Saturday, June 24, 2006

EFICIÊNCIA E CAMISA




Podolski diz que Klause é o cara!
Quando não existe, como nesta Copa, equipes entrosadas nem um desnível muito acentuado do futebol que vem se jogando qualquer time que, como a Suécia, toma dois gols antes dos quinze do primeiro tempo tende a desmanchar. A rigor a Suécia virou suco com dois gols de Podolski, que foram construções do artilheiro Klause, este sim merecedor de ter feito seu golzinho. O jogo foi de um time só. A Suécia quis entrar em campo, porém ficou fora por conta da expulsão de Lucic, aos 34 do primeiro tempo, e do pênalti perdido que poderia ter modificado a partida. Com o despacho nas alturas de Larsson foi embora também qualquer pretensão. Mais uma vez se comprovou a “tese Zico”: perder pênalti, em Copa do Mundo, é pedir para ir embora. A Alemanha mostrou a que veio. Jogou bem, segura, se afirmou como uma equipe com grandes possibilidades de chegar aos jogos finais. Klose foi o grande nome do jogo: fez a diferença. E os alemães a festa. O time, agora, passou de pato para ganso. No mata-mata das oitavas o primeiro grande sufoco quem passou foi à Argentina. Não viu a bola, logo no começo, exceto para ir buscar no fundo das redes do goleiro Abbondanzieri depois de um chute à queima-roupa de Rafa Marquez. E mal começou a fazer algum esforço a sorte lhe sorriu: Borghetti fez contra sob a pressão de Crespo, para quem foi dado o gol. O que não dá para entender é como se deixa um atacante marcando outro e logo o mais perigoso atacante do time adversário. É uma tática estranha. O jogo foi excitante, mas ruim. Um jogo travado. Um jogo catimbado. Um jogo que terminou 1x1 no tempo regulamentar por falta de criação, de jogadas perigosas e por erros do arbitro. Mesmo correndo muito inverteu faltas claras, deu impedimentos inexistentes, um no fim do jogo poderia ter liquidado para a Argentina e deixou os jogadores reclamarem demais. O grande, o notável, o extraordinário jogador foi mesmo a torcida Argentina. Impressionante o entusiasmo da torcida que não deixou um momento sequer de acreditar na vitória e torcer ruidosamente numa maravilhosa festa azul e branca. Ela, de fato, foi quem mereceu o belo gol que Maxi Rodríguez fez, ao receber um lançamento de longa distância de Sorín, acertando uma bomba no ângulo direito do goleiro Oswaldo Sánchez, aos 8min do primeiro tempo da prorrogação. O gol foi resultado da qualidade e do fato de que a camisa pesa. A Argentina, mesmo jogando mal, é a Argentina e se impôs contra um time que deu o melhor de si, mas manteve, durante todo tempo, um atacante, como Fonseca, que só dá pontapé, empurra e não acerta uma jogada. È ótimo para o futebol e a Copa que tenha sido assim sofrido, porém justo o resultado. E, de quebra, nos oferece, no próximo dia 30, um presente de emoção e prazer: Alemanha x Argentina. É jogo para inglês ver e brasileiro gostar. Afinal qualquer um que sair daí está com um pé na final.

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