu ao chutar ao lado do gol. A quarta cobrança foi de Lautaro Martínez, que, implacável, balançou as redes para dar a classificação aos sul-americanos. A Argentina venceu sem brilho, mas com méritos inegáveis.

 

 

NO ADEUS BRASILEIRO A VITÓRIA DA EFICIÊNCIA

 


O que dizer do jogo Brasil x Croácia? Foi um jogo de alto nível. Talvez o melhor desta Copa até agora. A Croácia tem um meio de campo excepcional formado por Kovacic, Brozovic e o Modric, um exemplo de excelência em campo, e, apesar da posse de bola ter sido quase igual, os croatas tocavam a bola com muito mais consciência. É fato que o Brasil foi mais ofensivo. Há uma questão que, em fubebol, é essencial e faz a diferença: gol. Examinando com uma boa lupa se observava que mesmo chegando mais não havia acerto nos chutes a gol. Ou eram errados ou apressados. Neymar não fazia uma boa partida e foi acompanhado por Casemiro, que errou muitos passes. Perisic, um jogador extremamente rápido e perigoso, teve as melhores oportunidades da Croácia, mas não foi também muito feliz. Neymar, todas as vezes que tentava, não conseguia superar a defesa. Nem os dribles de Vini Jr. ou a raça de Richarlison surtiram efeito. E, nas poucas vezes, que Paquetá ou qualquer outro chegaram perto de criar erraram no passe final ou na finalização. A preocupação em segurar os avanços do adversário parecia ser maior que a opção no ataque. E os jogadores da Croácia, quando tinham a bola, tocavam com maestria custando a  haver a recuperação. No segundo tempo a equipe cresceu de produção e Tite, entendeu de tirar Raphinha e colocar Antony; mas, errou feio foi em tirar Vini Jr. para a entrada de Rodrygo. Naquela posição o jovem pecou pela lentidão. Não puxou os contra-ataques, porém criou algumas jogadas. Neymar, duas vezes na cara do gol, não acertou e foi acompanhado por Paquetá. Pedro entrou no lugar de Richarlison e, sem eficiência dos dois lados, acabaram indo para a prorrogação. Apesar do Brasil parecer melhor não parecia o jogo ter ficado diferente na prorrogação. Até que Neymar, no único lampejo na partida, fez uma tabela, no último minuto do primeiro tempo, com Lucas Paquetá, driblou o goleiro e fez o gol.

No segundo tempo da prorrogação o time da Croácia tomou conta da bola. E tudo parecia ficar do mesmo jeito. Não estava. Faltava, no campo e fora, quem alertasse que era uma final de quinze minutos e o Brasil, quando tivesse a bola, teria que fazer a mesma coisa do adversário: tocar para passar o tempo. Assim se comportava de uma forma errada isolando a bola, de qualquer maneira, ou procurando o gol de uma forma desorganizada. E foi assim que, quatro minutos antes do fim do jogo, Petkovic teve a chance e aproveitou. Num contra-ataque rápido recebeu a bola e chutou. Ainda contou com a sorte de desviar em Marquinhos  antes de vencer o goleiro Alisson. A decisão foi para os pênaltis. Rodrygo, o primeiro a bater, errou. Todos os croatas que bateram acertaram até mesmo quando chutaram mal no meio do gol. E Marquinhos acertou a trave na quarta cobrança. Vini Jr. tinha dito que vencesse a melhor equipe. Venceu. A Croácia foi mais eficiente e ganhou com a elegância das grandes equipes. Pelo menos não foi uma queda vergonhosa como a da Copa passada contra a Bélgica, quando Tite devia ter sido dispensado. Um erro fatal.

Tuesday, December 06, 2022

O ADEUS DA ESPANHA E O BAILE PORTUGUÊS

 


A Espanha, depois de um imprevisto no último jogo contra o Japão, entrou nas oitavas com muita confiança em si mesmo. Até com orgulho mesmo. O técnico Luís Henrique disse que, para seu time, podia vir quem viesse. que sua equipe Apoiava-se no tique-taque, no estilo de muitos passes, de controle do meio-campo e da busca por espaços, sem se apressar. Já Marrocos é um time defensivo. Joga no contra-ataque para matar o jogo com uma bola. Na fase de grupos jogou contra a Croácia e contra Bélgica, sem levar gol. Levou um do Canadá. Uma infelicidade de Nayef Aguerd, que desviou a bola para suas próprias redes. Defesa dura, marcação implacável que só uma vez, no primeiro tempo, e na última bola da prorrogação, com Sarabia acertando a trave, deu oportunidade aos espanhois. Marrocos, na primeira fase da prorrogação, teve sua vez:  o centroavante Walid Cheddira desperdiçou chutando fraco para Unai Simon fazer uma salvadora defesa.  Com a ineficiência no ataque dos dois times, em 120 minutos, a decisão foi para os pênaltis. E goleiro marroquino Yassine Bono, defendendo dois pênaltis e uma bola batendo na sua trave fizeram a diferença. O lateral-direito Achraf Hakimi, de cavadinha, fechou o tempo da Espanha na Copa. O favoritismo da Espanha foi para o brejo. Foi a zebra, o único dos favoritos das oitavas a cair fora.  No outro jogo havia um favoritismo de Portugal, é verdade, todavia ninguém esperava que a Suíça fosse atropelada, sem dó nem piedade. Portugal, deixando Cristiano Ronaldo no banco, não tomou conhecimento do time adversário e sempre teve superioridade, embora, por duas vezes, Diego Costa tivesse que se virar para evitar o gol. Mas, o time português teve mais desenvoltura e procurou mais abrir os espaços e, aos 17 minutos, depois de uma jogada de João Felix, recebeu a bola da cobrança de um lateral, e enfiou com maestria a bola para Gonçalo Ramos, que girou e colocou a bola nas redes. A Suíça até tentou equilibrar o jogo, mas, numa cobrança de escanteio, Pepe subiu e cabeceou ampliando o placar e se tornando o 2º jogador mais velho a marcar um gol numa Copa. Os suíços bem que tentaram parar Portugal. Não deu. Gonçalo Ramos estava em um dia de glória e fez o segundo dele, aos 6 minutos do segundo tempo. Depois foi a vez de Raphael Guerrero, num contraatraque, receber na área e acertar um belo chute: 4x0. A Suíça não desistiu de procurar mudar o rumo das coisas e chegou a fazer um gol com Akanji. Não era mesmo dia deles. Novamente Gonçalo Ramos fez o terceiro, e, por fim, Rafael Leão completou o chocolate. Cristiano Ronaldo entrou aos 29 minutos sem conseguir marcar. Portugal fez a melhor exibição de uma seleção até agora. Pepe, Raphael Guerrero, João Felix, William Carvalho e Bruno Fernandes estiveram muito bem e Gonçalo Ramos fez seu nome. Agora Portugal pega Marrocos como favorito.