CASA CHEIA NA FESTA MEXICANA
Como tem sido comum no
primeiro jogo de copa do mundo o futebol de México e África do Sul não foi lá
essas coisas, embora tenha sido uma grande festa para os torcedores que foram
para o estádio Azteca. O dono da casa ganhou sem grandes problemas, sem susto
nenhum e não precisou nem de sorte nem de esforço para ganhar, o que também não
permite que se tenha uma visão do que poderá fazer nesta copa. Não há dúvida
que foi uma partida disputada, até acirrada mesmo, com umas faltas claramente desnecessárias.
A África do Sul, porém é uma equipe muito frágil defensivamente e, ao que
parece, para reforçar sua defesa abriu mão de ser mais ofensiva. A questão é
que a sua defesa é muito fraca. E mesmo sem uma pressão tão forte por parte do
México entregou a rapadura bem cedo. Com a bola dominada pelo goleiro William este
entregou para Sithole que perdeu a bola e Quiñones não perdoou, com um chute
forte, aos oito minutos, fez o primeiro gol da copa. O jogo prosseguiu depois
sem grandes novidades com o México sendo mais efetivo e dominando as ações sem,
contudo, ser muito eficiente. O primeiro tempo terminou com um único chute a
gol dos africanos do sul, o que demonstra o domínio mexicano. O segundo tempo
não foi muito diferente: um domínio claro mexicano e erros seguidos do time africano.
E, logo aos 4 minutos, a expulsão bem
feita do Sithole, que fez uma falta próxima da área em Gutiérrez, facilitou
tudo ainda mais. E a forma do jogo
indicava ser uma questão de tempo para ser liquidado. E, aos 21 minutos,
realmente, isto aconteceu com Raúl Jiménez aproveitando de cabeça um lançamento
de Alvarado. Daí para a frente não houve mais muita coisa. A África do Sul
ficou com dez jogadores depois de Zwane fazer falta em Alvarado. Com dois jogadores a menos o restava era
impedir o terceiro que o time mexicano buscou até os minutos finais da partida.
Nos acréscimos o zagueiro Montes, do México, recebeu cartão vermelho por impedir
uma chance de gol da equipe da África do Sul. E foi só: 2x0 ficou de bom
tamanho. O juiz brasileiro Wilton Pereira Sampaio fez um bom trabalho.
Tranquilo, seguro, fez o que devia fazer com discrição e expulsou quem devia
expulsar. Teve uma atuação ativa, é verdade, sem, no entanto, influir no
resultado, que, aliás, se deve mais à própria África do Sul. Quiñones foi o
nome do jogo. Pelo gol e pela atuação.

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